<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606</id><updated>2012-01-20T16:23:12.431-02:00</updated><title type='text'>Dilema Paulistano: divagações em torno da vida urbana e outras elucubrações.</title><subtitle type='html'>Já ter estado de pé e, depois, voltado pra cama.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>228</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-9201415506322100673</id><published>2012-01-20T16:18:00.002-02:00</published><updated>2012-01-20T16:23:12.435-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;CEMITÉRIOS ELEGANTES&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc99;"&gt;Os pequenos gravetos que se espalham pelas sombras, nas tumbas matemáticas, anunciam o que não se está a ver: o leito de morte dos calangos. Onde fica seu cemitério? Eles se adiantam e perguntam sem obter resposta: onde fica a cama final dos tigres majestosos? Em mim, outra permanece: e o sítio mudo dos urubus e gaviões? Calo-me na lembrança de uma busca, a única que me trouxe alento nessas dúvidas vadias: o cemitério dos pombos. Sob os sinos, na laje crua das torres eclesiásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecido do morto, dos homens sei o que todos sabem, até mesmo os bichos: morrem no espalhafato de suas enfadonhas mazelas, sob a indiferença dos discretos e polidos besouros, folhas secas, formigas, abelhas, joaninhas, vespas, lagartixas... Na plana candura de suas substâncias delidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Salvador, janeiro de 2012&lt;br /&gt;A. R. Falcão &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-9201415506322100673?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/9201415506322100673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=9201415506322100673&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/9201415506322100673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/9201415506322100673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2012/01/cemiterios-elegantes-os-pequenos.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3987646390608305149</id><published>2012-01-18T16:04:00.001-02:00</published><updated>2012-01-18T16:08:52.205-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;CENAS DA BAHIA&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;1. Ié foi o motorista de meu tio por quase toda vida. Era um figuraça, com um nome sublime.&lt;br /&gt;Certa vez, aqui em Salvador (ele vivia e trabalhava em Minas), desrespeitou um semáforo na cara dura, diante de um policial de trânsito. E sobrou pra ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Encosta aí, faz favor! Documentos! Você sabe que passou o farol vermelho?&lt;br /&gt;Na maior naturalidade, Ié respondeu-lhe:&lt;br /&gt;- Sabe, seu guarda, eu não sou daqui.&lt;br /&gt;- E daí?! O Código Nacional de Trânsito é pra ser respeitado. É nacional!&lt;br /&gt;Tudo muito complicado para Ié:&lt;br /&gt;- É que, lá na minha terra, a gente não para não.&lt;br /&gt;- Como assim?! Você é xarope?&lt;br /&gt;- Uai, a gente só para quando não tem jeito. Lá é assim.&lt;br /&gt;- !!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Na Pituba, aqui pertinho, uma mocinha e um senhor de idade avançada ficam, juntos, lado a lado, numa barraquinha, o dia todo. Vendem coco fresco, bolo, biju, mingaus variados, essas comilanças daqui. Ele se chama Florisvaldo, ela deve se chamar Rita, tem cara de Rita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia. O Florisvaldo já chegou?&lt;br /&gt;- Não sei não senhor.&lt;br /&gt;- Ele tem uma hora certa pra chegar?&lt;br /&gt;- Não sei não senhor.&lt;br /&gt;- Mas como?! Vocês trabalham juntos todo dia, o dia inteiro...&lt;br /&gt;- Não leva a mal, é que eu não gosto dele. De jeito nenhum.&lt;br /&gt;- E vocês trabalham coladinhos, a um metro do outro, dia sim e dia não também. Um não sabe do outro? É gozado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela prosseguiu em sua amalucada tarefa de teclar seu celular, coisa que não interrompeu nem por um segundo. É que o interlocutor, pessoa empírica, foi destronado para sempre. Interlocutor é a maquininha. Assim, não poder sabe de Florisvaldo e nem se lembrará de mim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3987646390608305149?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3987646390608305149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3987646390608305149&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3987646390608305149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3987646390608305149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2012/01/cenas-da-bahia-1.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-526821811763748354</id><published>2012-01-15T12:04:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T12:05:14.852-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ESTROINICES&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Desde muito cedo, deixei de entender coisas de importância incomensurável para as pessoas em geral. Noções exteriores que me foram impingidas e que logo as depositava nas prateleiras interiores destinadas às bizarrias humanas: país, pátria, hino, bandeiras, ideologias, partidos políticos, doutrinas, crenças, religiões, cultos, rezas, superstições, hierarquias, o time do coração, certas etiquetas de comportamento e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu interesse esteve sempre voltado para aquilo com que pudesse manter alguma espécie de conectividade e interatividade: a língua primordialmente, as ferramentas, os brinquedos de montar, a terra e sua plasticidade, as árvores, as formigas, passarinhos; as criações plásticas de toda ordem: gravuras, fotografias, pequenas esculturas que figurassem ações cotidianas. A música, a magia dos livros. O que desfilasse diante de meus olhos, penetrasse meus ouvidos, excitasse meus dedos. O que fosse possível, de qualquer forma, replicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quaisquer dessas coisas todas que chegassem envolvidas por auras ou fossem objeto de fetichismo, destituídas de seu contexto humano ou histórico original, me pareciam e parecem descarnadas de verdadeira significação e, portanto, passíveis de fraude, impostura e mistificação. Pessoas também. Não entendo para que nem por que perder tempo extenso com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, visitar certas exposições ditas importantíssimas em museus não está no rol de minhas atividades sabáticas. Refiro-me, particularmente, a reuniões de ícones religiosos milenares, de culturas estranhas mal conhecidas ou de conhecimento impossível. Estatuarias singulares espalhadas aos montes por salões intermináveis. Um massacre de nossa faculdade de recepção e apreensão. A meu juízo, não passam de meros objetos. Posso até ver (em belas reproduções irrepreensíveis), mas não dou a tal importâcia que o vulgo atribui. Deixo os pesquisadores fora disso - aqui é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que envelheço, a doença se agrava. Depois que as pessoas passaram a ter acesso a um número infinito de imagens (de qualidade) dos lugares mais remotos; à profusão de narrativas, depoimentos e reportagens, tenho menos e menos vontade de viajar. Se turismo sempre me pareceu idiota, hoje me resulta repulsivo. O vulgo chama isso viagem; prefiro nomeá-lo como olhadela leviana e invasiva. E cara. Os turistas produzem, em si, lembranças evanescentes de uma miríade de lugares, monumentos, coisas, gostos, rostos, vozes e cheiros embaralhados que acaba por não lhes servir para nada. Fotografias nos álbuns só lhes dizem: "Ó eu aqui". Estupidez e egoísmo voraz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, um bem-te-ti observa agitado, casualmente, por breves instantes, este mamífero surpreso, assustado e encantado. E segue sua vida. Ele foi bem, eu fiquei mal subitamente. Eu divago na vadiagem desse janeiro que já me escapa pelos sonhos e dedos. Tenho de voltar para o que nenhuma importância, de fato, tem, mas, maçante e embrutecedor, consome quase todo meu aproximativo final, e, precioso tempo. Chamam trabalho (essa droga que dizem edificar o homem); prefiro nomeá-lo como escravidão consentida. Chamam de qualidade de vida o que não passa de adestramento físico para a servidão diária. Não entendo. É bizarro e estúpido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. R. Falcão - Salvador,14 de janeiro de 2012 &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-526821811763748354?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/526821811763748354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=526821811763748354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/526821811763748354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/526821811763748354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2012/01/estroinices-desde-muito-cedo-deixei-de.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7094329308673718088</id><published>2012-01-06T17:18:00.002-02:00</published><updated>2012-01-06T17:30:25.398-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6666;"&gt;A CENA DE ONTEM&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Ali&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;A manhã evanescia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;O cálice tombado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Babava a toalha até as franjas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Gota a gota, o vinho esvaia,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Entregando as manchas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Ao velho tapete das antigas risadas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;O corpo estirado sobre o sofá&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Devolvia à sala&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;O desprezo das costas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Pela ira da casa ferida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;O recado vazio derramava,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Entre a mão e o tecido,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;A vontade indesculpável,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;A noite flácida das intenções.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;O relógio não mais insistia,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Ofegava em badalar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;Martelava, machucava.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#99ffff;"&gt;A carne tombada dormia esquecida.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7094329308673718088?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7094329308673718088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7094329308673718088&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7094329308673718088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7094329308673718088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2012/01/cena-de-ontem-ali-manha-evanescia.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7766537619087645290</id><published>2012-01-05T17:20:00.000-02:00</published><updated>2012-01-05T17:22:16.970-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;PASSAGEM&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;As ruas estavam vazias e sujas naquela madrugada. Vira-latas remexendo lixo e alguns poucos bêbados largados nas calçadas.&lt;br /&gt;Como já andavam por longos minutos sem trocar palavras, um deles resolveu quebrar o suspeito silêncio das mudas indagações:&lt;br /&gt;- Você continua um pessimista incorrigível.&lt;br /&gt;- Nem tanto.&lt;br /&gt;- Como você diz isso?! Ainda há pouco, previu um 2012 bem pior que 2011. Guerras e crises assustadoras, desemprego, o escambal.&lt;br /&gt;- Tudo bem, mas não pense que não garanto uma fatia de alegria no bolo da infelicidade geral. Ou vice-versa, se preferir.&lt;br /&gt;- Não imagino como. Ou melhor: o versa eu imagino; mas o vice...&lt;br /&gt;E o outro fez uma pausa eloqüente e respondeu-lhe sem esconder o riso dos lábios:&lt;br /&gt;- Sabe onde escondo minha alegria? Nas mentiras que cometo e me divertem.&lt;br /&gt;E seguiram adiante em sólido silêncio de solidões, flanando pelas ruas dos bairros centrais. As gargantas secas pediam cervejas finais. O sol queria nascer.&lt;br /&gt;A.R. Falcão - Salvador, janeiro de 2012&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7766537619087645290?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7766537619087645290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7766537619087645290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7766537619087645290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7766537619087645290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2012/01/passagem-as-ruas-estavam-vazias-e-sujas.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1519491210092922746</id><published>2011-12-31T19:01:00.004-02:00</published><updated>2012-01-01T09:30:13.595-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;REFLEXÕES DOMINGUEIRAS&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;　&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;Comunicado de Falecimento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No dia 23 de dezembro, Evaristo Rodrigues (2006-2011) veio a perder sua curta vida no instante em que, num centro de compras desta Capital, saindo do elevador, foi, involuntariamente, esmagado por dezenas de pacotes e respectivos compradores, que desejavam entrar numa luta medonha entre si. Pisoteado por quem não saía e por quem não entrava. Ninguém foi responsabilizado. Compreende-se, a vida tem desses imprevistos letais. Fazer o quê?&lt;br /&gt;　&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;Vida Moderna&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nossa vida, em si, é inapreensível. Só a percebemos devidamente embrulhada em ossos, músculos, órgãos, sangue e pele. Oportunamente registrada em cartório, com CPF e RG. Como, por si, não traz os atributos de um Ipad, melhor é desconfiar. Pelo menos até que surja um novo S. Job, essa coisa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;Eueu&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A única vantagem da autocompaixão é, por um átimo, nos imaginarmos mortos, cercados daqueles que, supomos, nos queriam bem, se debulhando em lágrimas. O único prejuízo: ter, que, rapidamente, voltar à vida. Brincar é sadio. Não dizem?!&lt;br /&gt;　&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;Ócio Virtuoso&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A conta, no cálculo das faltas ao trabalho, é a seguinte: no comparecimento, ganhamos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;x&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; mais aborrecimentos sem fim; na ausência, perdemos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;x&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, mas obtemos o prêmio do ócio, que não tem preço. Portanto, trabalhar tanto pra quê?! pra comprar bobagem, que forma a maioria de nossas aquisições?!&lt;br /&gt;　&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;Perplexidade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Alguma coisa está errada: a mulher sozinha tem dois cães; o casal aposentado tem quatro; a dupla homo-afetiva possui um; o bruto musculoso tem outro, e assim por diante. Quando todos, cães e donos, latem simultaneamente sobra pra todos: com-cães, sem-cães, com-donos, sem-donos. Pergunto: por que não saem todos ao mesmo tempo? Esclareço: os cães com seus donos estrangulados por coleiras no pescoço e focinheiras. Assim, quem sabe, a vila, por alguns momentos, viveria o doce prazer do silêncio, quebrado apenas pelos delicados e livres passarinhos. Seria bom pra todos os animais.&lt;br /&gt;　&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;Bonzinhos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem auxilia busca auxílio. As pessoas não percebem que o filantropo, ou o caridoso contumaz, é, na verdade, o mais rematado egoísta. Por isso, sempre diz: "Ajudar o próximo me faz um bem!" E a audiência o confirma: "Como ela é boa, ser humano de ouro!" .&lt;br /&gt;Penso diferentemente. Ser "solidário", como se auto-intitulam, é cuidar de si. Receber ajuda ou solidariedade é vantagem apenas passageira. Depois, a vida prossegue com suas habituais dificuldades e proverbiais crueldades. Ignoram (força do hábito) que a solidariedade, de fato, diz respeito à coletividade, e supõe reciprocidade. Passa longe da individualidade.&lt;br /&gt;Socorrer? Sim; Amparar as crianças? Sim. Os casualmente impossibilitados e fragilizados? Sim, até que se desfaçam das cangas. Gárrulos, os solidários devem parar com essa história de se autoproclamarem os paladinos da bondade, "inflados de auto-importância". Quem "merece compaixão" são os caridosos profissionais. Praga!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1519491210092922746?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1519491210092922746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1519491210092922746&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1519491210092922746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1519491210092922746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/12/reflexoes-domingueiras-comunicado-de.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6199287187814215027</id><published>2011-12-31T17:51:00.004-02:00</published><updated>2011-12-31T17:58:47.821-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Idílio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;- Porão de rebotalhos, de felicidade finada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;Quem disse foi você,&lt;br /&gt;Não fui eu.&lt;br /&gt;Quem pensou foi você,&lt;br /&gt;Não fui eu.&lt;br /&gt;Quem fez foi você,&lt;br /&gt;Não fui eu.&lt;br /&gt;Quem insiste em negar&lt;br /&gt;É você, não sou eu.&lt;br /&gt;Eu?&lt;br /&gt;Só fiz quedar-me,&lt;br /&gt;Por anos,&lt;br /&gt;No chão dessa porta&lt;br /&gt;A esperar que você, ao menos,&lt;br /&gt;Me permitisse vê-la&lt;br /&gt;Assim tão perto,&lt;br /&gt;Assim tão crua,&lt;br /&gt;Assim tão nua.&lt;br /&gt;Agora, já pronta pra partir,&lt;br /&gt;Parta. Vai, parta!&lt;br /&gt;É bem fácil,&lt;br /&gt;O portão não se fecha,&lt;br /&gt;Há navios de monte,&lt;br /&gt;Mar de monte.&lt;br /&gt;　&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6199287187814215027?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6199287187814215027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6199287187814215027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6199287187814215027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6199287187814215027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/12/idilio-porao-de-rebotalhos-de.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-850091525527648387</id><published>2011-12-31T17:40:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T17:41:37.405-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Ermo Azado&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;Ainda escuro fechado,&lt;br /&gt;Abria, pé ante pé, as pálpebras de chumbo.&lt;br /&gt;E ficava ali.&lt;br /&gt;Na preguiça de sentir e pensar&lt;br /&gt;O fuxico dos órgãos.&lt;br /&gt;Assim, mais uns mesmos,&lt;br /&gt;Sorvia alguma água,&lt;br /&gt;Acendia um cigarro e a luz magrinha.&lt;br /&gt;Pronto, portanto,&lt;br /&gt;Para o deserto infinito&lt;br /&gt;Da poeira cintilante e muda das vozes.&lt;br /&gt;Protegido da cidade,&lt;br /&gt;Certos afetos&lt;br /&gt;E da barbárie das ruas.&lt;br /&gt;Muito longe&lt;br /&gt;E inexoravelmente desperto. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-850091525527648387?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/850091525527648387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=850091525527648387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/850091525527648387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/850091525527648387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/12/o-ermo-azado-ainda-escuro-fechado-abria.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1603077377359451505</id><published>2011-12-01T07:23:00.000-02:00</published><updated>2011-12-01T07:24:25.579-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;COISA DE HUMANOS&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para a consciência, a morte é apenas um momento sem sequência ou consequência. Por esperada, somos dependentes da primeira e, por insondável, temerosos da segunda. Por conseguinte, o que mais tememos na morte? A ausência definitiva da sequência, o que, em si, é consequência. Mesmo, de antemão, sabendo que não estaremos lá para suportar seu peso e seus desdobramentos, o que, em si, é sequência. Medo de perder o que se deseja e o que se teme - um paradoxo. Não se perde o que nem sequer se teve, tem ou terá. O nada é pouco e tudo, muito complicado. Deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dezembro de 2011&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1603077377359451505?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1603077377359451505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1603077377359451505&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1603077377359451505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1603077377359451505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/12/coisa-de-humanos-para-consciencia-morte.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7637022395433645444</id><published>2011-11-28T07:28:00.001-02:00</published><updated>2011-11-29T08:04:20.588-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;RAVINA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#00cccc;"&gt;Minha irmã,&lt;br /&gt;Queria lhe dar um piano&lt;br /&gt;Limpo,&lt;br /&gt;Vazio de todas as canções.&lt;br /&gt;Seu, para que apenas você&lt;br /&gt;Fosse carregando-o&lt;br /&gt;Com suas mais queridas melodias.&lt;br /&gt;Uma árvore&lt;br /&gt;Grande e plena,&lt;br /&gt;Arvorada de flores.&lt;br /&gt;Sua para o sempre&lt;br /&gt;De todos os setembros.&lt;br /&gt;Uma montanha&lt;br /&gt;Azul,&lt;br /&gt;Distante e na palma da mão.&lt;br /&gt;Alguma neve no cimo&lt;br /&gt;Com mistérios esquecidos&lt;br /&gt;Nas suas ravinas mais escondidas.&lt;br /&gt;Sua, para o que desse e viesse.&lt;br /&gt;Eu queria tanto mais&lt;br /&gt;Em meu gordo silêncio de desejos.&lt;br /&gt;Mas, ainda assim,&lt;br /&gt;Não sabia bem por quê,&lt;br /&gt;Naquele vazio oblíquo,&lt;br /&gt;Me sentia presente&lt;br /&gt;A xeretar alegrias&lt;br /&gt;Aqui e ali. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7637022395433645444?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7637022395433645444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7637022395433645444&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7637022395433645444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7637022395433645444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/11/ravina-minha-irma-queria-lhe-dar-um.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7886110808142215424</id><published>2011-11-25T07:23:00.004-02:00</published><updated>2011-11-29T11:10:46.031-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;RELATO DE DEZEMBRO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Punido com "prisão" domiciliar por ter mentido repetidamente sobre seu mau desempenho escolar, o jovem Tadeu, ao tentar transpor o muro de sua casa-fortaleza, acabou eletrocutado. Foi letal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ficaram as perguntas: ele morreu porque o castigo foi excessivo e, por esta razão, em desespero, arriscou sua vida na busca desesperada pela liberdade? ou porque, desobediente contumaz que era, quis driblar a punição infligida? (Ele sabia do muro mortal que havia ali).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Até ontem, seus pais continuavam em Maresias (balneário do litoral paulista). Não quiseram respondê-las. Remeteram-nas ao psicólogo que acompanha(va) o jovem Tadeu há alguns anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Insistiram apenas em dizer que não deixarão, em hipótese alguma, de comparecer às exéquias. Imagine duvidar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7886110808142215424?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7886110808142215424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7886110808142215424&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7886110808142215424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7886110808142215424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/11/conto-de-dezembro-punido-com-prisao.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6499691204602300730</id><published>2011-11-21T10:37:00.002-02:00</published><updated>2011-11-21T10:53:48.097-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;PAISAGEM TRISTÍSSIMA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Num mundo movido a baterias, querem ser adultos o quanto antes. Mas apenas na casca, sem responsabilidades. Não desejam também ser filhos ou alunos. As meninas se vestem como as mulheres de vida airada (lembram?) e os meninos como qualquer maloqueiro temido. Daí desobedecer e desafiar. Todos eles não largam os celulares e &lt;em&gt;IPods&lt;/em&gt;, seu mundo privado. Assim, têm muita dificuldade com Língua Portuguesa e Matemática, que exigem muito esforço e disciplina. Melhor é se expor nas redes sociais e se entupir de música vulgar, sempre em segundo plano. Como caminham para a surdez, não falam, gritam. Não riem, gargalham como araras bêbadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estou ficando velho e birrento.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6499691204602300730?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6499691204602300730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6499691204602300730&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6499691204602300730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6499691204602300730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/11/paisagem-tristissima-num-mundo-movido.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1036989985317941776</id><published>2011-11-11T09:52:00.003-02:00</published><updated>2011-11-11T09:59:44.453-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DIZER&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Não sei, nunca vi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Bem, Nem é um nome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;E tanto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Em cana,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;É ninguém de lá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Ou alguém de cá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Também seria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Alguém de lá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;E ninguém de cá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Hum...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Nos entrebelouça de tanta vontade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;De nada falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;É.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Não, não é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Fosse talvez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;Quem sabe?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1036989985317941776?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1036989985317941776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1036989985317941776&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1036989985317941776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1036989985317941776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/11/dizer-nao-sei-nunca-vi.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5306078137951228792</id><published>2011-11-11T08:45:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T08:48:00.506-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;ALÍVIO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffcc;"&gt;Sabe que de saber&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffcc;"&gt;Nada no mar das coisas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5306078137951228792?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5306078137951228792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5306078137951228792&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5306078137951228792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5306078137951228792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/11/alivio-sabe-que-de-saber-nada-no-mar.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-561095149592580861</id><published>2011-11-11T07:25:00.002-02:00</published><updated>2011-11-11T07:37:29.044-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Ela me Disse&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;A fome corta, na língua,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;As suas carnes.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Os lábios movem, na água,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Sussurros nos próprios ouvidos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Os dedos se quebram,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Na fúria de matar,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Com a linha,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;A vulva da agulha.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Os ventres, frágeis de vigor,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Avançam arrepiados,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Desdobrando as ventanias&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Das madrugadas mal agradecidas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;O homem se repousa sobre um catre, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Na farinha da mesmice.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Só, se sufoca no silêncio de ouvir-se.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Mas...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Deita-te a seu lado;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;A esperança ainda&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Não vazou-lhe pelo furo do bolso.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;Eu te disse e repito:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffff99;"&gt;A vida é final.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-561095149592580861?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/561095149592580861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=561095149592580861&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/561095149592580861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/561095149592580861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/11/ela-me-disse-fome-corta-na-lingua-as.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5543389642174679756</id><published>2011-11-07T07:24:00.004-02:00</published><updated>2011-11-08T07:51:54.419-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;SAMBA-CANÇÃO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Disseram-me (ela me disse):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Escreva um poema de amor&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que as músicas apaixonadas nos fazem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apaixonarmos também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por quem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um ente, um pássaro, um piano, um prego?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Talvez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mãos tocadas, sem braços,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apartadas do apêndice humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dedos apenas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os que já se despedem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A música continua, a paixão não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Levantamos as bundas do sofá,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Copos na mãos e a sombra do vinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No silêncio das garrafas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Assim mesmo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os dorsos curvos no tanque,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esfregamos a camisa e a saia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um corpo de cada vez. Cada um em seu lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Manchados de batom e dissolução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Da noite prostituída.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A luz roubada nas manhãs dessas vidas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para sempre condenadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os beijos beijados há muito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A casa deixaram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;COISA DO SILÊNCIO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O que uma pedra é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ela é humildade para sempre,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esculpida pelo vazio do tempo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Recolhida num silêncio mais iluminado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O silêncio que nos afoga no mistério&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do tempo longo, muito longo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enterrem-me, quando for,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Com as pedras mais distraídas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Até que também me petrifiquem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5543389642174679756?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5543389642174679756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5543389642174679756&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5543389642174679756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5543389642174679756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/11/samba-cancao-disseram-me-ela-me-dizia.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-2981917637171761714</id><published>2011-10-26T07:21:00.000-02:00</published><updated>2011-10-26T07:22:32.489-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;OUVINDO O VIOLONCELO*&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No mundo físico dos sons,&lt;br /&gt;O arco se atrita com as cordas,&lt;br /&gt;Sem pesar.&lt;br /&gt;Mas o homem passeia entre si,&lt;br /&gt;Autovolteado, alucinado.&lt;br /&gt;Pouco a pouco, entrego-me,&lt;br /&gt;Com a alma bamba,&lt;br /&gt;Ao circuito insano das suítes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem insiste.&lt;br /&gt;Um refluxo de arte bruta.&lt;br /&gt;E bela.&lt;br /&gt;Configura cenários&lt;br /&gt;Com, minhas, antes,&lt;br /&gt;Desorientadas partes.&lt;br /&gt;O arco atritante segue&lt;br /&gt;Fazendo as cordas chorarem&lt;br /&gt;Sem piedade,&lt;br /&gt;Numa festa macabra de anjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os silêncios trocam, por alto,&lt;br /&gt;As mais graves impressões,&lt;br /&gt;Ponho-me grave, pronto e vivo,&lt;br /&gt;Que muito mais virá em dilúvio.&lt;br /&gt;Incessante em mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;* CD Suítes Brasileiras de Antonio Meneses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outubro de 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-2981917637171761714?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/2981917637171761714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=2981917637171761714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2981917637171761714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2981917637171761714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/ouvindo-o-violoncelo-no-mundo-fisico.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6152780390813967633</id><published>2011-10-24T09:12:00.000-02:00</published><updated>2011-10-24T09:13:30.549-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;AS COISAS E BOLSAS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A perderem-se ali,&lt;br /&gt;Perdem-se elas entre as ondas do mar.&lt;br /&gt;Fornido de prendas, a bolsa primeira.&lt;br /&gt;O predicado fátuo da vida engatilhada&lt;br /&gt;Nos apitos do cais inicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino aprisionado,&lt;br /&gt;Bordado&lt;br /&gt;Na retina de pretos em brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda esquecida entre as outras futuras&lt;br /&gt;Fez-se fornilho de engenhos.&lt;br /&gt;Das manhas lavradas,&lt;br /&gt;Onde as coisas se perdem e se acham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde estão&lt;br /&gt;Se a vida se pruma&lt;br /&gt;Como bala na agulha das indeterminações,&lt;br /&gt;No escuro das bolsas,&lt;br /&gt;Na barriga das fêmeas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem em vão&lt;br /&gt;Espera a viagem.&lt;br /&gt;E a noite o aguarda&lt;br /&gt;Pela noite inteira. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6152780390813967633?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6152780390813967633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6152780390813967633&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6152780390813967633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6152780390813967633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/as-coisas-e-bolsas-perderem-se-ali.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3835442564781468793</id><published>2011-10-24T08:56:00.002-02:00</published><updated>2011-11-07T07:46:03.081-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;ESMAECIMENTO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na minha idade, a morte é uma presença. Difícil. Falar dela me soa deselegante. Ela, brava que é, pleiteia mudez - a mais marmórea. Bem, ela não sai de mim. Tornou-se parceira. Negociamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exigiu-me beleza a meus termos. Tenho que realizá-la. Mesmo que o preço seja, com a boca cheia de areia, morrer no deserto, a um centímetro da limonada mais fresca - a malfadada esperança. Não gosto. Minha frieza e indiferença foram a força e bóia que permitiram-me flutuar na nata do lago opaco de meu rosto barbeado, para mais um dia medonho de trabalho. Sem fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moro nessa cidade e, agora, percorro pedacinhos. Não aguento mais seu tamanho. Não sou pra ela, nem, suas gentes, que desconheço. Não me reconheço. Quebraram-se todos os espelhos. Volto a dizer: enfio-me em livros. Vozes melhores e mergulho em violoncelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música voltou a me povoar. Ela é uma conversa simulada, safada, com o silêncio. Suspeito que esteja nos intervalos dos sons. Lá, seu lugar. Ela não está aqui - o que ouço. A música está sempre lá, onde não estou. Como a morte. Intervalo de escuros e da placidez de ventanias. Noites mergulhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a harmonia e a ciência de nada saber de fato, escrevi. O que estaria sobre as pernas de um corpo meu, na cadeira, na vararanda e numa noite minha qualquer, na alma vazia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;DESBOTAMENTO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vai a orquídea,&lt;br /&gt;Vai também a luz.&lt;br /&gt;Dessa vez não há flores.&lt;br /&gt;Vagam folhas desarvoradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai quem?&lt;br /&gt;Vão os braços e o peito,&lt;br /&gt;Vontades na contramão.&lt;br /&gt;E a noite dorme sobre as sombras.&lt;br /&gt;Meus passos andam. De andar seguem.&lt;br /&gt;Não há estrelas no céu. Eu sei.&lt;br /&gt;Ando. Andam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como andam as aves que costuram despassaradas,&lt;br /&gt;Os peixes que, em neurastenia,&lt;br /&gt;Conversam nos corais.&lt;br /&gt;E se multiplicam na escrita das coisas&lt;br /&gt;Que, há milênios,&lt;br /&gt;Seus olhos silenciam. Olhos tão grandes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto quanto minha travadura muda,&lt;br /&gt;Ali, há casas de qualquer coisa&lt;br /&gt;Onde moram os nós difusos das águas.&lt;br /&gt;E meus braços, vendo o escuro,&lt;br /&gt;Exigem esperança e tolices desejáveis.&lt;br /&gt;Adormeço como um poço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, num assim liso,&lt;br /&gt;As sussuaranas dormem&lt;br /&gt;De tédio,&lt;br /&gt;Na estrada&lt;br /&gt;Onde sonham a fúria que as desvanece.&lt;br /&gt;Vão também aflitas as lagartixas.&lt;br /&gt;Meu deus,&lt;br /&gt;Coisas sem um único fim!&lt;br /&gt;Não terminam. Observe.&lt;br /&gt;O olhar felino pergunta,&lt;br /&gt;Dizendo sem nada dizer.&lt;br /&gt;Para o nosso pobre desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meus curtos olhos,&lt;br /&gt;Adormeço no abraço enorme dos peixes.&lt;br /&gt;No abraço estreito entre mim&lt;br /&gt;E o mar.&lt;br /&gt;Pobre felino no mais acuado canto,&lt;br /&gt;Na pior miséria do infame dos mundos.&lt;br /&gt;Dessa vez, afogado,&lt;br /&gt;Nada há de me acordar&lt;br /&gt;Na noite sobre as minhas sombras,&lt;br /&gt;No lago onde, ainda&lt;br /&gt;Nado na varanda clara de luz e silêncio.&lt;br /&gt;Quero aqui jazer e não negocio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fim de outubro de 2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3835442564781468793?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3835442564781468793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3835442564781468793&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3835442564781468793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3835442564781468793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/esmaecimento-na-minha-idade-morte-e-uma.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1315646701519026463</id><published>2011-10-19T08:31:00.002-02:00</published><updated>2011-10-19T08:39:18.345-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sD2vQzDpO58/Tp6oxxTGTwI/AAAAAAAAAK4/L457xPiOHEI/s1600/DSC00290.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665150954279161602" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-sD2vQzDpO58/Tp6oxxTGTwI/AAAAAAAAAK4/L457xPiOHEI/s320/DSC00290.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DOCE RECOLHIMENTO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;Leio, preferencialmente, deitado. Horas a fio. O mais longe possível do mundo que me enerva. Na definição de minha irmã, meu lar é uma caverna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximos apenas a água (eventualmente vinho), cigarros e dicionários. Bêbado de silêncio, este útero da vida madura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez ou outra, aconteço de adormecer, por instantes, com o livro no peito e óculos nos olhos. Ao despertar, noto que me esqueci de que era mesmo que lia. Mas um leve e teimoso esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória permanece ainda adormecida, privada de um detonador adequado que a libere da trava dos sonhos. Fico à mercê de um palito de fósforo úmido, que não inflama o processo de lembrança. Não adianta, risco-o e nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri, então, que me basta qualquer linha dos parágrafos que, instantes antes, me acompanhavam na viagem para meu maior prazer - o detonador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquecimento entra em combustão, a memória - um trem desajeitado - inicia seu movimento e inundo-me daquela alegria serena que, atrevida, fugiu-me da cama e da alma para o escuro do sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viro a página e sigo em contubérnio com as palavras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;outubro de 2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1315646701519026463?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1315646701519026463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1315646701519026463&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1315646701519026463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1315646701519026463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/doce-recolhimento-leio.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-sD2vQzDpO58/Tp6oxxTGTwI/AAAAAAAAAK4/L457xPiOHEI/s72-c/DSC00290.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3114032756288441414</id><published>2011-10-17T07:40:00.003-02:00</published><updated>2011-10-19T08:41:48.363-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;DIPSOMANIA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Insatisfeito&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Mês sim, mês não;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Nada mais havendo que&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;O satisfaça,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Compraz-se&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Em autodevorar-se&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Na perseguição do próprio rabo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;No desenho de um círculo que o cerca.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Engolindo os líquidos que o engolem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Parece humano. Lembra um homem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3114032756288441414?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3114032756288441414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3114032756288441414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3114032756288441414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3114032756288441414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/dipsomania-insatisfeito-mes-sim-mes-nao.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6205979855382715980</id><published>2011-10-17T07:36:00.002-02:00</published><updated>2011-10-17T08:04:16.988-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A CANETA TINTEIRO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;in memoriam de Orson Wells&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;O fio delicado que ora vaza&lt;br /&gt;Entre meus dedos,&lt;br /&gt;Na tinta, desde a meninice,&lt;br /&gt;Faz de minha pena&lt;br /&gt;Perversa a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me deu a alegria&lt;br /&gt;Da passagem&lt;br /&gt;Das calças curtas aos cambitos ocultos.&lt;br /&gt;Pernas que faltavam,&lt;br /&gt;Não compareciam,&lt;br /&gt;Não se tornavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse trenó que desliza&lt;br /&gt;Sobre o branco da página&lt;br /&gt;Não me traz Rosebud*,&lt;br /&gt;Abre-me a outras penas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As de todos os pássaros&lt;br /&gt;Que um dia voaram&lt;br /&gt;Para sempre,&lt;br /&gt;Sem volta,&lt;br /&gt;Para o horizonte,&lt;br /&gt;Na terra redonda da infância.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(em homenagem a minha primeira caneta tinteiro, nos cinquenta de meu quarto ano de grupo escolar. Usei aqui uma outra, nova, mas da mesma marca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Rosebud&lt;/span&gt;, para quem não sabe, é o trenó de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Cidadão Kane&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, célebre filme de O.W. Brinquedo querido de sua infância - a âncora e perda mais irreparável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6205979855382715980?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6205979855382715980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6205979855382715980&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6205979855382715980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6205979855382715980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/caneta-tinteiro-in-memoriam-de-orson.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6042503024498850572</id><published>2011-10-17T07:30:00.000-02:00</published><updated>2011-10-17T07:31:47.113-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DOS ALBERGUES E “DIFERENCIADOS”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffff66;"&gt;&lt;strong&gt;Hoje, 14 de outubro, moradores de Pinheiros, bairro paulistano de classe média, querem expulsar um albergue de suas vizinhanças. Procuraram o Ministério Público por abaixo-assinado e se deram mal. Os "politicamente corretos" se assanharam. Houve quem chamasse os albergados de "lixo humano", o que fez M. Bandeira, em célebre poema, pensar em "bicho", dada a degradação. Coisa antiga no mundo. Acontece e é fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida em albergue é ruim segundo o juízo dos próprios albergados, que são agredidos com frequência, furtados por muitos de seus pares, disciplina militar e alimentação medonha. Sofrem na mão de certos funcionários cruéis que, por sua vez, mal remunerados, infelizes, lidam com problemas enormes. Assim, os albergados acabam preferindo a vida nas ruas, o relento, ou, resignados, suportam o insuportável por falta de opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço muitos deles. Um dorme em albergue e passa o dia em bibliotecas públicas. Recolhe latas pelas ruas para comer; mantém-se limpo como pode. Rejeitado pela família, idade algo avançada e sábio a seu jeito. Ensinou-me que não ter dinheiro não é motivo para nada. "Espere com paciência, que algo aparece. Não é? Você me apareceu para umas cervejas nesse feriado. Está muito bom. O que você acha daquela bagunça no Afeganistão?" Disse-me ele naquela tarde fermentada e triste, com um lero pronto no gatilho. Quantos brasileiros podem fazer isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra, que nomeio aqui como Dulcineia, uma mulher muito forte, bela em dignidade e em seu corpo de índia, jovem de seus 40 anos, carregadora de pesos impossíveis sobre a cabeça. Sempre só. Um dia, a encontrei atropelada na rua, sem gravidade mas ferida, com um de seus tornozelos destruído. Desolada e ignorada. Não teria como seguir a vida com aquele pé. Fiz o que pude em ambulatórios públicos e em minha casa. Desapareceu. Para sempre? Ninguém sabe. Conversávamos muito por aí. Disse-me, então, que sua salvação seria a prisão. Comida e moradia asseguradas. A liberdade de ir e vir já estava comprometida. Sábias palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há albergados(as) de outra natureza, mas, mesmo assim, "albergados(as)": têm residência, família e endereço fixos. Vão pra casa dormir. Com a vantagem da roupa lavada e passada. Problema enorme para aqueles outros. Deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonados pelas famílias, desempregados, doentes, prostitutas vicárias, viciados em drogas lícitas e ilícitas alguns, seu único alívio; entretanto, existem outros que trabalham como você e eu. A Constituição lhes garante o direito à moradia - direito básico. Há também essa história de "direito à vida" do qual muitos discordam. É, chegamos a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para muitos deles, ascenção social se traduz num quartinho de pensão infame e a posse de uma carroça (os mais jovens e fortes). Sem patrão. Há cães amigos, sua proteção e companhia - a expressão mais singela de sua vida afetiva. Eles não só parecem pessoas. São pessoas. Para alguns, não lhes falta a mais legítima altivez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gentes a mais, muitas sobrando. Não há tanto lugar. Não vai funcionar; essa história acaba mal. Não vai dar certo. Alguns mamíferos humanos em meio a elas. A maioria é boçal incorrigível, apedeutas endividados e "felizes" nas prestações intermináveis, muitos motorizados perigosos, outros nos estádios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, voluntariamente, morre primeiro, antes de também degradar-se em "bicho"? Faço drama, é preciso. A barbárie que amanhece em seu dia. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6042503024498850572?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6042503024498850572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6042503024498850572&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6042503024498850572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6042503024498850572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/dos-albergues-e-diferenciados-hoje-14.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3353543291044473778</id><published>2011-10-11T07:42:00.002-03:00</published><updated>2011-10-11T07:48:33.787-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc66cc;"&gt;STEVE JOBS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc66cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Os primatas nem conseguiram passar pelas primeiras letras e números e já se tornaram bovinos digitais. É uma evolução: de macacos a gado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;Agora, se endividam para, desde já, reservar o &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;IPAD 8&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. E, milagrosamente, tornam-se escravos digitais. Ele conseguiu. Moço esperto!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3353543291044473778?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3353543291044473778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3353543291044473778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3353543291044473778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3353543291044473778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/steve-jobs-os-primatas-nem-conseguiram.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3770465280228549</id><published>2011-10-10T08:56:00.002-03:00</published><updated>2011-10-10T09:02:16.761-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ACEITAÇÃO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;E se fosse assim?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;E se quiséssemos?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;De outro modo,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;De qualquer jeito?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Por aí e qualquer coisa?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Diga que não. Diga que sim.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Não serei jamais,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Nem que não.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;Muito adquirido&lt;/em&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Tomado de mim.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Pleno e bruto.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Diga que vem, que nem.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3770465280228549?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3770465280228549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3770465280228549&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3770465280228549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3770465280228549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/aceitacao-e-se-fosse-assim-e-se.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-2936719509576790417</id><published>2011-10-10T08:47:00.003-03:00</published><updated>2011-10-17T07:53:18.843-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É AQUI OU ALI&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Sinto saudades de um homem,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Boa companhia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Andávamos por aí,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Sem tanto destino.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Bastávamos lado a lado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Pegávamos folhas do chão,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Admirávamos o mar.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Éramos grãos de areia,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Lado a lado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Tantos anos dele e anos meus.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Pena que se foi, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Morreu em minhas mãos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Eu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Sem piscar, mudo, tonto, besta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Sinto saudades e sou bem pior,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;Eterno e para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-2936719509576790417?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/2936719509576790417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=2936719509576790417&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2936719509576790417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2936719509576790417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/e-aqui-ou-ali-sinto-saudades-de-um.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1126782653672014461</id><published>2011-10-10T08:40:00.002-03:00</published><updated>2011-10-10T08:46:24.334-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff99ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DIZ NÃO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Os muitos onzes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Às claras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Mariposas onzes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Eu, eu mesmo onze. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Ponho as mãos sobre meu corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Onze.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Ando sobre o nu,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Abro as janelas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;De casa nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Onze.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Deito sobre lençois ausentes,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Enlaçado em onzes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1126782653672014461?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1126782653672014461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1126782653672014461&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1126782653672014461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1126782653672014461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/diz-nao-os-muitos-onzes.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5400291117231141282</id><published>2011-10-10T08:29:00.002-03:00</published><updated>2011-10-10T08:40:23.719-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;CONTRAPELO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Quando&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;As fitas deslaçadas dos presentes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Embaraçam os dedos gordurosos de Natal:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Dizem tanto, por aqui, sem dizer.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Nos encanamentos mais íntimos,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Atravessam, afinados, tantos anos,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Os soluços mais escuros,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;As noites escondidas,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;As alegrias catraquentas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Mergulhadas nos caldos mais quentes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;E as manhãs sequentes,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Geladas, das geladeiras roubadas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Os afetos de ontem. Do chão.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;As noites vãs&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Em que dizer é só dizer.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Do trapézio para o mais dentro,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Num mergulho sobre a suja pia.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;De mal lavada, a pior das praias: pedra sobre pedra.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O amor mendigado em ciscos,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Escapado em solas de sapatos &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;De outra noite,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Da qual nem mais lembramos,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Por mais, por mais quê.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Quem há de?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5400291117231141282?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5400291117231141282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5400291117231141282&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5400291117231141282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5400291117231141282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/10/contrapelo-quando-as-fitas-deslacadas.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7176049600585536941</id><published>2011-09-30T07:35:00.005-03:00</published><updated>2011-09-30T09:31:45.337-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;SOB A PORTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;a meu filho em seus 18 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deixo-lhe isso.&lt;br /&gt;Não quero o fácil&lt;br /&gt;De pedro-pedra.&lt;br /&gt;Quero o mistério das águas&lt;br /&gt;Que o arredondam.&lt;br /&gt;Quero as águas,&lt;br /&gt;Curvas que me escaparam.&lt;br /&gt;E as perdi - pedro-perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tive passou&lt;br /&gt;Por passar de existir assim.&lt;br /&gt;Olho o inseto esperto&lt;br /&gt;Que voa sob meu olhar;&lt;br /&gt;Os anos contados&lt;br /&gt;De sua plenitude passando.&lt;br /&gt;Os afastamentos vindos e vindouros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As nossas trocas de solidão.&lt;br /&gt;Seu voo, meu assento diáfano,&lt;br /&gt;Minha evaporação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero o repouso dos risos esquecidos,&lt;br /&gt;Das frutas que comi. Comemos.&lt;br /&gt;E, contudo, não soube amá-las&lt;br /&gt;De fato.&lt;br /&gt;Adormeci. Esqueci.&lt;br /&gt;Adoeci. Escrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a janela que se abre ao travesseiro.&lt;br /&gt;Ainda assim, aproxime de mim&lt;br /&gt;A sombra que me espera.&lt;br /&gt;Seu silêncio,&lt;br /&gt;O melodrama que se afaga&lt;br /&gt;No mingau de todo hoje-à-noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As más falas,&lt;br /&gt;As más e todas as boas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;setembro/outubro de 2011&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7176049600585536941?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7176049600585536941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7176049600585536941&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7176049600585536941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7176049600585536941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/09/sob-porta-meu-filho-em-seus-18-anos.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3205987995786231214</id><published>2011-09-26T07:10:00.001-03:00</published><updated>2011-09-27T10:30:23.626-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-osbDF0Jkf9c/ToHP4Ws6LuI/AAAAAAAAAKw/54PGtvrYD3M/s1600/1363839_landscapes.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657031174027620066" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-osbDF0Jkf9c/ToHP4Ws6LuI/AAAAAAAAAKw/54PGtvrYD3M/s320/1363839_landscapes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;EPITÁFIO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Morrer não é um problema. Viver em sofrimento sim. Morrer é um alívio. A busca insistente da mitigação é um ato ordinário de nossa conduta, que vivo estamos e, assim, seguiremos até o fim indesejável; de qualquer forma, aliviador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nenhuma conotação religiosa, a vida (qualquer vida), por dada, é sagrada. Assim também é o alívio. Este não se procura, espera-se paciente e angustiadamente. Outra coisa não é a vida, apenas acomodação e espera. Não se preocupe, o naufrágio virá. Quando? Pergunte ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;setembro de 2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3205987995786231214?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3205987995786231214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3205987995786231214&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3205987995786231214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3205987995786231214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/09/epitafio-morrer-nao-e-um-problema.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-osbDF0Jkf9c/ToHP4Ws6LuI/AAAAAAAAAKw/54PGtvrYD3M/s72-c/1363839_landscapes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1818602275782113830</id><published>2011-08-17T07:15:00.008-03:00</published><updated>2011-08-17T09:29:04.379-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AQ2gTc1dbQY/Tkuyuc5nEEI/AAAAAAAAAKo/EKA2tq0Ni4g/s1600/28.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641799469313232962" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-AQ2gTc1dbQY/Tkuyuc5nEEI/AAAAAAAAAKo/EKA2tq0Ni4g/s320/28.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;MUITO DIFÍCIL - NÃO GOSTEI!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;a Laerte&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Na arte, a complexidade deve se fazer oculta ou discreta; nunca ostensiva, que revele a exibição aparatosa e incontida. Essa fica para amantes de referências cifradas e outras bobagens.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Por outro lado, a simplicidade é, na maioria das vezes, apenas aparente. Penso em Bandeira e João Gilberto. A beleza que nos encanta de quase pronto vem de sua força ou intensidade. Há muita confusão: toma-se o tosco como simples, e o juízo do belo adota, assim, o não-lapidado, o assemelhado à natureza como equivalente do bem-realizado, esquecendo-se que a arte pressupõe artifício, lapidação em suma.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Há obras que são de grande complexidade, no entanto, estas não se fazem complicadas a ponto de desarranjarem a fruição, tornando-se um desprazer que, mesmo depois da necessária insistência, permanecem intratáveis. Penso em &lt;em&gt;Finnegans Wake&lt;/em&gt;. Ora, é também desse jogo o estranhamento, o mistério que pede alguma paciência para se dissipar. Penso em Francis Bacon e Lucien Freud. De outro modo, passaríamos a vida a ouvir canções de ninar, apreciando unicamente as formas naturais. E ambas têm seu lugar e momento.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Na arte, o &lt;em&gt;complexo&lt;/em&gt; se afasta do &lt;em&gt;complicado&lt;/em&gt;, para não dizer "se opõe", e nem se confunda o &lt;em&gt;difícil&lt;/em&gt; com a &lt;em&gt;complicação&lt;/em&gt; exibitória, que é fanfarronice. É só pensar num texto antigo, numa obra de cultura, para nós, estranha. Elas são tão somente difíceis - gostosamente difíceis. Penso em Bashô. Uma "viagem" e tanto.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1818602275782113830?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1818602275782113830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1818602275782113830&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1818602275782113830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1818602275782113830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/08/muito-dificil-nao-gostei-laerte-na-arte.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AQ2gTc1dbQY/Tkuyuc5nEEI/AAAAAAAAAKo/EKA2tq0Ni4g/s72-c/28.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1754222660952205630</id><published>2011-07-28T16:04:00.006-03:00</published><updated>2011-08-17T09:27:24.199-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zLi621VDLuw/TkuxExONFdI/AAAAAAAAAKg/DKS-fGo5F3s/s1600/1275501945e7K544.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641797653702186450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-zLi621VDLuw/TkuxExONFdI/AAAAAAAAAKg/DKS-fGo5F3s/s320/1275501945e7K544.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;"A DOCE CANÇÃO QUE O SONO VEM EMBALAR"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Repara o quanto as crianças resistem ao sono. Não querem dormir nem se afastar. A cama é, assim, certa forma de prisão, uma privação de movimentos e voz. Fechar os olhos em repouso e silêncio é perder o melhor da festa, que está sempre a vir. Com isso em vista, elas inventaram o sonho (uma forma de desforra), que, entretanto, não se fez perfeito. Quando sonhamos, não temos idade. O que já é um consolo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffcc00;"&gt;Salvador, julho de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1754222660952205630?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1754222660952205630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1754222660952205630&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1754222660952205630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1754222660952205630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/07/doce-cancao-que-o-sono-vem-embalar.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zLi621VDLuw/TkuxExONFdI/AAAAAAAAAKg/DKS-fGo5F3s/s72-c/1275501945e7K544.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5608794265391075791</id><published>2011-07-27T15:50:00.004-03:00</published><updated>2011-07-28T17:05:00.343-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;CADA QUAL CADA QUAL&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fobia, cara! O tio que guiava o busão era um motoristo. Um safado otário. A cobradora era cobrador, cara de bueiro. Tinha uma mina que é ligeira, não é de ferver banco, desce logo. Todo dia. Tá na minha mira. Mole! Tinha outro. Fácil, véio. Esse eu não conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou motorista. Parei, subiu um maloqueiro, figurinha manjada, aqui das quebrada. Sei dele por um colega da garagem. Em carro meu, nunca aconteceu. Paga direitinho e desce sempre no final. Qualquer dia... vai saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou cobrador. Entrou um cabra nojento, desses que a gente vê na televisão; desses que se arrepende e vem pra nossa igreja. Na minha comunidade, tá cheio. Ficou ali na parte da frente, nos banco de deficiente. Meti a chave na gaveta. Fingi de morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou sacoleiro. Entrou um passageiro: boné, bermuda, camiseta e chinelão. O tipo. Moleque, tranquera, bandidinho de merda. Fiquei no medo. Tava com a bolsa cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou enfermeira. Sorte minha que essa foi a última vez. Me recupero e adeus periferia. Nunca mais piso nessas condução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou sorveteiro. O ônibus passou a mil, nem parou no ponto. Tá vendo ali? Só ouvi o barulho. Não vi nada não, tava muito escuro. O senhor sabe se morreu alguém? Ninguém?! A vida tem cada uma! Só o que não muda não muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Salvador, julho de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5608794265391075791?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5608794265391075791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5608794265391075791&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5608794265391075791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5608794265391075791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/07/cada-qual-cada-qual-fobia-cara-o-tio.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-4649976935582158623</id><published>2011-07-24T16:26:00.002-03:00</published><updated>2011-07-28T16:54:28.617-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;IDA E VOLTA&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Sozinhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;São sete milhões.&lt;br /&gt;O dia amanhece em noite escura.&lt;br /&gt;O ronronar-ruminar do tráfego.&lt;br /&gt;O cata-feijão cotidiano.&lt;br /&gt;Os passos parvos rumo&lt;br /&gt;Ao destino vazio do mesmo.&lt;br /&gt;Sou medonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus dedos dedilham um mingau&lt;br /&gt;De repulsiva espera&lt;br /&gt;Por bocas ocas e olhares vadios.&lt;br /&gt;Paus secos, venenos frescos.&lt;br /&gt;Sou fedorento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar e afundar&lt;br /&gt;No desfazer a barba assanhada,&lt;br /&gt;Num corpo que esmola o repouso doce do tempo,&lt;br /&gt;Sem a marca das horas,&lt;br /&gt;Sem a vez do água-sabão&lt;br /&gt;E do pão-café. Sou acelerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite amanhecerá em dia escuro.&lt;br /&gt;Virei a sonhar um sono qualquer&lt;br /&gt;Nesse lençol amarfanhado,&lt;br /&gt;Nessa cama que não emite convite.&lt;br /&gt;Sou estranho, desmantelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador, julho de 2011 &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-4649976935582158623?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/4649976935582158623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=4649976935582158623&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4649976935582158623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4649976935582158623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/07/ida-e-volta-sao-sete-milhoes-sozinhos.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-8439958904131684832</id><published>2011-07-23T16:27:00.007-03:00</published><updated>2011-07-28T17:03:38.414-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-E2iWoUHsQqM/TisroXoLZcI/AAAAAAAAAKQ/C2po4dI5s5k/s1600/Fot%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 301px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632643731494233538" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-E2iWoUHsQqM/TisroXoLZcI/AAAAAAAAAKQ/C2po4dI5s5k/s320/Fot%2B1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ÁLBUNS DE FOTOGRAFIAS&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Foi em meados do séc. XIX que surgiram, quando a fotografia foi se tornando comum e um negócio lucrativo. Foi também na mesma época em que os pintores ruins se vingaram dela e tornaram-se retocadores (espécie de &lt;em&gt;proto-photoshop&lt;/em&gt;). O mau gosto se generalizou e os álbuns de fotografia foram parar na sala de visita sob a forma de volumes pretensamente luxuosos, para serem vistos, admirados. Assim como seus proprietários, agora &lt;em&gt;cúmplices&lt;/em&gt; do progresso técnico-científico. &lt;em&gt;Nosso&lt;/em&gt; D. Pedro II era um deles. Dá até pra imaginar, basta revisitar aqueles cenários &lt;em&gt;de terror&lt;/em&gt; na frente dos quais as pessoas posavam nos estúdios fotográficos. Os álbuns me fazem pensar despretenciosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São &lt;em&gt;drops&lt;/em&gt; de memória, mas com uma peculiaridade: as lembranças não vêm do acaso, como as que surgem em meio a riachos de pensamentos vadios, sonhos, semelhanças entrevistas. São lembranças induzidas e fragmentárias; põem-se à nossa frente e dizem: "me lembre agora". Têm a autoridade de testemunho. Nisso há aquele certo incômodo provocado pela desfaçatez do que não lhe pede licença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas cenas, poses, pessoas e paisagens têm o dom malévolo de nos evocar perdas indesejáveis, dores adormecidas. Num virar de folha, somos atirados a feras noturnas; num desfile, o que se foi para nunca mais: nossa juventude, certo vigor, a disponibilidade para a vida de que não mais desfrutamos, nossa e das gentes que conhecemos e amamos. O retrato da parede é outra coisa, é o tempo travestido em figura que nos vigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as imagens congeladas no tempo têm seu futuro em nosso presente, sabemos bem as escolhas erradas - o destino que atravessou (atropelou) a promessa de algumas jornadas: "este morreu", "ela desapareceu", "não sei quem é", "o que tinha na cabeça para...?", "não tenho mais, furtaram-me". Assim no diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repara: os álbuns são pouco visitados, tais como livros lidos e relidos. São melhores quando não-procurados, mas encontrados por acaso no fundo dos armários, gavetas, estantes. E dizem: "ah, me abre". Se colocados em nosso colo, a história é outra, é o ajuste de contas; atiramos o anzol para pescar alguma forma de nos punirmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não é nada disso, faz alegria em nossos olhos. Mas, se o álbum é alheio, sentimos um frio de estranhamento, semelhante àquele vivido ao vestirmos roupas de outrem, de um falecido cujas vestimentas herdamos. Não somos envolvidos pelas imagens, porque há uma zona de sombra, de ninguém, entre nós e o visto, vestido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os montamos, os guardamos, nos são oferecidos à visão. Certos de nossos deslocamentos são feitos na companhia de uma câmera. Muitas das fotografias acabam se apossando da aura dos tesouros, sem a antecipação do vislumbre. Outras querem já nascer como tais, no instante do registro - o fotógrafo que se mostra mais que o mostrado. E "monumentam-se" em fileiras, pilhas, em caixas. Os álbuns, em permanente singularidade, são &lt;em&gt;cerimônias do&lt;/em&gt; &lt;em&gt;adeus&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas épocas em que a fotografia nem sequer era imaginada, as reminiscências chegavam às pessoas por narrativas e descrições orais, por desenhos ou pinturas, bem ou mal formadas. De que modo fossem e forem, esses tempos remexidos e temperados, nas imagens a ver e ouvir, são caminhadas inseguras, pisos irregulares, luzes ora ofuscantes ora reveladoras, temas complexos para espíritos quase sempre despreparados, desamparados. Os tempos se disfarçam em sedução irresistível e vertigem. É bom seguir com serenidade e resignação, as páginas de tantos álbuns pedem ser viradas com o bom vagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De inusitados bons modos, eles sabem recolher-se a tempo, no abraço das capas que se fecham. Voltam lá para seu repouso, em provisório esquecimento de gaveta. Impertinentes somos nós - os que não se cansam de lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador, julho de 2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-8439958904131684832?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/8439958904131684832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=8439958904131684832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/8439958904131684832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/8439958904131684832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/07/albuns-de-fotografias-foi-em-meados-do.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-E2iWoUHsQqM/TisroXoLZcI/AAAAAAAAAKQ/C2po4dI5s5k/s72-c/Fot%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7881394891366741435</id><published>2011-07-21T15:56:00.004-03:00</published><updated>2011-07-28T17:01:41.660-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zFE-xCDxgD4/Tih6X7zugFI/AAAAAAAAAKI/4a7oYt85lIg/s1600/341067477.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 239px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631885885637034066" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-zFE-xCDxgD4/Tih6X7zugFI/AAAAAAAAAKI/4a7oYt85lIg/s320/341067477.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;POLTRONA RECLINÁVEL COM DIREITO A JANELINHA&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Deixo de lado os procedimentos declamatórios, antigos e contemporâneos, comportados e estridentes. Penso nos hábitos convencionais de convívio com algumas das Artes tradicionais, mais o Cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a leitura, como a escrita, é uma ação ordinariamente solitária e silenciosa, o trato com o texto é um ato compartilhado, num quase paradoxo, entre o que escreveu e aquele que lê. Mais que no Cinema, o leitor se abre para o outro, tanto quanto o autor, no instante em que dividem, entre si, mundos imaginários, paralelos. Há, por assim dizer, uma divisão de trabalho. Desigual, é bem verdade, mas correspondentes e articulados. No Cinema, cenários e personagens são dados, concretos na tela, o espectador os contempla prontos; na Literatura, onde estão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preferir a companhia dos livros à companhia das pessoas é, certamente, comportamento antissocial - a convivência empírica desloca-se para segundo plano; um ato extremado e plausível, familiar aos usuários compulsivos de redes sociais, na &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;. Aqui, a hipótese da mentira entrevista, consentida é um elemento real, possível e largamente praticado; na Literatura, não há mentiras, o imaginário é das regras do jogo; nas redes sociais, é uma armadilha, muitas vezes danosa à integridade pessoal. Nunca no Cinema, na Literatura de ficção, rara no Teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro, é documentada a atuação de atores e atrizes frente à câmera (e a equipe de filmagem), manipulada na montagem, efeitos especiais e na pós-produção, mais a banda sonora - puro &lt;em&gt;faz de conta&lt;/em&gt;. Na segunda, concretos são apenas o papel e a tinta (a imagem do texto digitalizado na tela). No terceiro, unicamente as presenças do corpo e da voz, cenários, luz e sombra, da música e sons, quando há. As falas se abrem para o tênue imaginário - um mundo de &lt;em&gt;faz de conta&lt;/em&gt;, concordado. O Teatro de vanguarda, às vezes, se viu tentado a arrombar a porta que separa atores, atrizes e platéia, e o fez. Essa experiência não sei aonde o levou, mas está por aí. Não o considero nessas ralas observações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na narrativa de ficção, os amantes &lt;em&gt;se casam&lt;/em&gt; em nós, leitores e espectadores. No mundo da &lt;em&gt;Web&lt;/em&gt;, eles até marcam encontro físico e, muitos deles vão a ele, de fato. E então... Os &lt;em&gt;sonhos&lt;/em&gt; repartidos, proporcionados pela Arte, têm endereço conhecido; a troca é certa e os carteiros somos todos nós - destinatários e remetentes viajam no envelope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da Arte, os fruidores que embaralham realidade e fantasia, signo e referente, o fazem por motivos que escapam àquela, por razões que pertencem ao domínio do comportamento patológico. Não entregam o envelope, rasgam a correspondência. E aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, fico elucubrando agora, como antes: o homem (a mulher, argh!) contemporâneo, banal, de tão oco e desprovido de imaginação, não estaria desejando, ao mesmo tempo, viajar no transporte e estar na paisagem que contempla? Permanentemente incapaz para o silêncio a a reflexão, despido de si? Nessa alienação hodierna, em plena rua, essas pessoas quaisquer andam como se carregassem os dizeres: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Podem Entrar! Estou Apartado de Mim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. O celular na orelha ou os dedinhos no teclado. Disponíveis ao abuso, por imprestáveis a si.&lt;br /&gt;Sôfregos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Salvador, julho de 2011&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7881394891366741435?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7881394891366741435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7881394891366741435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7881394891366741435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7881394891366741435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/07/poltrona-reclinavel-com-direito.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zFE-xCDxgD4/Tih6X7zugFI/AAAAAAAAAKI/4a7oYt85lIg/s72-c/341067477.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1432754856331994938</id><published>2011-07-20T16:45:00.000-03:00</published><updated>2011-07-20T16:48:04.563-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Da. MARINA 2.0&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#999999;"&gt;Pouco a pouco, foi se formando, em mim, uma convicção: a cabeça de minha mãe está em outro lugar. Quando converso com ela e minha fala é a, da vez, olha-me como qualquer outra; parece me ouvir como qualquer outra, mas sua cabeça está em outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sua fala é a, da vez, não me preocupo; como qualquer outro, olho-a. Ela seguramente não fará aquilo que diz, de fato, ser seu propósito. Sua cabeça está em outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa fratura é tão acentuada que me faz pensar em seu modo paroxístico: ela não está onde repousa seu esqueleto ou onde o movimenta. Se na sala, já está no quarto; se no quarto, já está na cozinha. Se aí, já saiu de casa. Ela toda está em outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que descubro, assim do nada, que sempre foi assim, apenas se acentuou com a idade (85). De forma que nunca a tenho por perto, nem mesmo pelo telefone. Uma ausência que se amolda, com conforto, a sua inapreensível presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dormindo? Sei que me iludo, ela sonha muito. Adora contar suas andanças oníricas, entre outras. Só o corpo repousa, quando isso acontece. Há as grandes jornadas pela casa, ao longo das madrugadas, corpo e cabeça em acordo eventual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também acabei compreendendo o verdadeiro motivo das frequentes perdas de objetos próximos. Quando arruma ou guarda coisas, o faz com a cabeça fora do lugar, a quilômetros do pescoço. É preciso nos desdobrarmos; uma de nossas partes acompanha seu corpo, outra tenta seguir a cabeça. Ao se esgarçar, nos esgarça. Eis, portanto, o nó inteiro revelado: enlouquece a família, que, por si, é patológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É conveniente não procurar entender, &lt;em&gt;nem contrariar&lt;/em&gt;. Uma convicção que se consolidou, ora pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;em&gt;Salvador, julho de 2011 &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1432754856331994938?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1432754856331994938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1432754856331994938&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1432754856331994938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1432754856331994938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/07/da.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7434008189705116126</id><published>2011-07-15T16:58:00.003-03:00</published><updated>2011-07-28T16:59:49.838-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5PZv63oC6_w/TiCd-JGKFMI/AAAAAAAAAJ4/9K5EPPNt9Uc/s1600/68353773_1-Imagens-de-Baralho-de-Cartas-Oficial-WPT-Novo-Design.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629673225132315842" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-5PZv63oC6_w/TiCd-JGKFMI/AAAAAAAAAJ4/9K5EPPNt9Uc/s320/68353773_1-Imagens-de-Baralho-de-Cartas-Oficial-WPT-Novo-Design.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;MEIA DÚZIA DE UM JOGO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;1&lt;/span&gt;. &lt;span style="color:#999999;"&gt;O ás que desponta entre os dedos grita como modo de outorgar-se sequência. Desdobrar-se-á diferente e único. Nenhuma das outras cartas fala ou pede agora; elas outras estão mergulhadas em seu tédio de qualquer, de comum. E eu não gosto de jogar, de acompanhar as armações aleatórias, os ajuntamentos, as somas. Jogar, a mim, é enfadonho. Não surpreende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, para alguns, o jogo guarda analogia com a vida, eu o vejo como um &lt;em&gt;ledo engano&lt;/em&gt; de percepção. Um clichê. Por aleatório que seja, perdemo-nos é no montar sequências: trabalhos, amizades, família e textos. Nascemos e morremos sós. Que bobagem é essa?! Os ases é que nos lembram&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#999999;"&gt;únicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;. Chove lá fora. E, depois de uma certa idade, germinamos reminiscências. Organizamos aquilo tudo em narrativas que nos enchem de prazer, se acompanhados. Trocas de lembranças. Na verdade, trocas de organizações temporais e, nestas, o prazer de refazê-las como jogos armados. O tempo, uma medida para o movimento estúpido da existência; nas lembranças, é medida de um jogo entre o caroço e a polpa, no grosso do abacate mesmo. Eu me lembro, narro e sou maduro, e sou íntegro, sempre na prisão do fruto. Mera aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;. Chove lá fora. Muito tarde, brigar por motivos fúteis é alerta: desvencilhar-se de ramos, ou de braços, que nos querem juntos e afogados. É o que há a fazer: atravessar silenciosamente a floresta e descansar o cadáver. Alisar as cartas sem rever o jogo. Se viver parecesse com cartas embaralhadas a armar destinos, o que seria a bruta noção da insignificância e fragilidade? Ter apostado a alma e perdê-la? Nem sequer tocamos a música das sibilas. Que bobagem é essa?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;4&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;. Chove lá fora. E todas as ações, como lances, alçam-nos para o vácuo, entre o caroço e o fruto. Sacudimo-nos o tempo todo. A árvore nos amadurece e a terra nos apodrece. Somos a insignificância de um entre muitos e a possibilidade do um contra muitos: as outras árvores, os outros frutos. O novo baralho, refeito no entrelaçar-se renovado das mesmas cartas. O mesmo destino da mesma árvore, no mesmo quintal, até que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;5&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;. Chove lá fora. E chega de alegorias - um outro jogo. A palavra é uma arma pela qual e contra qual nos armamos. Conviver com ela nos prega a peça: como numa maré vazante, quanto mais a lançamos ao mar (prisioneira de uma garrafa ou ao vento) mais percebemos a inutilidade do pequeno frente ao grande. Simples: o que vai não volta e, se for, não será; na volta, o mesmo. A mesma palavra, da mesma garrafa, no mesmo mar. Até que... Não e não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;6&lt;/span&gt;. &lt;span style="color:#999999;"&gt;Chove lá fora. E eu direi que te amo e tu acabarás dizendo que me amas. Entre o caroço e a polpa, entre a água e a areia, uma coisa qualquer nos escapa e desaparecerá na grande noite, sem que nenhuma sorte ou ás estejam escorregando entre os mil dedos do medo de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embaralha as cartas e faze o jogo. E o jogo (ou o mar ou o texto) é o mesmo sempre: eu te amo e tu me amas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;12 de janeiro de 2002 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7434008189705116126?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7434008189705116126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7434008189705116126&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7434008189705116126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7434008189705116126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/07/meia-duzia-de-um-jogo-1.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5PZv63oC6_w/TiCd-JGKFMI/AAAAAAAAAJ4/9K5EPPNt9Uc/s72-c/68353773_1-Imagens-de-Baralho-de-Cartas-Oficial-WPT-Novo-Design.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5435540997629818008</id><published>2011-07-15T16:48:00.005-03:00</published><updated>2011-07-15T17:15:13.251-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SXDbkw5BiQY/TiCfvegbQKI/AAAAAAAAAKA/ps8hMbX-8cc/s1600/LivroAberto.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629675172204855458" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-SXDbkw5BiQY/TiCfvegbQKI/AAAAAAAAAKA/ps8hMbX-8cc/s320/LivroAberto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ESSA VELHA SENHORA&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Literatura é sempre uma outra coisa. Se assim não fosse, há muito, a escrita como arte teria desaparecido na noite. Sua busca traz, na garupa, as palavras que, de novo arranjadas, nos encantam. O encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito diferentes são os livros em que o texto não passa de mero suporte para o enredo. O segredo está na urdidura, mas desaparece na sucessão e superfície dos eventos. O que importa acontece na costura das palavras. Já me incomoda tanto essa cansada metáfora do tecido. Quero uma outra, outra coisa. Belo seria um jardim de pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no desenho, a alma vem no traço; está dissimulada na figura. A unidade que seduz, a primeira impressão, é uma porta de entrada, um vestíbulo. Há que se perder nos aposentos - a pluralidade de sentidos. O elixir da sagração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles livros que carregamos pela vida são labirintos em que nos perdemos por ato voluntário. Protegem-nos da desarrumação que nos é exterior e conforta-nos naquela que nos é interior. Inescapáveis ambas. Daí a necessidade de viver com a arte. São tristes as pessoas que se acertam vendo apenas um parafuso, um prego. E mesmo essas não se apartam da música ligeira e da dança de salão. Das canções. A uma pessoa que se anuncia por melodia assobiada devemos, por regalo, um primeiro voto de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Salvador, julho de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5435540997629818008?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5435540997629818008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5435540997629818008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5435540997629818008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5435540997629818008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/07/essa-velha-senhora-literatura-e-sempre.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-SXDbkw5BiQY/TiCfvegbQKI/AAAAAAAAAKA/ps8hMbX-8cc/s72-c/LivroAberto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6342408993038115755</id><published>2011-07-14T17:12:00.003-03:00</published><updated>2011-07-14T17:29:09.301-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FkmIiFmlHIA/Th9RegTo2-I/AAAAAAAAAJw/RLxozoqI2aY/s1600/Imagens%2BAntigas%2Bde%2BLeitores.BMP"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629307643746638818" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-FkmIiFmlHIA/Th9RegTo2-I/AAAAAAAAAJw/RLxozoqI2aY/s320/Imagens%2BAntigas%2Bde%2BLeitores.BMP" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;LEITURAS DE FÉRIAS&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;a Izolda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Sobre a vida humana não ter sentido algum, muito se disse. Tanto quanto, sobre a mão pesada do acaso, na urdidura do tecido que ora repousa no balcão do destino. Ao nos debruçarmos sobre a vida de um indivíduo que já sabemos morto, de existência ficcional ou empírica, o que logo fazemos é, no tecido de sua vida, separar os fios do acaso daqueles construídos pelas relações de causalidade e consequência. Aqui, obra humana da racionalidade; ali, atributo divino, condensado na expressão banal: &lt;em&gt;está nas mãos de deus&lt;/em&gt;, ou, de outro modo, &lt;em&gt;esteve nas mãos de deus&lt;/em&gt;. Fora, portanto, de nossos domínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida, num romance, é apresentada de tal forma que o leitor se apercebe de que há algo além do acaso; o que imprime traços de um sentido que, na existência empírica, lhe escapa. Quantas pessoas não se sentem tentadas, diante da morte acidental de um indivíduo de suas relações, a pronunciar o clichê: &lt;em&gt;... mas ele procurou&lt;/em&gt;? Está aí esboçado o desenho de um sentido que lhes convém admitir intimamente diante do desconforto produzido pelo súbito vazio que a morte estúpida lhes impôs. Mas também, na morte lenta que se insinua no vazio das horas que se esvaem dolorosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para si ou para outrem, a vida comentada ou analisada tem com fantasma a vida narrada, pela voz ou pela escrita. Em ambos os casos, a busca é busca de uma razão confortante em que camadas de causalidades e consequencias se acumulam com o fito de resolvermos o peso do luto insanável. No tecido desfeito da existência examinada, é preciso que os fios do acaso sejam convenientemente ocultados para a visibilidade dos fio da causalidade. Se a narrativa ficcional nos mostrasse um panorama diverso, que acomodação restaria ao leitor, que tem, na fruição do romance, seu melhor travesseiro? Nesse campo, a literatura moderna, de Joyce a Kafka, engendrou um deserto, não um bosque, nem mesmo uma pradaria. Não por acaso, os livros de ficção, hoje, mais vendidos são aqueles que abraçam as narrativas mais convencionais, os alívios mais vulgares. O homem contemporâneo é uma figura triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste julho, enquanto me dou ao enfado de ler um romance ruim (&lt;strong&gt;As Memórias do Livro&lt;/strong&gt;, de Geraldine Brooks), releio também o célebre texto de Walter Benjamin, &lt;strong&gt;O Narrador&lt;/strong&gt;. Aquele me levou a este. Aqui, W.B. cita Lukács, em seu também célebre &lt;strong&gt;Teoria do Romance&lt;/strong&gt;, onde está escrito: &lt;em&gt;... Somente o romance ... separa o sentido e a vida, e, portanto, o essencial e o temporal, podemos quase dizer que toda a ação interna do romance não é senão a luta contra o poder do tempo ... Desse combate ... emergem as experiências temporais autenticamente épicas: a esperança e a reminiscência ... Somente no romance ... ocorre uma reminiscência criadora, que atinge seu objeto e o transforma ... O sujeito só pode ultrapassar o dualismo da interioridade e da exterioridade quando percebe a unidade de toda sua vida ... na corrente vital do seu passado, resumida na reminiscência ... A visão capaz de perceber essa unidade é a apreensão divinatória e intuitiva do sentido da vida, inatingido e, portanto, inexprimível&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me pergunto: o que faz um romance senão simular essa unidade? Pensar o sentido da vida como algo apreensível é uma tolice demasiadamente humana, porque ele não passa de uma promessa para sempre não-cumprida. Assim mesmo: funda-se e fixa-se nisso. No tempo de uma leitura, o leitor conforta-se com uma ilusão, que parece lhe bastar - não vejo por que W. Benjamin separa a narrativa (oral) do romance (escrita). Por estes dois procedimentos, leitor e ouvinte se alimentam do mesmo: o inefável que, momentaneamente, se cristaliza; para, logo depois, evaporar-se no árido da existência empírica, real. Chega também a separar o leitor de romance (ainda segundo ele, solitário por excelência) do leitor de poesia (não-solitário, que ainda teria o recurso da declamação). Volto a perguntar: quer coisa mais comum que um leitor de romance desejar nos contar o livro recém-lido? Ora, não posso entender, não posso concordar. Sei: entendimentos são impedimentos - geram prisioneiros de convicções. Melhor teria sido calar-se e não ouvir (ou vice-versa). &lt;em&gt;No fim, acaba tudo bem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6342408993038115755?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6342408993038115755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6342408993038115755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6342408993038115755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6342408993038115755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/07/leituras-de-ferias-izolda-sobre-vida.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FkmIiFmlHIA/Th9RegTo2-I/AAAAAAAAAJw/RLxozoqI2aY/s72-c/Imagens%2BAntigas%2Bde%2BLeitores.BMP' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5116159302521291364</id><published>2011-07-08T06:59:00.003-03:00</published><updated>2011-07-08T07:09:59.302-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uYE2N53fIzo/ThbXUpg8E4I/AAAAAAAAAJo/wIyTIZoJbzA/s1600/1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 208px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626921534187377538" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-uYE2N53fIzo/ThbXUpg8E4I/AAAAAAAAAJo/wIyTIZoJbzA/s320/1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;ENTRE SACOS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Lá como cá,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Tão fácil:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;East of the Sun and West of the Moon&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Difícil:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Lá como cá,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Vozes que se foram.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;A melancolia do inverno&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Fácil: o inferno.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;These Foolish Things&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Vai trabalhar, vagabundo!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Sim, mas...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Álcool e &lt;em&gt;jazz&lt;/em&gt; no fundo do coração.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5116159302521291364?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5116159302521291364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5116159302521291364&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5116159302521291364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5116159302521291364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/07/entre-sacos-la-como-ca-tao-facil-east.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-uYE2N53fIzo/ThbXUpg8E4I/AAAAAAAAAJo/wIyTIZoJbzA/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6508335141641543327</id><published>2011-07-01T07:25:00.004-03:00</published><updated>2011-07-02T15:30:07.977-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-H7sptZ_IOc0/Tg9jmITN_jI/AAAAAAAAAJQ/2cGj4FBq1fo/s1600/cofre.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624823966323310130" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-H7sptZ_IOc0/Tg9jmITN_jI/AAAAAAAAAJQ/2cGj4FBq1fo/s320/cofre.png" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DA FORMA VÁRIA DE TER&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Ter para possuir&lt;/span&gt;: o objeto do desejo é, por longo tempo, namorado; necessariamente desnecessário; um troféu para si mesmo, um fetiche da conquista. Pode repousar na gaveta até o fim dos tempos. Sabê-lo próprio é ouro fino, como segredo que um ouvido conta ao outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Ter para exibir&lt;/span&gt;: o objeto do desejo só os outros possuem. Tê-lo é um modo de tornar-se um outro que se admira. Tanto que exibi-lo é como possuir consigo, preso à coleira, o próprio eu. Feito inusitado: a um só tempo, ser o que não se é. Simular um afeto que se quer e não se tem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Ter para causar inveja&lt;/span&gt;: o objeto do desejo é, na verdade, indesejável. Sua posse é o amesquinhamento do outro - a vontade oculta. Ao expô-lo, a pessoa se faz outra, reduzida agora ao objeto desejado. Como, de fato, é (in)desejado, tê-lo é pouco, é nada; o muito é carregar, no bolso, a outra. De um jeito que a pessoa engole a outra para transmutar-se naquela que a amesquinha, amesquinhadas as duas. O aniquilamento simultâneo da posse e do possuidor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Ter para não ter&lt;/span&gt;: o objeto do desejo é inalcançável (tido como). Sua posse, por inesperada, é desacreditada. Vem na forma de presente exótico, extravagante. Quem presenteia torna-se, lá na frente, o presenteado. Aquele que tem apenas o objeto se desmerece num momento, e, ao venerar o gesto da oferta, num outro, se crê o homenageado na ilusão de merecido distraído. Esquece o presente para tornar-se presa do doador, de forma que detém a posse, mas é o possuído.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Ter para vender&lt;/span&gt;: o objeto do desejo é provisório, como se vê. Acontece que sua posse momentânea faz do detentor alvo de atenção enquanto o desejado "tira um cochilo". O possuidor futuro, endinheirado, desfigura-se em objeto de pagamento porque quem vende quer o comprador e não o comprado. Aquele, ao comprar, é comprado, possuindo o que não foi desejado, mas despojado, no instante mesmo da transação. Onde está o valor? É um ter que ninguém tem; uma posse de si esvaziada e um desejo inflado num balão furado. Ter é, desde sempre, não ter. Crianças olhando um céu sem festa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Assim, o que vale a pena possuir é o que não tem pra si valor mensurável. O verdadeiro desejo é a posse do outro. Para a infelicidade de ambos, possuidor e possuído. Nada e nada. Ter pra que então?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;AS DUAS SOMBRAS DO ENLUARADO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Por que não se decide?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Tenho medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Por que não foge?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Não tenho medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Por que não dorme?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Tenho medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Por que não se entrega?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Não tenho medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Por que se cala?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Tenho medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Por que chegou aqui?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Não tenho medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Por que partiu de lá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Tenho medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Por que se lembra de tudo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Não tenho medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Por que "matou"?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Tenho medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Por que não ama de uma vez?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;- Não preciso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6508335141641543327?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6508335141641543327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6508335141641543327&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6508335141641543327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6508335141641543327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/07/da-forma-varia-de-ter-ter-para-possuir.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-H7sptZ_IOc0/Tg9jmITN_jI/AAAAAAAAAJQ/2cGj4FBq1fo/s72-c/cofre.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-4166812062493736986</id><published>2011-06-17T08:02:00.004-03:00</published><updated>2011-07-01T08:33:11.533-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-u96XSuyLjP8/TftB05bg4nI/AAAAAAAAAJI/ZHDlFxakVYI/s1600/LUA.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619157337100051058" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-u96XSuyLjP8/TftB05bg4nI/AAAAAAAAAJI/ZHDlFxakVYI/s320/LUA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-4166812062493736986?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/4166812062493736986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=4166812062493736986&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4166812062493736986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4166812062493736986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/06/as-duas-sombras-do-enluarado-1.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-u96XSuyLjP8/TftB05bg4nI/AAAAAAAAAJI/ZHDlFxakVYI/s72-c/LUA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6084726270619608319</id><published>2011-06-13T07:42:00.004-03:00</published><updated>2011-06-17T08:55:12.779-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gy5bTxNX4_c/TftAaADakCI/AAAAAAAAAJA/TQlQ-v0BLRY/s1600/violoncelo.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619155775509925922" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-gy5bTxNX4_c/TftAaADakCI/AAAAAAAAAJA/TQlQ-v0BLRY/s320/violoncelo.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ISTO ÀQUILO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#999999;"&gt;Prefiro olhar a falar, ter que articular. Prefiro silêncio a voz, ter que ouvir. Prefiro distância a proximidade, ter que usar lupas. Prefiro desafinadas a cordatas, ter que confrontar. Prefiro ausentes a estridentes, ter que fugir. Prefiro insuficiência a exuberância, ter que desvencilhar-me. Prefiro de "ouvir dizer" a constatar, ter que conferir. Prefiro indícios a provas, ter que comprovar. Prefiro imaginar a ver, ter que despertar. Prefiro representações a realizações, ter que tocar. Prefiro fotografias a decepções, ter que verificar. Prefiro o definitivo ao inesperado, ter que arrumar. Prefiro usadas maduras a virgens nubentes, ter que pedir e ensinar. Prefiro o cheiro ao tato, ter que chegar. Prefiro dormentes a acordadas, ter que cumprimentar e &lt;em&gt;paparicar&lt;/em&gt;. Prefiro saciadas a famintas, ter que alimentar. Prefiro esquecidas a memoráveis, ter que lembrar. Prefiro desconhecer a reconhecer, ter que perguntar. Prefiro comprar a seduzir, ter que mentir. Prefiro mortas a vivas, ter que enterrar. Prefiro inexistentes a presentes, ter que desejar. Opto por ignorar a preferir, ter que escolher. Prefiro não preferir a agir. Recolher-me à desclassificação, à indistinção, à dormência, à dissolução e à invisibilidade. Deixar como está, vagar em órbita infinita, na paz do sem-tempo eterno. Ou desaparecer na gravidade do violoncelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6084726270619608319?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6084726270619608319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6084726270619608319&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6084726270619608319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6084726270619608319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/06/isto-aquilo-prefiro-olhar-falar-ter-que.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-gy5bTxNX4_c/TftAaADakCI/AAAAAAAAAJA/TQlQ-v0BLRY/s72-c/violoncelo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3694579643095621080</id><published>2011-06-08T08:56:00.008-03:00</published><updated>2011-07-07T07:40:42.428-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-i6D2-Tmm-W8/ThWMfn0wDlI/AAAAAAAAAJg/791q3NUGa2g/s1600/O%2Bmundo%2Bda%2BLiteratura.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626557784363372114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-i6D2-Tmm-W8/ThWMfn0wDlI/AAAAAAAAAJg/791q3NUGa2g/s320/O%2Bmundo%2Bda%2BLiteratura.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-APekU4qWqSQ/TficWqKn9gI/AAAAAAAAAI4/_qijfwfEyFA/s1600/mumia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-T-GxeIB6RJk/TfiQkS5s7aI/AAAAAAAAAIg/AfVG7vQdUKA/s1600/PE-DE-AMORAS-SELVAGENS-GOIABEIRA-AO-FUNDO.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618399488368242082" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-T-GxeIB6RJk/TfiQkS5s7aI/AAAAAAAAAIg/AfVG7vQdUKA/s320/PE-DE-AMORAS-SELVAGENS-GOIABEIRA-AO-FUNDO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RSVBLuWQsk0/TfiQXqhCzCI/AAAAAAAAAIY/QC_Du0PeMoY/s1600/Bem-Te-Vi.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618399271368969250" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-RSVBLuWQsk0/TfiQXqhCzCI/AAAAAAAAAIY/QC_Du0PeMoY/s320/Bem-Te-Vi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;RECÔNDITOS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Antes, farei uma digressão. Morei alguns anos na Vila Beatriz. Para quem não conhece, ela fica entre o alto da Heitor Penteado e a várzea oculta de Alto de Pinheiros (Pça. Panamericana), vizinha aos fundos da Vila Madalena. Faz fronteira com a Vila Ida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos poucos botecos de lá (acreditem, ainda existem), contaram-me que Beatriz, Madalena e Ida eram irmãs. O pai, próspero fazendeiro, dividiu suas terras entre as três, que acabaram por dar origem aos bairros coetâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morava na rua Alfredo Pirajibe, onde ela desemboca no Parque das Corujas, que poucos paulistanos conhecem. Um paraíso perto de tudo. Foi aí que me apaixonei, em definitivo, pelos bem-te-vis. Passarinhos valentes, indomáveis (não os verão em gaiolas) e misteriosos. Solitários, não andam em bandos como as irritantes maritacas. Não suportam pardais, uma espécie de “gente diferenciada” no mundo dos passarinhos urbanos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os bem-te-vis têm mérito diverso: são de notável elegância no trajar; sua estampa é arte gráfica das mais graciosas. Na descrição de Aurélio: ”Coloração pardo-olivácea, asas e cauda marginadas de vermelho, cabeça preta com uma mancha amarela no vértice, sobrancelhas prolongadas numa fita nucal, garganta branca, peito e abdome amarelos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cantam lindamente. Seu nome é um fenômeno: traz, em si, o canto e a graça que nos toma ao vê-los. Habitam meu panteão particular, na companhia dos sabiás e de uma planta sobre a qual falarei depois. Só me desagradam quando resolvem se apresentar como Pitangus Sulphuratus. Perdoo-os, porque me fazem companhia nos céus da Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tomar juízo (coisa rara em mim) e desfazer-me finalmente de automóveis (esta praga sinistra), tornei-me um caminhante convicto. Esse primitivo e novo modo de locomover-me em São Paulo restaurou-me antigas manias: caçar “lixos” utilíssimos, como borrachinhas, clipes, pregos, parafusos, arruelas e pedaços de fios, araminhos. Aceito também moedinhas e as raras notas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao caminhar, como é possível verificar, observo mais o chão que o horizonte. Assim, logro também evitar os buracos frequentes e inextinguíveis. Tudo isso para chegar à planta de meu panteão: a goiabeira. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No quintal de minha infância, era a árvore mais confiável. Por fino o galho, jamais quebrava. Nós, meninos, a escalávamos na mais absoluta confiança. Hoje, meninas devem trepar em árvores, mas, na minha infância, idos de 1950, não. Era coisa de guri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando por essa cidade, tive a benfazeja surpresa de encontrá-la nos lugares mais improváveis: buracos de calçadas, junções de guias e o piso destas, cantos de rua, paredes, muros rachados e nos viadutos degradados. Cresce indiferente a tudo; se quebrada, resiste e volta a se reerguer, na mais completa teimosia. Mais que o sertanejo euclideano, ela é a fortaleza. Entristece-me saber que jamais vejo os frutos. Imagino o motivo e é ocioso mencionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém liga pra ela e, muito menos, liga pra algo ou alguém. É altaneira, e chega a crescer colada a troncos alheios. Folgada. E faz muito bem. Nas solenidades secretas, no alto das madrugadas, longe dos humanos, se fantasia de Psidium Guayava. Que fique em paz. Aqui beleza e força se confundem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que desviei-me do assunto que não se fez visível? Nem eu mesmo sei. Culpa, talvez, por não ter prestado, em tempo, as devidas homenagens a quem não me abandona no isolamento das andanças cotidianas. O assunto? Ele que espere mais um pouco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;SUA MONUMENTALIDADE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Para uma sobra arrolhada de vinho,&lt;br /&gt;Há o dia provável,&lt;br /&gt;Inescapável,&lt;br /&gt;Em que a urina lhe escorrerá&lt;br /&gt;Pelas calças&lt;br /&gt;E o sangue,&lt;br /&gt;Pelas ventas.&lt;br /&gt;Do alto de seu sobrecenho,&lt;br /&gt;Saiba então:&lt;br /&gt;Seu rosto refletido aí&lt;br /&gt;Terá a familiaridade&lt;br /&gt;Das dores que entram pela casa e,&lt;br /&gt;Sem pedir licença,&lt;br /&gt;Abrem a geladeira.&lt;br /&gt;Essa que o acoberta&lt;br /&gt;Nas noites insones,&lt;br /&gt;Nas páginas lidas e escritas&lt;br /&gt;Que não importam mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;“AMA COM FÉ E ORGULHO A TERRA EM QUE NASCESTE”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;1. Você vai ao banco sacar algum dinheiro. O caixa eletrônico lhe atira, nas mãos, notas manchadas, frutos de crime. Sobre você, desaba um pesadelo. As notas não têm valor algum. O banco, apesar de ter fornecido as notas, nada tem a ver com isso. Você que se vire. É o que diz o soberano Banco Central. Entendeu, não? Você não vale nada, Zé Pereira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. No corrente mês, a Justiça de Ribeirão Preto (SP) condenou a 30 anos de prisão um cadáver que, por sua vez, já se encontra prisioneiro numa cova, desde 2008. No mês passado, ficamos sabendo que a Justiça continua procurando um médico cujo cadáver tem endereço conhecido: o cemitério. Tem como companhia outros 2.699 esqueletos, que fogem alegremente por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Enquanto isso, dois outros cadáveres de trabalhadores rurais estão, desde abril, seguindo, resignados em seu apodrecimento, nas florestas do Pará. Dá muito trabalho encontrá-los. Muito calor, muita fedentina, muito mosquito. Deixa pra lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A súcuba presidenta (e seu íncubo ex-) – são dois em um - declarou: “Afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito.” Então tá! É melhor não contrariar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Em São Paulo, ciclovia é a calçada do pedestre, esse infeliz inconveniente. Não bastassem os motoristas-chimpanzés, temos agora os ciclistas “politicamente corretíssimos” nos atropelando. “Quem tem juízo não reclama, aceita e pronto!” Viram? Vocês aí de gravatinhas vermelhas, sapatos bicudões, chapinhas, pretinhos básicos e crachás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. O ministro da educação acusa senador de condenar livro sem sequer se dar ao trabalho de lê-lo. O que é fato. Entretanto, sua equipe aprova livro de Matemática que contém erro grosseiro de aritmética. O que também é fato. Vá lá que seja um erro de digitação. Pior é saber que 200 mil exemplares têm uso proibido embora tenham sido distribuídos. Basta qualquer professor apontar o erro para os alunos e seguir em frente. Adoram jogar nosso dinheiro fora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Chovo no molhado ou enxugo gelo como qualquer brasileiro: o custo da alimentação pesa mais sobre as famílias pobres. Assim, a tributação sobre o consumo se revela perversa e injusta. Ninguém faz nada para acabar com esse crime. Preferem bolsa-escambau, que é eleitoralmente utilíssima. A economia da pobreza que se lasque! Na lógica deletéria governamental, seu pirão vem primeiro - o do governo, claro! Governo não serve, é servido! Obedeça e não reclame, Zé Pereira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. No Brasil, a faca amola a lima, e estamos conversados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3694579643095621080?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3694579643095621080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3694579643095621080&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3694579643095621080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3694579643095621080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/06/reconditos-antes-farei-uma-digressao.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-i6D2-Tmm-W8/ThWMfn0wDlI/AAAAAAAAAJg/791q3NUGa2g/s72-c/O%2Bmundo%2Bda%2BLiteratura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7718272656090846207</id><published>2011-06-01T10:50:00.002-03:00</published><updated>2011-06-01T11:05:39.536-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;AFINIDADES&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#c0c0c0;"&gt;"Quando você vê um músico que um dia respeitou tendo sua obra como trilha de comerciais para produtos deploráveis, você percebe que a música não tem centro moral e não tem mais conteúdo intelectual. É pura diversão."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#c0c0c0;"&gt;"O arquivo &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;mp3 &lt;/span&gt;transformou completamente o uso cultural da música. E fez dela uma espécie de goma de mascar e também um tipo de droga, muito longe de uma experiência singular e coerente. Quem ouve um álbum completo hoje em dia? E quem grava um bom álbum completo? Poucos." &lt;span style="font-size:100%;color:#cc0000;"&gt;Jonathan Franzen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essas declarações, na entrevista do agora célebre novelista americano (&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;As Correções&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;A Zona do Desconforto&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Liberdade&lt;/span&gt;), &lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;a Lúcia Guimarães me trouxeram à lembrança minhas reflexões sobre certa fotografia digital de massa, e frenética, e acelerada, e banal, e transitória. Ver postagem &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;MALUQUICE&lt;/span&gt;, de 12 de janeiro de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7718272656090846207?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7718272656090846207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7718272656090846207&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7718272656090846207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7718272656090846207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/06/afinidades-quando-voce-ve-um-musico-que.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3791035348545454967</id><published>2011-05-18T07:18:00.003-03:00</published><updated>2011-06-15T08:15:40.057-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-s60sD2R73_4/TfiUPgoF5mI/AAAAAAAAAIw/GtYJssfjaMk/s1600/PO%25C3%2587O.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618403529321735778" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-s60sD2R73_4/TfiUPgoF5mI/AAAAAAAAAIw/GtYJssfjaMk/s320/PO%25C3%2587O.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;POÇO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;Fez de certa parte sua&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;Membro alongado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;O bastante para sair&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;E dar "bom-dia",&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;Dizer "com licença",&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;"Por favor e "muito obrigado".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;O resto maior jaz no fundo oculto.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;Ninguém viu, ninguém sabe.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;Esse observa e fala,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;Certo de que só sempre esteve&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;No calor escuro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;Que o abraça.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;Também balbucia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;Sob o piso da terra,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;Na companhia circular das paredes.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;Distante da festa nervosa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cccccc;"&gt;E perigosa das manhãs.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3791035348545454967?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3791035348545454967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3791035348545454967&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3791035348545454967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3791035348545454967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/05/poco-fez-de-certa-parte-sua-membro.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-s60sD2R73_4/TfiUPgoF5mI/AAAAAAAAAIw/GtYJssfjaMk/s72-c/PO%25C3%2587O.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5112925162054079126</id><published>2011-05-11T07:22:00.007-03:00</published><updated>2011-06-15T08:11:29.739-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-F4p_rvyjVvU/TfiTS_jLVdI/AAAAAAAAAIo/Ni2wMUz2o_I/s1600/Tall_ship_Christian_Radich_under_sail.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; 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Sempre.&lt;br /&gt;Largando farelos de memória&lt;br /&gt;Para o mingau de um negrume,&lt;br /&gt;A minha substância.&lt;br /&gt;Como o barco perdido no horizonte&lt;br /&gt;A avisar-me&lt;br /&gt;Que dormi demais,&lt;br /&gt;Que meu relógio quebrou&lt;br /&gt;E já estou, em vão, desperto.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5112925162054079126?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5112925162054079126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5112925162054079126&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5112925162054079126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5112925162054079126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/05/ah.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-F4p_rvyjVvU/TfiTS_jLVdI/AAAAAAAAAIo/Ni2wMUz2o_I/s72-c/Tall_ship_Christian_Radich_under_sail.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7207388966062712570</id><published>2011-04-18T07:32:00.006-03:00</published><updated>2011-05-11T08:38:18.630-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;HÁ UM HOMEM&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;No alternar das pernas &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Que ensaiam um caminhar inútil &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Diante do que se lhe impõe: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;O embate sobre o branco. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;A caneta sem tinta, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;A miragem sem descolar-se das retinas, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Como a mesa curva sem os pés, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;As mãos mancas, ele sem a paisagem &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Que lhe pertence, que dele vazaria. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Nada o abraça, nada dele se constitui &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Num gato alado que salta, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Num voo que ninguém há de lamentar, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Da janela para o nada, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Que é um miudinho intangível, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Contínuo a desfazer-se.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7207388966062712570?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7207388966062712570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7207388966062712570&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7207388966062712570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7207388966062712570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/04/ha-um-homem-no-alternar-das-pernas-que.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3958246098799669042</id><published>2011-04-15T07:18:00.008-03:00</published><updated>2011-05-11T08:38:54.411-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;HÁ UMA MESA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sob a caneta,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Existe o branco de um papel.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E vai continuar assim,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Em contrariado silêncio,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Aquele das vozes que não se dão as mãos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sob o papel há um tampo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sobre quatro pés,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Irregular, torto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;É fruto do peso prolongado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;De cotovelos preguiçosos,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;De um homem que se deixou ficar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3958246098799669042?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3958246098799669042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3958246098799669042&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3958246098799669042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3958246098799669042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/04/ha-uma-mesa-sob-caneta-existe-o-branco.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3052154957841701067</id><published>2011-03-31T07:00:00.009-03:00</published><updated>2011-05-11T08:39:31.717-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;O BANQUETE DAS FORMIGUINHAS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Eis a experiência de segmentação: além do que é o funcionamento autônomo do cérebro, quando ele administra todo o organismo ininterruptamente, há, nele, como se sabe, um plano de pensamentos. A segmentação se dá a partir do instante em que experimentamos conviver com seu fluxo ocorrendo à nossa revelia. É frequente em mim, basta colocar os pés na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limito-me a observar os pensamentos, que não tenho nenhum poder sobre eles. Uma banda carnavalesca e bêbada de minha consciência. Como eles não são nada bons - uma miríade de reprovações a tudo que vejo - em nome de minha sanidade cotidiana, não os levo a sério. Deixo-os povoarem os vazios que inadvertidamente abandonei, como grãos de açúcar largados sobre o tampo da mesa matinal. Incomodam muito porque se ajustam como a água nos desvãos. As formiguinhas não, elas é que são doce alegria em sua faina frenética. E de saber que, para mim, pensar, entre tantos outros prazeres, ocupa poltrona majestosa ...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3052154957841701067?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3052154957841701067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3052154957841701067&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3052154957841701067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3052154957841701067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/03/o-banquete-das-formiguinhas-eis.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1284119456980271185</id><published>2011-03-22T07:14:00.017-03:00</published><updated>2011-05-11T08:40:09.362-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"EDUCAÇÃO ARTÍSTICA"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sempre beber o vinho do copo vazio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E observe as marés do mar ausente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sempre contemplar a lua no asfalto noturno. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E fume o silêncio das vozes distantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sempre tomar do acaso o que ele não nos pode negar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E goze a sombra que não se dá a ver. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sempre abraçar a alma calada em desesperança. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E esteja em companhia da solidão mais constante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nunca costurar sua morte a quatro mãos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deixe com ela o que dela é.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1284119456980271185?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1284119456980271185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1284119456980271185&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1284119456980271185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1284119456980271185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/03/educacao-artistica-sempre-beber-o-vinho.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3344004151965442290</id><published>2011-02-05T10:17:00.001-02:00</published><updated>2011-02-05T10:23:20.699-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TU1A-d12SGI/AAAAAAAAAIM/lKnN-1Oxb9E/s1600/DSC00178.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570179756033722466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TU1A-d12SGI/AAAAAAAAAIM/lKnN-1Oxb9E/s320/DSC00178.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;EPITÁFIO POR CESSAÇÃO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por fatal estasimorfia, não nos ultrapassamos. Quando foge, não percebemos; ela fugiu. Não de si ou do âmbito que a cerca. Desambientaliza-se – um fugir em si; quando muito, para o outro – a memória do outro. De tanto apequenar-se, o muito não cabe. É o pouco que se dá. Um mínimo elevado a potência negativa.&lt;br /&gt;Sua estada jaz suspensa. Não está nem aqui, nem aí. Não é um mergulhar ou sobrevoar que lhe serve como descritor. Não há motivo que se lhe atribua. Nem mesmo conseqüência que da fuga resulte. Deixar de ser talvez. Destrambelhar-se em nada, em nunca.&lt;br /&gt;O que, no outro, fica como memória (um “foi”) não mais a veste ou vestirá. Seu retorno não é, com ânsia, esperado, porque não se sabe o que poderá vir a ser. Sabe-se que ela mesma já não mais será.&lt;br /&gt;Em nós, paradoxalmente, fica estabelecido um “ela”; de si vazio, mas, ainda assim, “ela”. Para além dos polos supostos: sujeito ou objeto.&lt;br /&gt;Jamais então saberemos se a amamos um dia, amamos hoje, ou, se nos restará apenas a certeza de que não mais a amaremos. Pensando bem: posto desse modo, o que é isso? Se, agora, nem mesmo temos o que ela é, ou tememos o que ela foi?&lt;br /&gt;2 de fevereiro de 2011 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3344004151965442290?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3344004151965442290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3344004151965442290&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3344004151965442290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3344004151965442290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/02/epitafio-por-cessacao-por-fatal.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TU1A-d12SGI/AAAAAAAAAIM/lKnN-1Oxb9E/s72-c/DSC00178.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-9028594576889689489</id><published>2011-02-05T09:34:00.002-02:00</published><updated>2011-02-05T09:43:24.204-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TU03yxAgpeI/AAAAAAAAAIE/1hCLmdqtoRA/s1600/DSC00150.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570169659415635426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TU03yxAgpeI/AAAAAAAAAIE/1hCLmdqtoRA/s320/DSC00150.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;BRINCO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Amanhã,&lt;br /&gt;Este barquinho que você acaba de ver&lt;br /&gt;Será meu talismã&lt;br /&gt;Para o ano,&lt;br /&gt;A jornada paulistana&lt;br /&gt;Que ora avança.&lt;br /&gt;Como se supersticioso fosse,&lt;br /&gt;Místico fosse.&lt;br /&gt;Não. Nada tenho.&lt;br /&gt;Nem quero. Nem sonho.&lt;br /&gt;Contra a vontade,&lt;br /&gt;Devo deixar o mar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-9028594576889689489?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/9028594576889689489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=9028594576889689489&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/9028594576889689489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/9028594576889689489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/02/brinco-amanha-este-barquinho-que-voce.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TU03yxAgpeI/AAAAAAAAAIE/1hCLmdqtoRA/s72-c/DSC00150.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7135054319580789831</id><published>2011-01-14T05:04:00.002-02:00</published><updated>2011-01-14T05:14:16.950-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DOENÇA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Hoje é um dia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Um prefácio de amanhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;É uma data qualquer,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Antes do depois de amanhã,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Que é o dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Pensando bem: qualquer dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;É um  tempo entre,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Mas não amanhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Todos os outros dias,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Passados e futuros,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;São insetos circundantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;É isso. Não posso esquecer:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;O amanhã me espera com hora marcada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Ele sim,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;De banho tomado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Roupa engomada,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Sapato engraxado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Mas eu não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Nu me encontro, nu ficarei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6600;"&gt;Salvador, 12 de janeiro de 2011&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7135054319580789831?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7135054319580789831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7135054319580789831&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7135054319580789831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7135054319580789831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/01/doenca-hoje-e-um-dia-um-prefacio-de.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7975001270310430557</id><published>2011-01-12T20:30:00.005-02:00</published><updated>2011-01-13T05:44:27.210-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;MAIS OU MENOS DE BEM COM A VIDA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um fim de semana banal no município de Cipó de Baixo, no sertão baiano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cleilde saiu feliz do consultório dentário naquela tarde de sábado. Finalmente se livrara de uma boca medonha que, há anos, a impedia de ir a festejos, cerimônias e passeios em grupo. Seria, finalmente, uma mulher do mundo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Foi em trote veloz mostrar a dentadura novinha, brilhante e completa à família e aos vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas nada se deu como imaginou: do sorriso armado à risada larga e espontânea, o desastre a surpreendeu, atirando-a num ridículo só. De dar pena. Cleilde era choro inteira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A indignação tomou conta de todos. Ela deveria procurar o dentista e reclamar daquele armengue inadmissível. E foi o que fez na manhã seguinte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dr. Alberto e sua sogra proseavam sentados em frente à casa, aproveitando a folga dominical, a sombra e o cigarrinho de toda hora. Cleilde e sua única irmã, Dulcinha, se aproximaram em paços de nuvens. Dr. Alberto, matreiro, percebeu de longe a visita e a encrenca, adiantou-se logo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Cleilde, a que devo a nobre visita? Está confortável com os dentes novos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do fundo de seu acanhamento, um fantasma de voz respondeu:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Não, Senhor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Por que, Cleilde? Todas aquelas provas não serviram?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Serviram.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Mas então o que foi? Pelo que vejo, está tubo bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Não é isso, seu Alberto. É que toda vez que dou um riso mais acentuado a dentadura cai – Ela disse isso séria, mais acanhada ainda. Mas, para piorar, o dentista e a sogra não contiveram a gargalhada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ela trancou-se em silêncio e ficou olhando para os dois, desarvorada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dr. Alberto, sem manifestar qualquer perturbação, pôs, de pronto, fim ao problema:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- Cleilde, não se preocupe. É que você não sabe, mas está fazendo a coisa errada. Com a chapa nova, você tem é que gargalhar com a boca virada pro céu. Pode acreditar, ela nunca mais vai cair.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cleilde, surpresa com a simplicidade da solução, se despediu e afastou-se, agora (não de todo) conformada. O dentista acendeu outro cigarrinho, disse qualquer coisa que fez a sogra gargalhar; e as duas irmãs, já em distância segura, deram também suas risadas. Uma delas, de um modo meio estranho. E o domingo seguiu; chato à tarde e triste pela noite adentro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffcc66;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Janeiro de 2011&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7975001270310430557?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7975001270310430557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7975001270310430557&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7975001270310430557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7975001270310430557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/01/mais-ou-menos-de-bem-com-vida-um-fim-de.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1558436292246989958</id><published>2011-01-12T20:22:00.003-02:00</published><updated>2011-01-13T05:34:49.611-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TS6qNthCpfI/AAAAAAAAAH4/jk489VBg2JE/s1600/DSC00054.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561569742382343666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TS6qNthCpfI/AAAAAAAAAH4/jk489VBg2JE/s320/DSC00054.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A INCOMPREENSÃO DO INSETO NA VIDRAÇA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eu ou ele.&lt;br /&gt;O que separa o daqui-dali&lt;br /&gt;De mim?&lt;br /&gt;Do espaço pretérito&lt;br /&gt;Antes meu e ora vão?&lt;br /&gt;O liso que embalde agarro&lt;br /&gt;Sob as pernas,&lt;br /&gt;Frente às asas.&lt;br /&gt;Não é o que dispensa intimidade:&lt;br /&gt;É o nada que aniquila, inalheável.&lt;br /&gt;Fica o ali de sempre estável&lt;br /&gt;Num mundo intátil e oco,&lt;br /&gt;Em que só me movo,&lt;br /&gt;Colado em mim,&lt;br /&gt;Escapado de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1558436292246989958?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1558436292246989958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1558436292246989958&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1558436292246989958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1558436292246989958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/01/incompreensao-do-inseto-na-vidraca-eu.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TS6qNthCpfI/AAAAAAAAAH4/jk489VBg2JE/s72-c/DSC00054.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-4664108127865684671</id><published>2011-01-12T20:08:00.002-02:00</published><updated>2011-01-12T20:20:56.079-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TS4pMZDplTI/AAAAAAAAAHw/fRsTi3VLZDY/s1600/DSC00075.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561427882710504754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TS4pMZDplTI/AAAAAAAAAHw/fRsTi3VLZDY/s320/DSC00075.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;FRENTE AO MAR&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os náufragos que não sobrevivem&lt;br /&gt;Transmutam-se em bolhas de brisa,&lt;br /&gt;Digo isso diante da janela.&lt;br /&gt;Afirmo,&lt;br /&gt;Sem o rubor das dúvidas.&lt;br /&gt;Agora mesmo, longos minutos&lt;br /&gt;De um abafado sufocante.&lt;br /&gt;Súbito,&lt;br /&gt;A visita de um náufrago.&lt;br /&gt;De tão pequena a bolha,&lt;br /&gt;Suspeito:&lt;br /&gt;Essa foi criança,&lt;br /&gt;Brincou como as outras,&lt;br /&gt;Foi amada pelos pais&lt;br /&gt;E, um dia, engoliu o oceano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Salvador, janeiro de 2011&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-4664108127865684671?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/4664108127865684671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=4664108127865684671&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4664108127865684671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4664108127865684671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/01/frente-ao-mar-os-naufragos-que-nao.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TS4pMZDplTI/AAAAAAAAAHw/fRsTi3VLZDY/s72-c/DSC00075.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5309314811688663562</id><published>2011-01-09T10:48:00.009-02:00</published><updated>2011-01-14T05:32:37.959-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TSm4i0TQSZI/AAAAAAAAAHo/Y0L4Mb8rDVk/s1600/DSC00035.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560178123260053906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TSm4i0TQSZI/AAAAAAAAAHo/Y0L4Mb8rDVk/s320/DSC00035.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#cccccc;"&gt;A PRIMEIRA AURORA DE 2011&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TSm2PS6Ep5I/AAAAAAAAAHg/5m-OG_7II30/s1600/DSC00068.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560175588855293842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TSm2PS6Ep5I/AAAAAAAAAHg/5m-OG_7II30/s320/DSC00068.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;A BAÍA DE TODOS OS SANTOS VISTA DA PRAÇA CASTRO ALVES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;ROUPAGENS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Há vestidos do Extremo Oriente feitos com seda muito delicada, de estampas miúdas, de cores tão sensível e harmonicamente combinadas que, nas lojas, caem leves e sutis dos cabides. Lembram logo um verão, aragens, peles de porcelanas esmaltadas, cabelos soltos e desalinhados, sombras benfazejas. Tanto evocam de beleza, frescor e juventude que nos trazem vontade de tê-los por perto. Como se, ao nos avizinharmos, as mulheres que os vestem, em mágica estranha, surgissem e permanecessem por perto. As almas rejeitam os corpos; elas se escondem no recôndito das roupas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;MALUQUICE&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Para os aficionados por fotografia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Ajustado possuidor de &lt;strong&gt;Nikons&lt;/strong&gt; mecânicas, fui, no Natal, presenteado com um registrador de imagens digitais. Reluto em chamar aquela engenhoca, que mais parece um brinquedo, de câmera fotográfica. A inexistência de uma ocular em seus modelos mais populares e minúsculos retira-me toda a intimidade com a cena, certo sentido de penetração naquilo que pretendo apanhar, misto de figuras e luz. Sem contar que, às vezes, me vejo refletido naquela tela de cristal líquido (LCD), impedido de ver a cena a fotografar. Um fotógrafo cego. Ou obriga-me a afastar o engenho e ao uso permanente de óculos. A engenhoca mais parece um chaveiro que mistura virtudes de um &lt;em&gt;pen-drive&lt;/em&gt; com atributos de uma câmera de verdade. Mas fico pensando...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Comparo o estado de prontidão de uma, analógica com o, de uma digital. Neste caso, a imagem é pré-formada em memória interna (ou cartão) – um chip em suma. No outro, ela está numa condição inefável, sem qualquer registro ou impressão. Como a tinta numa folha de papel, num livro nunca lido. Tocado o obturador, elas se assemelham: na analógica, um registro, digamos, químico; na digital, ele é eletrônico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Na primeira, o número de variáveis a ponderar e manipular, até o resultado final, é enorme e sob rígido controle do artesão-fotógrafo. Na segunda, a manipulação das variáveis se dá após o registro realizado, num computador maior, sendo, em si, um computador. Assim, a digital é um periférico. Sua imagem é muito frágil se for levada em conta sua durabilidade. O que não ocorre com a analógica. Um negativo dura 200 anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;O registro em imagens na digital é um ponto de partida; na analógica, é um, de chegada.Na analogia, permanência, o que ela, imagem, é. Na digitalização, a interinidade, o que ela pode ser. Num caso, a imagem ainda sem contornos, então retida, resulta justa, congelada, circunspecta; noutro, volátil e alucinada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;A responsabilidade envolvida no instante do registro é notavelmente maior no uso da câmera analógica. Por isso, banaliza-se ao infinito o ato de fotografar no uso da digital. O ato de fotografar torna-se irresponsável. Encaixa-se como luva de seda em nossos tempos bicudos. A consagração do manipulável em contraste com a palavra empenhada do passado gravado em imagens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Antigamente, se fosse desejado, fazia-se o retoque com lápis e pincéis especiais, filtros sobre lentes, máscaras na ampliação em papel, com resultados sofríveis, a depender do artesão em laboratório. Hoje, há programas desenvolvidos para, praticamente, refazer os registros, ao gosto do freguês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;A fotografia é também o testemunho de uma presença – a do fotógrafo (André Bazin). Na ora chamada era digital, há duas presenças: a de quem fotografa e a de quem opera o &lt;strong&gt;Photoshop&lt;/strong&gt;, para citar o mais conhecido programa de manipulação de imagens em computador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;No passado, havia certa confiabilidade no registro e seu resultado final. Hoje, entre o objeto (a fonte de luz refletida) e a imagem impressa, há mãos sem-vergonha. Com algum exagero retórico, diria que, no passado, a imagem registrada resultava de um gesto também moral: a imagem-documento (o negativo é prova cabal). Hoje... nem é preciso dizer, mas digo: a irresponsabilidade em fotografar casa-se com o gesto amoral da manipulação sem freios. Mais: hoje, onde se encontra um original como prova daquela presença fotografante?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;De que modo for, se antes, em viagens, carregava uma bolsa com dois corpos mais um conjunto de objetivas, com o chaveiro fotográfico, que cabe num bolso, tenho, nele, uma &lt;em&gt;zoom&lt;/em&gt; Carl Zeiss que contempla distancias focais macro, grande angular (25mm), estendo-se progressivamente até uma tele de 250mm. E a &lt;em&gt;jaca&lt;/em&gt; ainda filma. Ele é matreiro. Não é pra desprezar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Engenhos diversos, diversas serventias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O LEITOR DE FICÇÃO EM ATO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Trata-se simplesmente de confrontar um personagem com um personagem, uma verdade com uma verdade.” G. Simenon, que se referia a outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É A BAHIA! II&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;1.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#cccccc;"&gt;A Baía de Todos os Santos estava em estado de arte. Um luz deslumbrante. Como sempre acontece, nessas horas, por azar, não portava máquina fotográfica. Mas o assunto não é bem esse. Vamos a ele.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Naquela manhã, por volta das 8h, saía da praça Castro Alves em direção à avenida 7 de setembro. Ao cruzar a rua Chile, em seu término, quase fui atropelado por uma motocicleta que, em franca contramão, subia a rua, a praça. Recompus-me e me dirigi a uma fiscal de trânsito que, por sorte, fazia plantão ali mesmo. Era uma senhora afogada em chapinha, gel, maquiagem e uniforme. Não desviou o olhar das unhas nem da lixa enquanto dirigia-lhe a palavra:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Senhora, Bom-Dia! É permitido subir a rua Chile?! Agora, quase fui atropelado por um irresponsável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Sem alterar-se em nada, lixa em punho, olhar centrado nas unhas, respondeu:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Não há placa que impeça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;E continuou se embelezando. É...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Mas São Paulo tem das suas. O cinismo é o mesmo: em São Sebastião, na praia de Maresias, pousadas e hotéis estão se apropriando das areias com mesas, cadeiras e guarda-sóis. Torna-se praia particular, em franca ilegalidade. Ouvido por um repórter, o funcionário da prefeitura respondeu:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;- Não há legislação que proíba.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;2.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Voltando pra casa, buscava o ponto de ônibus correto na rua Carlos Gomes. Na semana anterior, atrapalhei-me com isso. Os coletivos para a Barra circulavam pela pista expressa, sem dar a mínima para meus sinais insistentes. Acabei informado sobre a localização do ponto adequado. Um pouco mais abaixo, em direção à praça Castro Alves. Lá fui eu. Daquela vez, fui feliz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Hoje, novamente, fui surpreendido pela indiferença dos coletivos, velozes na pista expressa. E o ponto era o indicado na semana anterior. Procurei, apalermado, ajuda. Duas pessoas tomavam seu café com bolo numa banca improvisada:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Bom Dia! Aqui passa ônibus para a Barra?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Não, meu rapaz. É no ponto de cima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Mas... na semana passada, não paravam lá. Paravam aqui.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Olhe, estou aqui há 8 anos. Param sempre lá – Não entendi nada. Foi quando interveio a outra figura:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Ah, tem um, só um. Ele vem de... – E disse o nome de um bairro que desconheço. Retruquei:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Tem certeza de que ele &lt;strong&gt;&lt;em&gt;passa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; aqui?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Passa!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Bem, ele &lt;strong&gt;&lt;em&gt;para &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;aqui?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Ah, sim. Mas só para quando ele &lt;strong&gt;&lt;em&gt;quer&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; parar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;É...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;3.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Na floresta de cafajestadas, veja que observação elegante de um baiano qualquer sobre o encanto – e poder de sedução - de certo andar feminino que ele muito apreciava:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;- Ela anda com prazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;4.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Esta, é protesto acentuado diante de uma boca suja alheia, fora de controle, que esganiçava ali por perto:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;- Quem trouxe essa fossa entupida?!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;TEM GENTE PENSANDO A MESMA COISA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;“Antes, havia um leitor. Hoje, há um consumidor que se recusa a fazer esforço [de compreensão]. É como se a ignorância fosse uma virtude. Percebo nesse fenômeno uma queda de civilidade.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;em&gt;Inácio Araújo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5309314811688663562?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5309314811688663562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5309314811688663562&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5309314811688663562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5309314811688663562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2011/01/primeira-aurora-de-2011-baia-de-todos.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TSm4i0TQSZI/AAAAAAAAAHo/Y0L4Mb8rDVk/s72-c/DSC00035.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7976529974113192314</id><published>2010-12-06T08:29:00.000-02:00</published><updated>2010-12-06T08:30:59.257-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;TANTO DISSO, TANTO DAQUILO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Como tornou-se cacete e tedioso informar-se pela imprensa nesses tempos bicudos! Foram abandonadas, quase unanimemente, perguntas-chaves: "Como?", Por quê?" Mesmo como hipóteses, especulações. São inofensivas e levam a pensar. Enriquecem 100%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não. Dão conta apenas da: "Quanto?" E mergulham os leitores, ouvintes e espectadores num oceano de estatísticas e porcentagens. 98% daqueles que estão atentos. Tanto disso, tanto daquilo. Seguem conclusões ofensivas e viciantes. Empobrecedoras. 95% delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num apartamento vizinho, alguém morre de enfisema pulmonar ou tuberculose. Sei lá. Tosse a madrugada inteira, num considerável volume acústico, há 2 meses. Até agora (o instante em que escrevo, 3h40min - AM) foram 62 "expulsões repentinas e barulhentas do ar pela boca". Deve haver sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo pela frente do Parque da Água Branca 2 vezes por dia. São 387 passos a cada uma delas, em caminhada ligeiramente apressada, não importa o ritmo. São 2,5 passos para cada um dos segmentos quadrangulares de placas de cimento, areia e brita. 5 minutos cravados ou 1 cigarro queimado inteiro. O supracitado vizinho sou eu amanhã, para felicidade dos antibagistas ferozes. Esta praga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Computando-se 5 dias úteis por semana, ali, executo 3870 passos. Façam as contas para 1 ano, descontados 30 dias de férias e feriados. 78% dos passos com o olhar voltado para o chão (quem sabe encontre uma moedazinha), 15% para a frente, 7% para o trânsito parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram no que dá tanta informação quantificada? Em nada. Sinapses imprestáveis. Ouço do rádio: "64 mortos e 31 feridos. Entre as vítimas fatais, 2 crianças (sic). Como, nesta cidade, são produzidos 30 esquifes tamanho G e 5, P, por hora, as autoridades ouvidas constatam que muitos cadáveres adultos ficarão insepultos por algumas horas mais - façam as contas, por favor. Ainda bem que as crianças terão seus enterros devida e prontamente agendados. São abençoadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma crise no setor funerário municipal: 40% das empresas envolvidas fecharam suas portas nos últimos 2 anos, em razão da crise financeira que afetou 87% das economias mundiais desde 2008. Supõe-se que, nos próximos 5 anos, haverá um "apagão" no setor de enterros convencionais. Diligente, o vereador Agenor Ferreira - PQS apresentou um projeto de lei propondo a adoção de valas comuns até que a crise seja dissipada. 74% dos economistas ouvidos não esperam prazo menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantamentos realizados no último mês notaram que 65% da população posicionam-se contra." Que levem os mortos pra casa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dão-me como doente por causas ignoradas. Acontece que 82% dos leitos hospitalares para fins de internação estão ocupados. Assim, "mifu!". Para os 2 casos, tenho respostas. Conheço 100% das causas.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7976529974113192314?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7976529974113192314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7976529974113192314&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7976529974113192314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7976529974113192314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/12/tanto-disso-tanto-daquilo-como-tornou.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5968349094269579843</id><published>2010-12-06T07:45:00.005-02:00</published><updated>2010-12-06T08:27:10.113-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;DAS BANAIS DOMINAÇÕES&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;No Caranguejo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Num festim macabro, o caranguejo é banhado à força e comparece fantasiado em tons vários de vermelho. Sua vingança patética é a larga carapaça. Comovente e insuficiente. O martelo dá-lhe cabo em ataques insistentes. Os dentes nossos concluem a devastação. Manda outro! E estamos pacificados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;No Coito&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Devidamente lambidos, macho e fêmea se emaranham em preparo. Pronta, ela se abre inteira para o abraço inconsútil de ambos. Segue o macho, que a fura em avanços incontidos. Até o desfalecimento mútuo, como se, derrotados, fossem um ao fim do outro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na Andadura&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;O corpo é lançado em posição vertical, a recusa extremada ao repouso. Então, por fração de segundo, é impulsionado ao desamparo do desequilíbrio. Retoma o prumo ao atirar, alternadamente, ambas as pernas para o vazio. Um compassado perder-se e achar-se. Quase uma queda que não se presentifica. Em frente, rente ao plano do chão, os pés batem resolutos a terra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na Culinária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Com sangue e carnes desfiguradas, abre-se a carcaça animal com a fúria dos dedos e o arranque do braço. Extirpam-se as vísceras depois de rasgado em lâmina o que antes era íntegro. Batidas e amassadas, as carnes recebem delicadas e sinistras carícias que as vão envolver até a operação final quando queimarão sobre o calor das brasas ardentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;No Banho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;O corpo já brilhante pela mistura de óleo e água expelidos, é despojado, em movimentos decisivos, das vestes úmidas. Jogado sob jorro frio da ducha, é esfregado e desfolhado numa emulsão de soda cáustica, gordura e essências perfumadas. Novamente submetido à queda vertiginosa da água, é, por fim, provisoriamente poupado. Para, de novo, ser entregue ao roçar repetido do algodão sobre a epiderme, em firmes movimentos de ir e vir Até que jaza seco.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na Escovação&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Agarra-se, na mão direita (os destros), um bastão plástico munido de um conjunto regular de cerdas de &lt;em&gt;nylon&lt;/em&gt;. Na, esquerda, comprime-se um tubo também plástico, que, devidamente posicionado, expele uma substância pastosa, a que vai sobre as tais cerdas.&lt;br /&gt;A boca é aberta o suficiente para que seja enfiado o bastão, logo acionado em movimentos ritmados de dentro para fora (e vice-versa). A substância desfaz-se numa espuma alva que inunda a cavidade bucal e escorre pelos lábios e laterais da boca, à maneira de uma baba. Os dentes são esfregados com intensidade e a gengiva, arregaçada para que os duros fios de&lt;em&gt; nylon&lt;/em&gt; penetrem os intervalos entre carnes e esmalte.&lt;br /&gt;O mingau resultante é cuspido sobre a pia que, antes imaculada, torna-se emporcalhada por resíduos de comidas passadas, quase nenhuma de ontem, muitas de hoje, numa mistura de bagaços e goma.&lt;br /&gt;Conclui-se a operação com um atrito insistente do &lt;em&gt;nylon&lt;/em&gt; sobre a superfície áspera da língua. É frequente que a espuma adquira um tom róseo (e até rubro), amálgama do sangue e dela mesma, um ente de constituição ignorada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;4 de dezembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5968349094269579843?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5968349094269579843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5968349094269579843&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5968349094269579843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5968349094269579843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/12/das-banais-dominacoes-no-caranguejo-num.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-4189296500546387398</id><published>2010-11-29T07:56:00.004-02:00</published><updated>2010-12-03T07:58:54.441-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#33ccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;AS RELAÇÕES HUMANAS&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;"(...) O coração do homem é um abismo insondável, e um mistério que se não pode entender."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Frei Caneca&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#999999;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;1.&lt;/span&gt; Nos eventos oníricos, há uma ausência presente, constituída pelo psiquismo do sonhador. Quando este conta seu sonho, tem-se, em vez do sonhador, um narrador. Assim, o que se ouve ou lê nos vem com todas as ordenações sintáticas próprias da linguagem e as estruturações exigidas pela narrativa. Suspeito que haja resíduos dessas estruturações no próprio sonho. Por que sonharia palavras? Assinalo: não sonho &lt;strong&gt;&lt;em&gt;com&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; palavras, eu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;as&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; sonho. É provável que esteja inventando a roda. Portanto, quem conta um sonho não é um sonho que ele conta. Esta outra coisa é o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele que conta, presentifica-se, em consciência, parcelas do sonho ordenadas em causalidades diversas, oriundas de uma dimensão psíquica sobre a qual ele não exerceu controle consciente algum. Diferentemente do que ocorre quando ele narra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ouve ou lê, não existe um sonho, mas um &lt;em&gt;causo estapafúrdio&lt;/em&gt;, já alinhado em sequências minimamente lógicas – uma necessidade deformadora do próprio sonhador. O que o analista faz? Analisa o &lt;em&gt;causo&lt;/em&gt; ou a &lt;em&gt;necessidade deformadora&lt;/em&gt;? Ou ambos? Como poderá saber o que foi deformado se não lhe é dado o acesso àquilo que deu origem à narração, ou seja, o sonho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade é que o analista nunca terá, por objeto, um sonho. Mas, a incontornável mudez das pedras, que são as pessoas. Limitamo-nos a contemplá-las em seu esforço inútil para tornar presente o que está, para sempre, ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;2.&lt;/span&gt; Em todos os dias úteis, às seis horas da manhã, acontece de nos cruzarmos no mesmo lugar. Às vezes, alguns metros separam os vários pontos em que nossos olhares se enfrentam. Não mais que trinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos conhecemos, quero dizer: nunca trocamos palavras. Há três anos, esse fantástico evento se repete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mês passado, resolvi: "Vou cumprimentar a figura humana." Um homem de meia idade, baixo, bigodes negros e cheios, entradas acentuadas, ar bonachão e barriga coerente. Pastinha na mão. Quem sabe assim o cumprimento crie um delicado liame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o tal momento chegou, melhor diria: foi criado. Num início rascunhado da manhã, lá vinha a pessoa, o mesmo passo de sempre, como o meu. Próximos o bastante, lasquei o &lt;em&gt;Bom-Dia&lt;/em&gt;. Formal, sisudo, de alguém a caminho da lida, sem tempo. Seu rosto enrijeceu-se numa quase deformação embolada, uma súbita reação alérgica, um espasmo, um espanto. Mas seu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;bom-dia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; afinal saiu, tímido, com dificuldade, mas escapou. Inicialmente, circunspecto; em seguida, surpreso; depois, especulativo. Num segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fui repetindo o gesto nos dias subsequentes, e semanas mais. Assim, a deformação foi desaparecendo, substituída por uma máscara de bronze, pesada. Contudo, correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que, hoje, a coisa mudou. Mandei-lhe o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;bom-dia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. E, ora, espantado fiquei eu: abriu-me um amplo e afável sorriso. Plenamente correspondido, apenas com um átimo de atraso. Mas foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segui pensando (ele deve ter feito o mesmo): deve ser o verão. As nuvens ali, naquele momento, tinham as mangas curtas. E a manhã vinha de sandálias, azul. O sol, impaciente. Havia uma brisa, havia, então, uma improvável esperança. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;3&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Quando expresso reflexões com as quais concordo, sinto-me muito mal. Ao contrário, ocorre de me divertir. Por que será que só é aceitável que se escreva sobre aquilo que nos parece razoável ou admissível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divergindo, posso fazê-lo através de uma personagem, a meu juízo, execrável, mas, se vai meu nome, tem de estar em harmonia com minhas convicções. Neste caso, sinto colar-me uma voz postiça, como se não fosse minha. Daí o desconforto. Estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia tentar um artifício que já vejo como de pouca eficácia: escrever de forma impessoal; abolir a primeira pessoa e criar um heterônimo. Não é por aí, acabariam descobrindo e o prazer não teria o tamanho. Dizem que o papel em branco aceita tudo, não é verdade. O papel sim, os leitores próximos não. Não vejo saída, mas... Repito: a diversão está em deitar o próprio nome num texto diferente de meus outros, e ver inúmeras gentes atirar pedras (&lt;em&gt;lito-inclusão&lt;/em&gt;), tomates, ovos sobre meu telhado. Pessoas que estão aí para defender a tolerância com a diferença (o famigerado &lt;em&gt;assunto-chiclete&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença dos outros, é claro. Não, daqueles que pertencem ao seu círculo de afinidades. Entenderiam como traição, ou algo que o valha, e eu seria, quem sabe, na melhor das hipóteses, educadamente rejeitado nas rodas de bar, nos restaurantes, no trabalho, nos aniversários e no leito conjugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo desvio, se pode conhecer os efeitos deletérios da norma. O diferente é fundamental. O intolerante é doente. Só para não dizer: &lt;em&gt;É humano&lt;/em&gt;. Os sãos que se apresentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diferente (e afastado) intolerante é &lt;em&gt;mingau&lt;/em&gt;; o semelhante, insuportável. Num caso ou noutro, trata-se, no fundo, de controles: autocontrole e controle do outro – reflexividade e reciprocidade. É assim com os preconceitos, que são inamovíveis do coração humano, porque irracionais. Sempre haverá, enquanto este mamífero existir. A ação sobre eles (os preconceitos) com chances de frutos benéficos se dá em seu controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extirpá-los é propósito de gente ingênua, para não dizer outra coisa. Os diálogos a se ver e ouvir, nesse imbróglio, parecerão conversa de ateu com crente. Não compareça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser tolerante com o afastado é cômodo. Quero ver dividir a mesa, a cama. Há inúmeras formas de intolerância dissimulada: ser mudo, reticente, não atender o telefone, atravessar a rua ou sumir da área. O intolerante não o seria menos; ficaria apenas invisível. Um tipo &lt;em&gt;esquisitão&lt;/em&gt;, entretanto aceitável, inofensivo. Quando o diferente intolerante pode vir a calhar. O diferente vizinho não pode; o intolerante transparente não pode, e estamos conversados. Num mundo regido pela retórica &lt;em&gt;midiática&lt;/em&gt;, a coisa funciona assim: não importa o que você seja, interessa que não pareça &lt;em&gt;politicamente incorreto&lt;/em&gt;. E viva a hipocrisia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas &lt;em&gt;conversinhas&lt;/em&gt; de respeito às diferenças, que são uma &lt;em&gt;conversona&lt;/em&gt; a penetrar todos os poros, ambientes e situações como praga e &lt;em&gt;tropa de elite 3&lt;/em&gt; mais ocultam que revelam as disposições íntimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João não se sente atraído por Maria, porque ela tem bigodes. Pobrezinha, vai sofrer a dor da rejeição num amor que lhe &lt;em&gt;explode o coração&lt;/em&gt;. Se fizer a barba, pior: os pelos ficarão cada vez mais duros e amargará a rotina de barbear-se, no futuro, diariamente. Que fazer? Nada. A vida segue com as diferenças que separam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria, então, feliz com um João de seios avantajados, num jogo de empate? Depois, casados, pediria a ele que fosse ao mercado, usando um colete à prova de balas, para comprar um novo aparelho de barbear? Não sei, nem quero saber. Dá-se o caso de nada mais me surpreender. Assim, passo sempre por tolerante exemplar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom acostumar-se, que vivemos um tempo em que, a uma &lt;em&gt;conversona&lt;/em&gt;, seguem muitas outras, numa procissão interminável de virtudes jamais imaginadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;antônio rebouças falcão&lt;/em&gt; – 27.XI.2010 &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-4189296500546387398?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/4189296500546387398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=4189296500546387398&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4189296500546387398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4189296500546387398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/11/as-relacoes-humanas.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-4543633066066546316</id><published>2010-11-29T07:46:00.001-02:00</published><updated>2010-11-29T07:53:55.650-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;EM NOME DE CADA UM DE NÓS&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Nunca esquecer, ao atacar a religião em nome da verdade, que a religião pode dificilmente ser substituída e a pobre criatura humana está chorando nas trevas.”&lt;br /&gt;Alexandre Bucas (F. Pessoa)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;São em número diminuto as pessoas (próximas e distantes) não-crentes. Compreensível. Os crentes apreciam falar sobre o assunto. Têm uma reserva oculta de pastores. Alguns são até estridentes. A minoria sobredita não fala. Assim é que o assunto acaba arranjando lugar em minha caixola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando do supermercado, vi uma senhora pobre fazendo o sinal da cruz diante da igreja, na calçada oposta. Como se sua prece tivesse um longo alcance. Como os muçulmanos, que se põem voltados para Meca. Uma cena corriqueira, mas que me levou a pensar durante o percurso de volta a minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que a pessoa, quando reza ou toma atitudes similares, não recebe algo benéfico, de procedência exterior a ela. A meu juízo, o crente está agindo sobre si mesmo. O que pode lhe fazer bem. Não sei por qual mecanismo psíquico. A psicologia deve ter lá seu nome. Certo é que a pessoa se sente em conforto íntimo. Coisa desejável. Vou imaginando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo, quando reza por outrem. Não é que um ente interceda por ela em benefício de terceiros. Quem ela pensa que é? Poderosa o bastante para que sua prece influencie os atos do Ente Supremo? Penso que, diante de um espelho subjetivo, ela se vê como alguém bom. Esta autoimagem lhe proporciona vantagens emocionais no fluir de seus dias. Se o terceiro se encontrar em melhor situação em ocasião sequente, pura obra do acaso (ou necessidade), reflete a pessoa: "Ele recebeu a graça. Jesus é grande!" Desconsidera outra convicção que lhe é cara: "Deus só ajuda a quem se ajuda." Ou desconsidera o outro, julgando-o incapaz de agir em seu próprio benefício. Imagino eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe ao não-crente desqualificar esses humanos procederes. Vejo as religiões servindo a mecanismos psíquicos análogos, e são ancilares das mais variadas formas. Daí sua grande importância para as mais diferentes culturas, nas mais diversas épocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, acho tudo muito interessante e, eventualmente, estranho. Da mesma forma, pessoas crentes de minha convivência veem como uma impossibilidade minhas convicções. Em suma, estranham. Como se não fosse humano como eles. Epa! Deve ser porque, em mim, não existem tais mecanismos. Não sinto a menor falta. Nem julgo inferiores aqueles que deles fazem uso. Considero apenas minha própria impotência - insignificância, vá lá - diante dos acasos dessa enigmática vida. Quem sou eu para... Ou idiotice, quando sou eu a provocar meu próprio inferno. E ambos, crentes e não-crentes, seguem o caminho, estranhando-se. Segui imaginando, e, súbito, cheguei a casa. Sentia fome. Melhor deixar pra lá. &lt;em&gt;Amém&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-4543633066066546316?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/4543633066066546316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=4543633066066546316&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4543633066066546316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4543633066066546316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/11/em-nome-de-cada-um-de-nos-nunca.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-4061491705638485116</id><published>2010-11-29T07:39:00.000-02:00</published><updated>2010-11-29T07:45:49.031-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;ÀS VEZES, FICO ASSIM: BARATEANDO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Quando Borges diz que o homem é feito de memória, penso entender e, portanto, concordo. Vivos, lembramos  das coisas, pessoas, nossa própria vivência em sua totalidade, o tempo todo. Seria inimaginável supor que poderíamos agir (em seu mais amplo sentido) sem a memória. Mortos, existimos na memória do outro. Impossível escapar, é nossa condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ortega y Gasset diz algo muito próximo (talvez, o mesmo): a diferença entre o homem e um tigre é que este nasce todos os dias. As palavras não são estas, tento preservar o sentido. O homem dorme e acorda com sua história e todas as histórias que conheceu. Ele não poderia sonhar nem se expressar sem a memória. Tudo para dizer que o homem é um animal histórico. Talvez, o único. Um truísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acato este ponto de vista, certas angústias metafísicas desaparecem. Não me preocupo com vida pós-morte. Seguirei sendo memória. Minha particular sustentação moral tem essa convicção por base. Como serei lembrado? Minha outra existência (na memória alheia) será produto da existência construída em vida. Multifacetada, como é a de todos. Soma de gestos dos quais me envergonho e de outros que me honram. Escolhas adequadas e outras claramente erradas, que resultaram em dor para mim e para o outro. Bom e mau. Que outro sentido podem ter as palavras: "Atire a primeira pedra...", senão o que supõe essa dualidade no homem? Por isso sua universalidade. A vida amoral não pertence ao mundo humano, mas à, quem sabe, ilimitada natureza. O que é a noção de pecado para um tigre? Uma maluquice pensar. A natureza pouco se importa com a vida. Um mundo inapreensível. Nosso limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda Borges, que imaginou um homem com a capacidade (ou destino) de lembrar-se de tudo. Num conto célebre. Algo só possível como parte do imaginário. Insuportável em nosso devir; seria a forma mais cruel de castigo. Concebível o bastante numa dimensão mitológica. Tomada aqui em seu significado banal, como fantasia. A vida se faz nesse alternar de lembranças e filtros, depuração. A idéia de pecado original a assombrar a existência humana é por demais terrível. Não é de mundo nenhum; serve ao mito (ainda em sentido banal) e formas de conduta aprisionadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moralidade não pode se apoiar na rígida dualidade: pecado-castigo, ou, virtude e prêmio. É muito tolo, simplório. Convivemos, e não podemos deixar de fazê-lo, com a maldade e bondade humanas; a própria e a dos outros. Assim, a flexibilidade do pensamento, do juízo é uma necessidade, um prumo para o que se chama liberdade. Rigidez e coerência absolutas são demência. Burrice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que todas essas considerações sejam tolice embrulhada em leituras explícitas e implícitas, mal digeridas; para, agora, me arranjar com uma desculpa conveniente. Falta de assunto num sábado ocioso, quase dezembrino. Sou dado a bobagens assim. Cada um se diverte como pode. Não é o que diz o senso comum?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-4061491705638485116?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/4061491705638485116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=4061491705638485116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4061491705638485116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4061491705638485116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/11/as-vezes-fico-assim-barateando-quando.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-98049327453584232</id><published>2010-11-22T07:39:00.001-02:00</published><updated>2010-11-22T07:45:33.302-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;NO MEU ANIVERSÁRIO*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;Imaginar-me morto&lt;br /&gt;E chorar o corpo caído,&lt;br /&gt;Os dentes perdidos,&lt;br /&gt;As mãos manchadas,&lt;br /&gt;O desinteresse,&lt;br /&gt;Mormente o interesse&lt;br /&gt;Por tudo que fiz&lt;br /&gt;E faria de novo.&lt;br /&gt;Apagar todas as velas,&lt;br /&gt;Não as do bolo,&lt;br /&gt;Isto não faria,&lt;br /&gt;Mas aquelas ali&lt;br /&gt;Que jazem a meu lado&lt;br /&gt;E gelam-me as unhas,&lt;br /&gt;As que arranharão a urna&lt;br /&gt;Da má procura.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;* aos 60 anos - 21.XI.2010&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-98049327453584232?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/98049327453584232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=98049327453584232&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/98049327453584232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/98049327453584232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/11/no-meu-aniversario-imaginar-me-morto-e.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3502998346397366661</id><published>2010-11-22T07:28:00.002-02:00</published><updated>2010-11-22T07:38:10.084-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;ERRO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O mundo do pensamento não é um varal pré-fabricado em que minhas reflexões se penduram com pregadores de roupa. É mais o mar; soltas, nadam sem prumo ou porto. Certo mesmo é que tudo acaba em pó ou nada. Uma delícia!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;                                                                                    &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;   21 de novembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3502998346397366661?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3502998346397366661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3502998346397366661&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3502998346397366661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3502998346397366661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/11/erro-o-mundo-do-pensamento-nao-e-um.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-2997289105729647497</id><published>2010-11-17T07:52:00.001-02:00</published><updated>2010-11-17T07:54:32.004-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;O CACHORRO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Nós Dois No Quarto: meu cachorro e eu. Lá fora, a tempestade uiva, desenfreada, assustadora.&lt;br /&gt;O cachorro está sentado à minha frente - e me olha direto nos olhos.&lt;br /&gt;Eu também olho para os olhos dele.&lt;br /&gt;Parece que quer me dizer alguma coisa. É mudo, sem fala, nem entende a si mesmo - mas eu o entendo.&lt;br /&gt;Entendo que neste instante, nele e em mim, vive o mesmo sentimento e entre nós não existe a menor diferença. Somos idênticos; em cada um, arde e brilha a mesma chama, pequena e trêmula.&lt;br /&gt;A morte virá voando, vai abanar sobre essa chama suas asas frias e largas...&lt;br /&gt;E fim!&lt;br /&gt;Depois, quem poderá distinguir que chama ardeu em cada um de nós?&lt;br /&gt;Não! Não são um animal e um homem que se olham...&lt;br /&gt;São dois pares de olhos idênticos, concentrados um no outro.&lt;br /&gt;E em cada par de olhos, no animal e no homem, a mesma vida assustada tenta se agarrar no outro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;IVAN TURGUÊNIEV - Tradução de Rubens Figueiredo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-2997289105729647497?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/2997289105729647497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=2997289105729647497&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2997289105729647497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2997289105729647497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/11/o-cachorro-nos-dois-no-quarto-meu.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5813292944129476990</id><published>2010-10-28T07:48:00.000-02:00</published><updated>2010-10-28T07:53:33.335-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NÃO VALE QUANTO PESA&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;&lt;strong&gt;Algo me intriga no modo como o jornalismo brasileiro trata calamidades e tragédias várias. Quando noticiam algo assim:&lt;em&gt; “Nesta madrugada, a Indonésia foi atingida por um terremoto com intensidade de 7.5 na escala Richter. Computaram-se, até as 12h, horário de Brasília, 182 mortos; entres eles, um bebê de 8 meses”.&lt;/em&gt; Eis minha perplexidade: por que o destaque para este bebê? Como pesa menos, vale mais? Por ser um neófito nas agruras e no imponderável da vida? Toda vida é sagrada ou a do bebê é mais sagrada? Sua vida é mais importante que a de um adolescente, um adulto ou um velho? É um protesto contra a Natureza e sua feroz indiferença? Contra o Deus? Já estou até ouvindo: &lt;em&gt;“- Coitadinho! Tão novo, tão indefeso, tão inocente!”&lt;/em&gt; O objetivo é comover como música em filmes de Spielberg? Por que não colocam logo um choro infantil de fundo? Tem algo a ver com &lt;em&gt;“Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, pois&lt;/em&gt; &lt;em&gt;delas é o Reino dos Céus.”&lt;/em&gt; (Mateus 19) Então, não há o que lamentar; estão livres do pecado. Alguém pode pensar em &lt;em&gt;karma&lt;/em&gt;, destino. Neste caso, está sendo exposta uma visão cristã, espírita do evento? Onde fica a isenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse destaque não passa de idiotice atávica. Só se justificaria se, em vez de um cataclismo, tivesse ocorrido um crime bárbaro pela mão do homem. Assim, teríamos a dimensão aproximada da crueldade humana pelas mãos de um fanático religioso, político, um frio assassino, desses que estão por aí, no Brasil e em todos os lugares. Imagine algo assim: &lt;em&gt;“Nesta madrugada, um adolescente de 14 anos assassinou brutalmente uma família. Entre os mortos, um idoso de 98&lt;/em&gt; &lt;em&gt;anos.”&lt;/em&gt; Ignore o adolescente (é uma banalidade) e atenha-se ao destaque para o idoso. Muito improvável. Velho é uma coisa inútil mesmo. No fundo, não é assim que pensam? E viva a hipocrisia!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5813292944129476990?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5813292944129476990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5813292944129476990&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5813292944129476990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5813292944129476990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/10/nao-vale-quanto-pesa-algo-me-intriga-no.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-2664441138054777829</id><published>2010-10-25T07:32:00.001-02:00</published><updated>2010-10-26T10:37:38.483-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;PERVERSIDADE&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Muito já se escreveu sobre o dinheiro. Não tenho a pretensão de acrescentar algo inusitado e pertinente, apenas lamentos e desabafos na forma de crônica mal humorada. Computador meu, cabeça oca minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca de dinheiro bastante para vivermos com relativa dignidade burguesa consome nossa vida. Ele é central e mortal. Está configurado o absurdo em seu estado bruto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me dou bem com ele; o uso com raiva; trabalho com raiva quando me vejo reduzido a um caçador de salário; consumiu-me toda a vida adulta, que já vai pela bola sete. A pouca arte que crio nunca me deu dinheiro algum. Acabo dando. Porque me pedem ou porque ofereço. Nunca me perguntam quanto custa. Gerente de banco não passa de um quitandeiro perverso, que, em vez de batatas, vende dinheiro a preços escorchantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo mesmo sentido algum na vida, essa que a humanidade consome nas cidades, correndo atrás de dinheiro. Como galinha, acorda bicando e ciscando, e vai assim até o anoitecer. Esta ausência de sentido, inefável e intangível, não me incomoda tanto; assim como o mistério do universo. Não sinto a menor falta de deus (-es) ou mesmo de fé; apesar de concordar com Woody Allen, para quem os adeptos de crenças parecem (ou são) mais felizes. Felicidade não é coisa que me interesse. O prazer anda por aí; às vezes, nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro desencadeia obsessões aterradoras, mas também favorece a conquista de alguns prazeres adquiríveis, confessáveis ou inconfessáveis. Enfureço-me quando sei que, sem ele, não há sobrevivência. O escambo está fora de ordem, como sabemos. O dinheiro toma contornos de autoridade. Para mim, não há autoridade legítima, confiável. Consumada numa pessoa ou abstrata. Nenhuma. Desconfio, duvido, desautorizo e me armo. A hierarquia é uma fabulação sinistra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro a noção de que as pessoas têm tarefas autoimpostas a cumprir em momentos passageiros, curtos ou demasiadamente longos. São tarefas diferentes e complementares entre membros de um mesmo projeto instituído. O que não implica sobrepujança de uns sobre os outros. Noção inútil nas relações de trabalho que nos são impostas. O “Eu mando, você obedece” resulta em mecânica que, em algum momento, vai azedar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro, em sua forma mais pedestre, mero meio de pagamento de produtos e serviços, não existe na dimensão empírica de nossa vida acentuadamente urbana. É meio que vaza para fim, num piscar; em simbiose neurótica que, à maneira de um &lt;em&gt;stand-by&lt;/em&gt;, antecede a demência. Esta, como o prazer, também está por aí em 69 prestações. Os encontros são profícuos em sua incerteza perversa. Parece que o desejo não nos faz muito bem, ou nunca sabemos como lidar com ele. Para piorar, o dinheiro vem transfigurado em sua sombra, na forma de dívidas intermináveis. Diante da necessidade e do desejo, o bicho-homem insiste nos dois; muitos insatisfeitos, poucos cinicamente obesos. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-2664441138054777829?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/2664441138054777829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=2664441138054777829&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2664441138054777829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2664441138054777829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/10/perversidade-muito-ja-se-escreveu-sobre.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-4662092456411285045</id><published>2010-10-23T08:34:00.002-02:00</published><updated>2010-10-23T08:47:03.223-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;TRECO CHULO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Desconfio com gravidade que as imagens televisivas, particularmente aquelas de programas noticiosos, promovem a amnésia entre seus telespectadores. Chama-me a atenção o caráter freneticamente sucessivo da montagem – um amontoado de quadros que se sucedem em blocos, alternados pela entrada de anúncios comerciais repetidos à exaustão. No rádio, não é diferente. É sobejamente sabido que a repetição insistente acaba por distrair o receptor; esvazia o significante de qualquer sentido. Como aquele grafite que você vê todos os dias. Sempre ali, imutável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas, as narrações, os &lt;em&gt;closes&lt;/em&gt; invasivos, a banda sonora etc. acabam por se equivaler. Tanto faz se apresentam a comemoração de um gol ou um assassinato. A imagem que segue “esfria” a que antecede. O telespectador as retém por pouco tempo, porque as novas imagens precisam ser seguidas; sobre elas já foram criadas expectativas. É desejado um telespectador-consumidor ansioso. Ele não vê, de fato, de forma reflexiva; torna-se um acompanhador acrítico de sucessões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os produtores e patrocinadores dos programas não obedecem a uma lógica minimamente didática, explicativa ou informativa que permita o advento do conhecimento. Eles são o Zorro e a tigrada é o Tonto. Monta-se a pauta por um princípio quantitativo de tempo e cifrão; tantos reais ($) por segundo nas inserções comerciais, cobradas pelo índice de audiência, medido sabe-se lá como – algo na fronteira do opaco – entremeados por quadros sucessivos de imagens impactantes. Quanto mais, melhor. Tomado pela ansiedade, o telespectador come e bebe. A TV faz engordar. Sem novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contextualização dos eventos é de uma pobreza alarmante. Assim, o público é incapaz de relativizar e relacionar o representado nas imagens; ele se pronuncia por absolutos: contra/a favor; prende e mata/educa e ampara; amplas generalizações em juízos sumários: “Você viu? Fulano foi assassinado! Esse mundo não tem mais jeito!” E não vão além disso, o falante e o ouvinte. Como narcótico, a redundância decorrente os asfixia na burrice e ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telespectador típico, que não tem um suporte de leituras ou outra fonte de informações que possibilitem a ele um debate íntimo (ou não) de concepções e noções, vê-se em meio a uma enxurrada de insultos e maravilhamentos; crendices e mistificações. Quando conversam entre si, limitam-se a narrar, um para o outro, o mesmo que ambos “viram”. Não vão além, nem têm como. São ignorantes do que pensam saber. Quase que não que nem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, no pântano político a que os brasileiros se viram atirados e em que permanecem atolados, a televisão aberta permite apenas um ser contra a favor de nada não a favor. Esgazeados sobre uma tumba. Fuja deles e dela. É uma medida sanitária.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-4662092456411285045?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/4662092456411285045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=4662092456411285045&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4662092456411285045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4662092456411285045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/10/treco-chulo-desconfio-com-gravidade-que.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3924767823838667249</id><published>2010-10-18T10:34:00.004-02:00</published><updated>2010-10-23T08:38:52.276-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;EPITÁFIO ROUBADO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#ffffcc;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#ffffcc;"&gt;Quando me foi apontada uma pequena placa sobre o gramado, com o sobrenome da família, senti vontade de rir, e disse: "É o que estou vendo? A futura morada de meu esqueleto?" E me foi respondido: "É, mas, se me for permitida uma correção, de nossos esqueletos". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#ffffcc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#ffffcc;"&gt;Estava diante do túmulo familiar, minha futura morada. Me pergunto: quantas pessoas já viram o próprio túmulo? Como, em novembro, inicio meu sexagésimo primeiro ano, adianto-me e escolho logo um epitáfio possível:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#ffffcc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#ffffcc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Não há quase nada aqui, sob os epitáfios e as cruzes. Eu não estarei aqui. Estarão meus cabelos e minhas unhas, que não saberão que o resto está morto e continuarão crescendo e serão pó. Eu não estarei aqui, serei parte do olvido que é a tênue substância de que é feito o universo". J.L. Borges&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3924767823838667249?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3924767823838667249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3924767823838667249&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3924767823838667249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3924767823838667249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/10/epitafio-roubado-quando-me-foi-apontada.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6821800963652341664</id><published>2010-10-18T07:52:00.000-02:00</published><updated>2010-10-18T07:55:11.576-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;TIM-TIM!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccffff;"&gt;Se você é do tipo que não fica um instante sem meter as pontas dos dedos numa maquininha (celular, laptop, game, teclados vários etc.); que é incapaz de pensar com seus botões; observar atentamente as pessoas e seu entorno; imaginar à toa; divagar; delirar na espuma de sua própria intimidade, então seu negócio é ação, agito. Uma pessoa moderna e dinâmica. Certamente é alguém que costuma se entediar nos feriadões. Pegar um livro? Ah, não. Você usa Kindle. Escrever uma carta? Nem pensar; correio, fila... que preguiça! Você usa Orkut, Facebook, MSN. Acontece que foi você que se impôs uma experiência: passar uns dias desplugada(o). Tome como uma pilhéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai, portanto, aqui uma dica: lembre-se de alguma coisa que não possa estar à vista, que seja remota, e comece a procurar pela casa. Prepare-se, porque dá trabalho e toma um tempão, mas tem uma grande vantagem: você acaba encontrando coisas que já dava por perdidas. Quem sabe um walkman e um radinho de pilha em perfeito estado. Foram sua alegria em outros tempos. Umas fotos, naqueles disquetes (suas novas maquininhas não os aceitam mais), das férias felizes de sua infância. Ah, se estivessem em papel... É uma viagem. Depois, é arrumar a bagunça. Ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminadas as operações e o tédio voltando, lembre-se: você está mais perto do fim do tormento e próximo(a) da felicidade em voltar à escravidão do trabalho assalariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como também sou assalariado e o feriado é nacional, estamos na mesma. Façamos um brinde à cruz diária e aos caraminguás. Os copos estão vazios. É assim mesmo: fim de mês, dívidas, muito além do vermelho... Tim-Tim!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6821800963652341664?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6821800963652341664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6821800963652341664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6821800963652341664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6821800963652341664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/10/tim-tim-se-voce-e-do-tipo-que-nao-fica.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6387993527716071941</id><published>2010-10-13T07:11:00.001-03:00</published><updated>2010-10-13T08:03:41.296-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;A PATOLOGIA DA OBSESSÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cccccc;"&gt;Todas as obsessões mantêm um traço comum: nascem de um vazio que busca preencher-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A substância que elimina esse "buraco" tem natureza e origem simplificadas. É meramente funcional. O sucesso da empreitada é que são elas. O terreno cede com o tempo e é preciso socá-lo e acrescentar mais. É interminável, mas, por algum rolar de tempo, dá a impressão que cumpriu o propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa impressão produz o alarde de sucesso. A coisa se espalha e alimenta adesões. Todos os humanos vazios (todos nós afinal) que aderem passam a adotar os procedimentos infindáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para "buracos" diferentes, substâncias diferentes. Proliferam-se dietas variadas, seitas plurais; às vezes, conflitantes. Está armada a confusão, que é proverbial na história humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conviver com o vazio e conformar-se com sua impossível superação - ou simplesmente ignorá-lo - pode ser perigoso. Quem o faz passa a ser visto como um cisne azul. Um sem-lugar. Um "buraco" inoportuno. Deve ser preenchido ou eliminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filósofo austríaco, Karl Popper, em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A sociedade aberta e seus inimigos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, já alertava: “Se não estivermos preparados para defendermos uma sociedade tolerante contra o ataque da intolerante, então a tolerante será destruída, e com ela a tolerância”. Faça a analogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proselitismo e conversão armam-se para a tarefa. A tal caça a fiéis novatos. Seguem procedimentos de iniciação; batismo ou trote, por exemplo. Salvar as almas perdidas; engordar a nossa tribo. Dá no mesmo. Na retaguarda, a eliminação está a postos. Note: eliminar aqui tem como objeto não o vazio, mas seu detentor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "buracos"? Estes vão continuar sempre aqui, aí, ali e acolá. Ração de obsessivos e condição inescapável para os céticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é o torcedor ou religioso fanático; o glutão, o drogado, o consumidor conspícuo, o torturado de paixão, o antitabagista feroz, o homofóbico etc. A maioria sempre enturmada, em grupo. Esta praga. No caso do primeiro, o embate esportivo lhe serve como simulacro de uma vida plena de emoções e sentido (por algumas horas), que não existem em seu cotidiano, regado à bruta repetição e alienação. Há de viver socando o "buraco" que sempre cede. "Bateu? Levou!", "Levar vantagem em todas", "Meu pirão primeiro", o outro é o otário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fanático religioso apega-se com unhas e dentes (ressentimento e inveja) a um conjunto de idéias preexistentes que ordena o mundo e vida. Dá-lhe coerência. Forma-se o sentido. "Viver pra quê? Ah, já sei. Estou feliz e apaziguado agora". Tem a convicção de que livrou-se de um medo ancestral - incapaz que é de explicar o sentido das coisas do mundo ou resignar-se com sua ausência e mistérios. Por isso esse esparramado de cooptações e adesões a um edifício que lhe é dado pronto. A religião, o time do coração, minha amada, idolatrada... Por isso também as demarcações maniqueístas de contornos acentuados: deus e o diabo, o bem e o mal, o certo e o errado, a culpa e o perdão, por aí vai. Essas demarcações controlam corpo e consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo agora preto e branco, ele está a salvo. Os diferentes matizes de cinzas, as nuances e diferenças o confundem, desestabilizam-no, atrapalham. Entretanto, não se encontrou, apenas vive pendurado num comboio de conceitos e valores que o mantém em constante autoilusão. "Buraco" vazio, "buraco" cheio; nesta marcha inexorável até a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre o mesmo com o dependente químico (oh, expressão boba! Qualquer ser vivo é dependente químico - ele não existe no vácuo). Muitos agem assim: agarram-se obsessivamente, não poderia ser diferente, a um determinado culto religioso (aqui, há uma troca de objeto da obsessão). Deixa de ser usuário de uma espécie de substância e passa a ser usuário de qualquer seita que o conforte. E segue doente, uma vez que não atingiu o âmago de seus problemas - o vazio que o aflige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgando ter controlado a si mesmo, passa, então, a controlar o que está a sua volta. Como missão, lhe cabe oferecer ao outro o "bem" que lhe foi oferecido. A vida passa a ser vista como uma guerra santa em que ele figura como o vencedor, o justiceiro, porta-voz do supremo juiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desdobramento disso é a formação de manadas (torcidas organizadas, &lt;em&gt;talebans&lt;/em&gt;, alcoólicos anônimos, &lt;em&gt;Opus Dei&lt;/em&gt;, católicos carismáticos, clube de fãs, grupos de controle de peso, partidos políticos etc.) convencidas de possuírem a graça da verdade revelada. Aí, vestem a farda e tornam-se militantes. Os torturados de paixão, recentemente e com muita frequência, têm matado o objeto de sua paixão (inconformado com a perda) e, em seguida, se matam. Cuidado! Estes são muito perigosos, agem sozinhos. Mas são pano grosso para minha agulha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver as manadas por aí, algo muito fácil, você tem quatro alternativas: aderir; atravessar a rua; sumir do mapa ou tornar-se invisível. A comida está na mesa, sirva-se à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como antes me servi de Popper, pensador liberal, concluo servindo-me de outro; agora, um letão que se fez inglês, Isaiah Berlin: “Poucas coisas têm sido mais prejudiciais que a crença por parte de indivíduos ou grupos (ou tribos ou Estados ou nações ou igrejas) em que ele, ela ou eles detêm a posse isolada da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialmente em relação a como viver, o que ser e fazer – e de que aqueles que divergem deles não apenas estão equivocados como são maus ou loucos e precisam ser freados ou suprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma arrogância terrível e perigosa acreditar que você, e você apenas, tem razão; que possui um olho mágico que enxerga a verdade e que outras pessoas não podem estar certas se discordam disso”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6387993527716071941?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6387993527716071941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6387993527716071941&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6387993527716071941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6387993527716071941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/10/patologia-da-obsessao-todas-as.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-8122921948643235488</id><published>2010-10-08T07:46:00.002-03:00</published><updated>2010-10-08T09:56:57.626-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;COISA NENHUMA!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As nuvens se desmascaram em chuva&lt;br /&gt;E as águas vazam&lt;br /&gt;Sobre poeiras, fuligens&lt;br /&gt;E fumaças várias,&lt;br /&gt;Que vão adormecer sobre o plano&lt;br /&gt;Do chão.&lt;br /&gt;Coisas depois,&lt;br /&gt;Os ventos, aragens e a brasa brilhante&lt;br /&gt;Encarregam-se de fazer&lt;br /&gt;Vazar para cima,&lt;br /&gt;À altura dos pulmões e narinas,&lt;br /&gt;O que agora jazia&lt;br /&gt;Na cama do piso.&lt;br /&gt;Coisas depois,&lt;br /&gt;Segue indiferente o azul,&lt;br /&gt;Sertanejo da Cunha,&lt;br /&gt;À frente da inexorável marcha&lt;br /&gt;De novas nuvens&lt;br /&gt;No céu imundo de sempre.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-8122921948643235488?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/8122921948643235488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=8122921948643235488&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/8122921948643235488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/8122921948643235488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/10/coisa-nenhuma-as-nuvens-se-desmascaram.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-7127575703829821989</id><published>2010-08-27T07:45:00.001-03:00</published><updated>2010-08-27T07:48:57.032-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;O MERO E FORMIDÁVEL PRAZER DE LER&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/THeXobhcSSI/AAAAAAAAAHU/aehg9AXP644/s1600/2%23.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510039389949675810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/THeXobhcSSI/AAAAAAAAAHU/aehg9AXP644/s320/2%23.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-7127575703829821989?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/7127575703829821989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=7127575703829821989&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7127575703829821989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/7127575703829821989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/08/o-mero-e-formidavel-prazer-de-ler.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/THeXobhcSSI/AAAAAAAAAHU/aehg9AXP644/s72-c/2%23.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6305558286554115760</id><published>2010-08-27T07:34:00.001-03:00</published><updated>2010-08-27T07:45:06.681-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;COMEÇAR DE NOVO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/THeWj8Vj7SI/AAAAAAAAAHM/ZFVwcyrjEqw/s1600/1%23.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510038213347241250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/THeWj8Vj7SI/AAAAAAAAAHM/ZFVwcyrjEqw/s320/1%23.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6305558286554115760?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6305558286554115760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6305558286554115760&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6305558286554115760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6305558286554115760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/08/comecar-de-novo.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/THeWj8Vj7SI/AAAAAAAAAHM/ZFVwcyrjEqw/s72-c/1%23.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-2316285812679509071</id><published>2010-08-25T06:48:00.002-03:00</published><updated>2010-08-25T06:56:17.630-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ALMA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Há meses atrás, escrevi aqui sobre um clipes que permaneceu por uns bons dez dias na mesma posição, na calçada onde martelava meus sapatos todos os dias, ao caminhar para o trabalho. Fascinava-me sua imobilidade no mundo moderno, movente e perniciosamente veloz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho, na passagem rotineira por Salvador, encontrei-me com uma borrachinha, permanecida por uma semana no mesmo lugar, na mesma calçada, na mesma posição. Ali martelava chinelos de dedo. Agora, agosto, encontro outra dessas figuras bizarras, um cabide minúsculo, desses que guardam pares de meias em gôndolas do comércio. Na calçada, onde, de novo, martelo sapatos. Curiosamente, substituindo o clipes de outras jornadas, no mesmo lugar. Está lá há uma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas coisas me fazem pensar que os objetos têm alma. Penso nisso faz tempo; mormente quando observo todos as coisas que me cercam nesse minúsculo apartamento que habito sozinho, de forma intermitente, há anos. Onde entra a alma, melhor, a teoria da alma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que a alma não se estabelece no objeto, mas no observador, o observado é que nos a rouba por instantes ou por muito tempo, como os ícones que permanecem por anos sobre nossos móveis. O mesmo serve para eletrodomésticos: quando um quebra, outros se arrebentam em solidariedade. As moedas quando caem de nossas mãos buscam os&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;lugares mais recônditos; sob o sofá, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a alma habita o observador, ao sermos observados, não mais temos alma, mas a tem quem nos observa. A alma é migrante; nunca está, ninguém a carrega. De certa forma, ela não existe por si. E prossigo cético, vagando pelas ruas. Observando e sendo observado. Quem muito observa, empresta a alma; quem muito gosta de ser observado é um pobre ladrão de almas fugidias. Reduz-se à condição de clipes, borrachinha e cabide de meias. Como o trapezista que se exibe. Sem rede de proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criar teorias assim tem seu encanto: nasce do pensar vagabundo. Algo formidável que as pessoas parecem estar perdendo enquanto operam todo tipo de maquininhas a todo instante. Quem já caminhou num pasto pôde notar que os bois são grandes observadores – perdedores de alma, como os bem-te-vis que os acompanham. Ali, todos - inclusive nós- observam todos. E aí? onde ficam as almas? Não ficam, permanecem na suspensão da inexistência. E, sem sombra de dúvida, os embutidos que nos enchem a barriga são o cemitério delas. Por favor, não confundam morte com inexistência. E, desde já, adianto: não sou vegetariano e muito menos místico. Agora, vocês já estão autorizados a ligarem seus &lt;em&gt;smart-phones&lt;/em&gt;. Pobres são as almas e mais ainda aqueles que já não sabem brincar com elas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-2316285812679509071?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/2316285812679509071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=2316285812679509071&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2316285812679509071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2316285812679509071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/08/alma-ha-meses-atras-escrevi-aqui-sobre.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6933562408098084957</id><published>2010-06-30T06:37:00.000-03:00</published><updated>2010-06-30T06:38:49.314-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;NÃO VOU&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Voltar me enfada.&lt;br /&gt;Se vou,&lt;br /&gt;É como se não fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar de fato,&lt;br /&gt;A que conta,&lt;br /&gt;É desaparecer;&lt;br /&gt;Não deixar rastros&lt;br /&gt;Nem narrativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As que supõem retorno,&lt;br /&gt;Histórias e fotos&lt;br /&gt;Não são viagens de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfazem o que teria&lt;br /&gt;Sido.&lt;br /&gt;Assim, para que&lt;br /&gt;Ter um quê?&lt;br /&gt;Que se desmancha&lt;br /&gt;Como vida que surge&lt;br /&gt;Apenas como ensaio&lt;br /&gt;De não-ser.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;                      &lt;br /&gt;                                                &lt;em&gt; julho de 2010&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6933562408098084957?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6933562408098084957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6933562408098084957&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6933562408098084957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6933562408098084957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/06/nao-vou-voltar-me-enfada.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5862569038153702208</id><published>2010-06-28T07:26:00.002-03:00</published><updated>2010-06-28T07:34:10.785-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;ESTRANHAMENTE FAMILIAR&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:#333333;"&gt;"Aquele foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos, foi a idade da razão, a idade da insensatez, a época da crença, a época da incredulidade, a estação da Luz, a estação das Trevas, [...] tínhamos tudo diante de nós, não tínhamos nada diante de nós". &lt;em&gt;in &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;&lt;strong&gt;Um conto de duas cidades&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(1859) - &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;C. Dickens&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5862569038153702208?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5862569038153702208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5862569038153702208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5862569038153702208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5862569038153702208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/06/estranhamente-familiar-aquele-foi-o.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6441379775247797130</id><published>2010-06-04T08:28:00.003-03:00</published><updated>2010-06-30T14:45:43.406-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc33;"&gt;O QUE ME ESPERA II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TAjjzbtJPYI/AAAAAAAAAG0/HmT9qCGuQ-U/s1600/ITALIA+HOMEM+NA+RUA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478879419446148482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 241px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TAjjzbtJPYI/AAAAAAAAAG0/HmT9qCGuQ-U/s320/ITALIA+HOMEM+NA+RUA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffcc00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6441379775247797130?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6441379775247797130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6441379775247797130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6441379775247797130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6441379775247797130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/06/o-que-espera-ii.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TAjjzbtJPYI/AAAAAAAAAG0/HmT9qCGuQ-U/s72-c/ITALIA+HOMEM+NA+RUA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1129649424590755188</id><published>2010-06-04T07:55:00.001-03:00</published><updated>2010-06-04T08:23:19.455-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TAjh_T4oYXI/AAAAAAAAAGs/g4wB0rBCTQc/s1600/palerme_italy_1971.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478877424482017650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TAjh_T4oYXI/AAAAAAAAAGs/g4wB0rBCTQc/s320/palerme_italy_1971.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;O QUE ME ESPERA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:180%;color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1129649424590755188?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1129649424590755188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1129649424590755188&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1129649424590755188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1129649424590755188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/06/o-que-me-espera.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/TAjh_T4oYXI/AAAAAAAAAGs/g4wB0rBCTQc/s72-c/palerme_italy_1971.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-8772711567821324223</id><published>2010-06-04T06:43:00.001-03:00</published><updated>2010-06-04T06:59:28.587-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;DEVER CUMPRIDO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;HISTÓRIA Nº 1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mês passado, estando em dívida com uma operadora de telefonia (coisa nada difícil), propus uma negociação que logo foi aceita. O montante foi parcelado e a data limite para a quitação da primeira parcela será 9 de junho. Como hoje é 2 de junho, o prazo para pagamento não se esvaiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 4 e pouco da madrugada, tentei conexão com meu provedor e operadora, descobri que minha linha estava bloqueada. Não acreditei e tentei contato com a empresa. Nada. Mais tarde, no fim da manhã, consegui. Explicaram-me que funciona assim mesmo. Apalermei-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive de resignar-me com o seguinte: só mediante o pagamento da primeira parcela, teria minha linha restabelecida. Se o boleto não chegar pelo correio em tempo hábil, é possível pegá-lo na &lt;em&gt;Internet&lt;/em&gt;. Note: eles também cortaram meu acesso à &lt;em&gt;Web&lt;/em&gt;. A operadora tem um &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; para isso. É “muderna”. Repito: prazo para isso, não-expirado. Concluo: sou punido por descumprimento de contrato antes de fazê-lo, ou seja, sou punido, porque “acham” que não vou cumpri-lo. Assim, eles se previnem. Atacam logo – algo parecido com o que Israel fez aos militantes humanitários em águas internacionais. Não pergunte, atire primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fico delirando à luz do dia, sem febre, sóbrio, bem alimentado, descansado e bem dormido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caymi caminhava distraidamente por uma calçada, pensando na morte da bezerra (seu lazer predileto); mal sabia que já era observado por um policial bastante cioso de seus deveres, como logo saberia. Interpelado, ouviu:&lt;br /&gt;_ Identifique-se!&lt;br /&gt;_ Que foi, seu guarda?&lt;br /&gt;_ Seu nome.&lt;br /&gt;_ Caymi dos Santos Oliveira. Caymi é por conta de meu pai, que amava o baiano.&lt;br /&gt;_ Tem família? Sua carteira de identidade.&lt;br /&gt;_ Tenho.&lt;br /&gt;_ É filho único?&lt;br /&gt;_ Não. Tenho um irmão.&lt;br /&gt;_ Nome.&lt;br /&gt;_Abel. É por conta da religiosidade de minha mãe.&lt;br /&gt;_ Ah, entendi. Caim e Abel. Está preso!&lt;br /&gt;_ (!!!)Mas o que eu fiz?Por quê?!&lt;br /&gt;_ Não banque o esperto. Daqui a dois meses, você mata seu irmão.&lt;br /&gt;_ Enlouqueci?!&lt;br /&gt;_ Está escrito no Livro. A &lt;strong&gt;Bíblia&lt;/strong&gt; anda sempre comigo. Não mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá foram os dois para a delegacia. Um algemado ao outro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;HISTÓRIA Nº 2&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dezembro, num ano longínquo, uma cena inusitada:&lt;br /&gt;Em meio à multidão, o prefeito em pessoa jogava latas, garrafas e papéis pela calçada; entulho que se somava ao que ali já estava. Em seguida, recolhia tudo e depositava num grande saco. Depois de ter “detonado” as lixeiras que encontrou pelo caminho, claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgando-o maluco, um policial, intrigado, aproximou-se e lançou a pergunta inevitável:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Que maluquice é essa?! Quem é o senhor?&lt;br /&gt;_ Ué?! Não reconhece? Sou o prefeito ora.&lt;br /&gt;_ Vai contar essa “cascata” na delegacia. Você quebra as lixeiras, suja o passeio e, depois, limpa tudo. Quer me explicar o motivo dessa estupidez?&lt;br /&gt;_É o seguinte, policial: se eu disser por aí que a população é mal-educada, vão me acusar de insensível, autoritário, omisso e todo o resto. E, aí, não ganho eleição nunca mais. Assim, o vândalo e porco sou eu mesmo. Os munícipes não poderão ser acusados das duas coisas. E mais: ninguém poderá dizer que não faço a minha parte. Olhe pra trás, está tudo limpinho. Uma beleza! Olhe ali, um funcionário me acompanha. Ele troca as lixeiras.&lt;br /&gt;_ Os garis existem pra quê?!&lt;br /&gt;_ O exemplo vem de cima! É pedagógico. Captou a mensagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confuso, o guarda ficou mudo e parado uns instantes. O suficiente para que o prefeito se preparasse para dar seguimento a seus propósitos-cidadão. Mas ele não estava alerta para brincar de hospício. Ainda matutando, levou a mão ao bolso, puxou o cigarro, o isqueiro, mas, antes que fizesse fogo e desse a primeira baforada, foi logo ouvindo:&lt;br /&gt;_ O senhor está preso!&lt;br /&gt;_ Quê?!&lt;br /&gt;_ É proibido fumar embaixo de marquises nas vias públicas! Só a céu aberto. Não conhece as leis? Tudo, menos fumo passivo! Se o senhor quer se matar, é livre pra isso; mas não destrua a vida dos munícipes sadios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito para as autoridades, que foram logo saindo na porrada. E lá foram os dois para a delegacia, seguidos por outro guarda atento. Um algemado ao outro. Desde então, o poder público, a população e as ruas continuam como a gente sabe.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;HISTÓRIA Nº 3&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O professor que tem condições físicas e psicológicas para dar aulas, e o fez e faz, se aposenta com 30 anos de serviços prestados e comprovados. A professora, 25.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor que não as tem, em razão de doença crônica (adquirida no curso de sua carreira), se não está inválido, , portanto trabalha na escola, fora da sala de aula, exercendo atividades de outra natureza, vai se aposentar depois de 35 anos de efetivo exercício e contribuição. A professora, depois de 30. Mesmo doentes, são obrigados a trabalhar mais cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa funciona assim: a deficiência física ou mental, verificada por peritos do serviço público, após a conferência do laudo médico particular apresentado pelo(a) enfermo(a), afastam o (a) profissional da regência de aulas e determinam a natureza de suas novas funções na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma que são punidos duplamente: pelo sofrimento que a doença lhes provoca (“destino, pô!” ou “se se cuidasse, não tava nessa, meu!”) e pelo poder público, que os abriga a mais cinco anos de contribuição e trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém toca, publicamente, nesse assunto. Se o(a) profissional o fizer, será, mais uma vez, punido(a). Funcionário(a) público(a) paulista é proibido(a) de dar declarações ou entrevistas a órgãos de comunicação, a não ser que esteja devidamente autorizado(a) pela secretaria para a qual presta serviços. É chamada de “Lei da Mordaça”. A Assembléia Legislativa tentou acabar com essa barbaridade, o Executivo tratou de vetar. Funcionário público não fala e pronto. E não se fala mais nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me vem à lembrança:&lt;br /&gt;“(...) Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste.” Burro ingrato! Vai trabalhar, vagabundo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-8772711567821324223?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/8772711567821324223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=8772711567821324223&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/8772711567821324223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/8772711567821324223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/06/dever-cumprido-historia-n-1-no-mes.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6913473104007150879</id><published>2010-06-01T07:34:00.004-03:00</published><updated>2010-06-01T08:09:42.436-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;ASSIM É QUE...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;[Tomando de empréstimo e parodiando cenas narradas por um cronista de rádio de cujo nome me esqueço agora.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Num boteco de nossos tristes tempos&lt;/span&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;_ Oh, Giba, Nando e Zé, vocês poderiam parar de olhar pra TV, desligar o celular e tirar o MP3 das orelhas? um instante só? É que gostaria, se possível, de apresentar estes amigos que beberam cerveja com a gente, a noite toda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;De um chefe do crime organizado:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;_  Não me chamem de criminoso; não é exato, pelo menos com a conotação negativa que vocês querem dar à palavra. Explico: criminosos somos todos; o que eu não sei é o que leva tantas pessoas a praticar ilícitos de todo tipo. Há tantas maneiras de cometê-los, seguindo, rigorosamente, as leis vigentes. Os Planos de Saúde, o Crédito ao Consumo, o Regime Tributário, os Bancos que administram os cartões de crédito e cheques especiais estão aí pra não me desmentir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6913473104007150879?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6913473104007150879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6913473104007150879&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6913473104007150879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6913473104007150879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/06/assim-e-que.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3616173777920234238</id><published>2010-05-26T07:06:00.002-03:00</published><updated>2010-05-26T07:23:08.580-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ALGO ASSIM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A casa, toda ela. Em seu interior, cada um dos membros do par de sapatos se recusava a manter-se paralelamente sobre o piso frio que se estendia três metros para cada lado. No direito, a porta desmanchava-se em pó, por arte dos cupins. Ele amontoava-se no limite que separava o piso do assoalho desbotado pelo lençol de água que penetrava, insidioso, a sala por sob a porta de entrada, envolta por um umbral, também ele dissolvendo-se por cupins. Entretanto, o pó era depositado no corredor externo, formado por um piso também frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apartamento - chamado, em certas ocasiões, de casa - anunciava seu fim ao par abandonado e teimoso de calçados. A presença humana, há muito, deixara sua marca ali. Ela, por nunca ter sido narrada ou pronunciada, pode ser admitida como inexistente. Pouco importa no frigir das sardinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teimosia é que assinalava o fluir do tempo. Um tempo que não servia como medida de movimento. Apenas mera companhia do silêncio que a tudo dominava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabiamente, os cupins largavam vestígios de seu incansável e oculto labor de maneira aleatória. Constituíam presença intermitente. &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;Evanescência&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;talvez seja a melhor palavra para o que aludia a uma improvável existência - os montinhos de pó gostavam de se ausentar em certas longas épocas, quando então a casa, ela toda, volatilizava-se. Muda e impenetrável. Definitivamente, plena do vazio de si. E de mais não carecia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3616173777920234238?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3616173777920234238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3616173777920234238&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3616173777920234238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3616173777920234238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/05/algo-assim-casa-toda-ela.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-4995639628525156479</id><published>2010-05-17T06:53:00.003-03:00</published><updated>2010-05-17T07:25:11.697-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"NÓS, CAMINHANTES ALFABETIZADOS, SOMOS &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TOLOS &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NUM PAÍS ESTRANGEIRO"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;1. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Martírios de pedestres&lt;/span&gt;: são afixados em pequenos postes, ao lado das raras faixas de pedestres visíveis, um botão verde. Os tolos imaginam que o fluxo de veículos será interrompido tão logo ele seja acionado, ou algum tempo depois. Ocorre que é mera fantasia - a Companhia de Engenharia de Tráfego engana cinicamente os caminhantes. Estão sempre desligados. Em São Paulo, assim como em muitas outras cidades, o poder público ri dos contribuintes. Pedestres são invisíveis. Para os motoristas, somos &lt;em&gt;galinhas&lt;/em&gt; atrapalhando o trânsito. O caos se instala e ninguém respeita ninguém. Educação para a cidadania é uma coisa nojenta vendida pelo governo de turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Martírios de pedestres&lt;/span&gt;: como, em São Paulo, praticamente não há ciclovias, os ciclistas usam as calçadas. Não usam sinalização sonora para avisar que estão próximos. Devem achar &lt;em&gt;brega&lt;/em&gt;. E andam em velocidade incompatível. Vocês reclamam e eles fazem gestos obscenos ou xingam. Pouco importa: o que eles falam, em qualquer circunstância, não é língua portuguesa. E se julgam &lt;em&gt;eco-corretos&lt;/em&gt;. Não têm urbanidade, são uns imbecis pedalando irresponsavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Martírios de pedestres&lt;/span&gt;: as empresas soltam as &lt;em&gt;manadas de escravos&lt;/em&gt; em magotes para o horário de almoço. As seções saem agrupadas, falando pelos cotovelos ou aglutinadas aos respectivos e malditos celulares, e tomam toda a calçada; são incapazes de abrir um espaço para os transeuntes que avançam em sentido inverso. Vocês que ponham suas vidas em risco e vão caminhar entre os carros. São os soldados uniformizados (todos de pretinho e crachás) das gestões corporativas. Fome e vale-refeição. Pedestres sem urbanidade atropelando pedestres. Argh! Também não falam a língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Martírios de pedestres&lt;/span&gt;: o que todo mundo sabe. Não há uma calçada que mereça esse nome. É uma sequência de buracos e desníveis. Há a profusão de cocôs deixados pela cachorrada das mulheres solitárias (aquelas que chamam o animal de “meu filhinho” e dão nome próprio humano), não usam o saquinho higiênico, ou carregam, mas não dão utilidade. Abaixar-se para recolher fezes não é coisa para uma “dama” (vestida de casaco &lt;em&gt;pink&lt;/em&gt;, tênis de palhaço e calça &lt;em&gt;jeans&lt;/em&gt; – o uniforme).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, um em cada cem motoristas respeita as faixas de pedestre. E mais: pensam que o pisca-pisca só deve ser utilizado para outros motoristas (só eles existem). Indicar, por exemplo, que fará uma conversão à direita a fim de que os pedestres saibam se devem ou não avançar, nem pensar. O Código Nacional de Trânsito é uma ficção. Os pedestres devem ser adivinhos. E não devem reclamar, sob pena de ouvir algo que não é língua portuguesa. Quanto às calçadas, tomei uma decisão: comprei um par de sapatos usado pelos operários da construção civil. É o único que resiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Martírios de pedestres&lt;/span&gt;: nas proximidades de pontos de ônibus, eles devem permanecer bastante atentos. O que há ali é um aterro sanitário, um lixão. Comem de tudo, e restos, embalagens, sobras vão para o chão. As empresas responsáveis pela limpeza pública cuidam apenas das sarjetas. Não deixam espaço algum para os transeuntes, vocês que circulem pela rua. Muita falação e nada de língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Martírios de pedestres&lt;/span&gt;: domingo no Parque da Água Branca; muitas famílias e crianças pedestres saindo no fim da tarde. O semáforo para eles (só pra eles) estava em amarelo-alerta, intermitente. Os outros, para os motoristas, funcionavam normalmente. Pois é, no semáforo para os pedestres, os condutores de veículos aceleravam alegremente e o povo corria como cães e galinhas para não serem atropelados. Ninguém (pedestres e motoristas) falava a língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Martírios de todos em metrópoles&lt;/span&gt;: proibam os automóveis e fumem à vontade, se for o caso, evidentemente nos lugares arejados, como manda a boa educação – lei pra quê?! E comam de tudo. Ah, tranquem os médicos em presídios de segurança máxima (aqueles pobres jovens formados nas &lt;em&gt;Unilixos&lt;/em&gt; que estão em toda parte). Só enxergam doenças (não fazem nada sem &lt;em&gt;bateladas&lt;/em&gt; de exames) e ignoram os doentes, estes que são os especialistas no próprio corpo. Nem olham pra vocês. O saber parece ter se reduzido a um gráfico estatístico, que, de vez em quando, muda. Tudo é quantificado, a análise qualitativa não mais existe. Não sabem. E tudo fica “medicalizado”. E quando vêm com esses clichês da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;autoestima&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;qualidade de vida&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, chamem a "polícia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destruam todas as televisões dos botecos para que as pessoas voltem a conversar. Boteco é pra levar um &lt;em&gt;lero&lt;/em&gt;, jogar conversa fora, livrar-se do tormento da vida cotidiana. Os otários ficam ali de boca aberta, fixados no monitor – de &lt;em&gt;gosmas de sofá&lt;/em&gt;, tornaram-se&lt;em&gt; burros de banquetas&lt;/em&gt;. Não há língua portuguesa, porque não falam; respiram pela boca. Pensar? Ora, que extravagância!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destruam as corporações e seus regimes cruéis de trabalho e administração. Os regimes de trabalho não dignificam o homem, mas o brutalizam. O pecado original foi bem apenado: o suor de seu rosto e a dor de seu corpo é sua maldição. Engula até o fim de seus dias com sua miserável aposentadoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, a língua é minha pátria - como já foi escrito. Meu país, minha casa. Quer paz? Desliguem o telefone (o fixo e, principalmente, o celular), os &lt;em&gt;sites&lt;/em&gt; de relacionamento, o &lt;strong&gt;MP4&lt;/strong&gt;, não leiam as páginas políticas dos jornais, nem as de esporte (eles também atropelam – eleições, Copa do Mundo, Olimpíadas, Argh!); pensem com seu botões, não liguem maquininhas, mergulhem em sua &lt;em&gt;vida interior&lt;/em&gt;, como se dizia no passado (se é que você se suporta), leiam também aqueles de quem discordam, não vistam uniformes, não andem em &lt;em&gt;tribos&lt;/em&gt; (grupos são veneno), preservem suas boas amizades, cuidem do jardim ou de suas plantas, observem os animais em seu &lt;em&gt;habitat&lt;/em&gt; e libertem-nos de seus apartamentos. Tratem qualquer um com elegância, cortesia e urbanidade. Ignorem meus conselhos, porque são conselhos. Duvidem, desconfiem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parem de correr com seu &lt;em&gt;fitness-fashion&lt;/em&gt; como ratos de laboratório para serem melhores escravos. O Brasil que se dane! Não sinto nenhum orgulho, mas o que vejo aqui me enerva, para não dizer que me é muito penoso. Quem já viu grupo de brasileiros em país estrangeiro, entende o que digo. A organização do esculacho é uma quimera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um mundo sem passaportes, vistos de entrada e fronteiras; ah, empurrem os governos para o abismo, inclusive o de ocasião, uma fraude, (saibam que está faltando mão de obra para a agricultura, bolsa-família é bem melhor – e fazer filhos, muito lucrativo). Também quimeras. Não se iludam, o ser humano não dá certo. Como anda a coisa, sugiro chuva torrencial de gasolina e fósforo aceso. Esta a mudança climática e o aquecimento global desejáveis! Obrigado pela atenção, um abraço, com toda minha raiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-4995639628525156479?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/4995639628525156479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=4995639628525156479&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4995639628525156479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/4995639628525156479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/05/nos-caminhantes-alfabetizados-somos.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-8155911842661792246</id><published>2010-04-16T12:10:00.003-03:00</published><updated>2010-04-16T12:27:49.866-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;PUTREFAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Se quer mesmo subir um degrau, guarde algumas gotas de sua mais nefasta substância. Seus ressentimentos, invejas, ciúmes; todas as suas vilanias pouco lhe servirão. Interessa agora suas ações virtuosas que passaram incólumes por todos esses anos: as caridades públicas, generosidades privadas, abnegação, afetuosidade desinteressada; estas, sim, servem à fusão com aquela substância. É preciso vinagre, esqueça o vinho. Não há santa comunhão em vista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;Só aí então entregue-se ao mais torpe dos gestos - o que você jamais imaginou em sua proverbial covardia: dispa-se e deixe-se ficar no leito do assassino de seus filhos, de seu mais dileto amigo, de sua família, de seu jardim, de seu cão. Você doará, portanto, o justo merecimento: um perdão purificador, o que não teve em vida. Destitua-se de seus sonhos pueris que lhe criaram esta fisionomia de buquê de rosas brancas. Morra pouco a pouco, dia a dia, em paz, com a vergonha da qual nunca se viu livre. Nem quis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-8155911842661792246?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/8155911842661792246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=8155911842661792246&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/8155911842661792246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/8155911842661792246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/04/putrefacao-se-quer-mesmo-subir-um.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5475738086639570780</id><published>2010-04-15T15:36:00.005-03:00</published><updated>2010-04-16T09:57:25.608-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;UM DIA MEMORÁVEL&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Às seis horas da manhã de uma quinta-feira, desce, por uma movimentada avenida, a caminho do trabalho, um respeitável senhor de meia idade, modos educados e muito bem ajambrado. Pedestre convicto de seu meio, diríamos, natural de transporte. É bem verdade que em franco desprestígio e sofrendo enorme desrespeito das autoridades públicas e das gentes em geral. O que, antes de causar-lhe pesar, provoca é desmedida revolta e acentuada raiva. Isto sim é que o deixa infeliz. Gosta de assobiar baixinho um colar de canções de sua juventude enquanto desfruta da fresca brisa matutina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Assim é que viu uma viatura policial, sobre a calçada, a bloquear seus passos, perpendicular à pista de rolamento dos veículos motorizados. Para seguir em frente, precisaria disputar espaço com automóveis, motocicletas, caminhões e colocar sua vida em risco. Não teve dúvidas: apotentou-se todo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;dirigiu-se ao policial e passou-lhe um baita pito, tendo, antes, dado uma aula de civilidade sobre a principal função daquele agente público: garantir sobretudo a segurança da população. Tudo em escorreito linguajar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Naquele dia, faltou ao trabalho. Passou o resto das horas na cadeia. Para aprender que, com autoridade, abana-se a carteira e abaixa-se o rabo. No mais completo silêncio. Ora, onde já se viu?!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5475738086639570780?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5475738086639570780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5475738086639570780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5475738086639570780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5475738086639570780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/04/um-dia-memoravel-as-seis-horas-da-manha.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6952632555501362915</id><published>2010-04-15T06:36:00.004-03:00</published><updated>2010-04-15T08:28:58.827-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;DEZ BOBAJADAS&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. "ENTRALHAR AS MALHADEIRAS": SIGNIFICA COSTURAR REDES DE PESCA NA AMAZÔNIA, MAS TAMBÉM DILACERAR-SE EM RAIVA AQUI DENTRO DE MIM, SEM RAZÃO APARENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. MINHA CABEÇA ME OBEDECE OU OBEDEÇO À MINHA CABEÇA? COM ESSA ELUCUBRAÇÃO, MERGULHEI PARA DENTRO DA NOITE, SEM NENHUM PINGO DE SONO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O SONHO CONTADO É COMO QUEIJO QUE JÁ VEM RALADO, CUJA AUTENTICIDADE NÃO PODE DEIXAR DE SER SUSPEITA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A MISSA CERTAMENTE É A IMATERIALIDADE QUE SE FAZ RITO E VERBO, PARA MAIS TARDE DESFAZER-SE E, NOVAMENTE, APRESENTAR-SE NÉVOA. NA INFÂNCIA, A GENTE ERA OBRIGADO A NÃO ENTENDER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. OS CACHORROS TÊM, SEM SOMBRA DE DÚVIDA, MUITAS VIRTUDES; MAS UM ÚNICO E LETAL DEFEITO: LATEM. DUAS VEZES COM SERVENTIA; NAS OUTRAS, INTRAGÁVEL GROSELHA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. FUMAR GOSTOSA E DISTRAIDAMENTE UM CIGARRO, TENDO POR RETAGUARDA UMA CRIANÇA TAGARELA E PAU-MANDADO A DIZER "FUMAR FAZ MAL À SAÚDE" FIRMA-ME A CONVICÇÃO DE QUE O REPRESSOR NASCE REPRIMIDO; OU POR OUTRA: O TORTURADOR NASCE TORTURADO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. QUANDO OUÇO UM "EDUCADOR", A DOIS PASSOS DE MIM, DIZER COISAS COMO "HÁ MALES QUE VÊM PRA BEM" OU "O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER", SINTO-ME HONESTAMENTE, NO MAIS FUNDO DE MIM, UM HOMICIDA SEM CULPA E SEM PECADO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. UMA FERVOROSA BUROCRATA DA EDUCAÇÃO É UMA SENHORA DE 150 ANOS E QUILOS, SEMIANALFABETA E CLAUDICANTE, QUE SENTA À MESA E VOCIFERA: "QUERO EXAMINAR, EM PAPEL, A ESCRITURAÇÃO ERRADA!". HÁ UM OUTRO TIPO: CHEGOU DA FRANÇA E AINDA NÃO DESFEZ AS MALAS. VOCIFERA O QUE SOUBE DE ORELHADA, MAS NA TELA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. COM ROUPAS DE GINÁSTICA, CELULAR, &lt;em&gt;IPOD&lt;/em&gt; E SORRISO DE FREIRA, SENTA-SE CANSADA E FELIZ, CHEIA DE AUTOESTIMA E QUALIDADE DE VIDA. POR QUE ESSA GENTE NÃO MORRE OU DESAPARECE LOGO? SERIA PROFILÁTICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. LI EM ALGUM LUGAR ALGO PARECIDO:&lt;br /&gt;- O QUE VOCÊ FAZ PARA CONSERVAR-SE TÃO JOVEM E COM ESSA PELE DE PORCELANA?&lt;br /&gt;- BEBO GIM POUCO A POUCO E SEMPRE. É O QUE FUNCIONA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6952632555501362915?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6952632555501362915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6952632555501362915&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6952632555501362915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6952632555501362915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/04/10-bobajadas-1.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5963621486886315444</id><published>2010-03-17T09:45:00.003-03:00</published><updated>2010-03-19T06:52:53.587-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;TRANSFIGURAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando para o trabalho,  assisti a uma cena banalíssima: um garoto, com um objeto qualquer nas mãos, simulava-se como atirador e mirava um alvo imaginário. A mãe seguia na frente e ele atrás. Fiquei pensando e prossegui assim meus passos pelo início da manhã (6h).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso esse comportamento humano de todas as idades: transcender-se ou "encarnar-se" em outro. Das brincadeiras infantis quando o menino se vê (e se faz) como homem- aranha e a menina como Barbie ou uma princesa qualquer às formas mais sofisticadas e supremas das artes teatral e cinematográfica. O envolvimento do ouvinte, do leitor ou espectador também faz parte desse quadro. Que necessidade será essa? Serve a quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns animais (penso em cachorro) simulam atos agressivos por pura brincadeira. Fingem morder. Chego a pensar que toda brincadeira animal é também simulação, ser um outro; estar numa situação hipotética, virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No homem, vejo dois modos básicos: criar um outro para, nele, projetar-se, "encarnar" ou criar um outro para interação ou interlocução íntimas (mental ou espiritual, como se queira) - aqui incluo todas as religiões. No primeiro modo, penso em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;personagem&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; nas mais diferentes formas de arte e, por certo, nas brincadeiras infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando a palavra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;outro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; com amplo espectro de sentidos, a ação de criar paisagens imaginárias (ou mesmo representá-las por meios gráficos ou pictóricos) poderia muito bem ser incluída num dos dois modos mencionados. Serve à mesma misteriosa necessidade. No limite, entre outras coisas, o homem não passa de um mamífero criador de símiles. E a música? Bem, esta nasceu quando aprendemos a imitar os passarinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então elucubro: não seria a consciência tal como a conhecemos um fenômeno recente no processo evolutivo da espécie? De forma que, ainda não plenamente adaptados a essa condição, nos sentimos prisioneiros de um casulo egótico (Epa!). Daí a necessidade de expandi-la (alucinógenos!), de transcendência (religião), de transfiguração(artes). &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vai saber!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostoso mesmo é ficar assuntando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5963621486886315444?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5963621486886315444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5963621486886315444&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5963621486886315444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5963621486886315444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/03/transfiguracao-caminhando-para-o.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5311354042092642067</id><published>2010-03-17T06:45:00.003-03:00</published><updated>2010-03-17T07:02:37.562-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;PALAVRA, PALAVRINHA, PALAVRÃO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Borboleta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: esta até bate as asas coloridas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Formiga&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: aqui ela se contrai até o pequenino. O [&lt;em&gt;&lt;strong&gt;-ga&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;] é sua bundinha.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bunda&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: esta se arredonda sem constrangimento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Arroto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: retumbante, segue feliz, sem olhar de lado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Azulíneo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: de tão azul, fere a vista.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escarranchar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: esta vive esparramada no sofá.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Malícia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: escorregadia como ela só.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Iracundo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: dorme abraçada com jacaré.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Palavrório&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: fala pelos cotovelos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Boquirroto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: não conte nada pra ela.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cu&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: compacta, só o vento passa de fininho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deslinde&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: esta acha o grão de sal na bagunça da farofa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tapioca&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: esta vem branquinha com o rabo balançante.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Farofa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: já colou no céu da boca.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Há&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: etérea e vaga como a existência.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;É&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: etérea e vaga como a essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas como são, segue-se assim por diante. Agradecidos ficamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5311354042092642067?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5311354042092642067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5311354042092642067&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5311354042092642067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5311354042092642067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/03/palavra-palavrinha-palavrao-repare-bem.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-2481649641896088492</id><published>2010-03-16T06:57:00.004-03:00</published><updated>2010-03-16T07:19:53.178-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;NOTAS AO ACASO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. "Nunca se esqueça de desconfiar" (Stendhal) e de duvidar. A certeza é o pior veneno para o pensamento. Deságua em dogma e aí a burrice se instala. A incerteza absoluta não é água potável - a primeira como a segunda são apenas provisórias. Ao partirem, não deixam as camas arrumadas. Burrice ou insegurança instaladas, não adianta chamar o &lt;strong&gt;Corpo de Bombeiros&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Médicos sem Fronteiras &lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;Cruz Vermelha&lt;/strong&gt;. Duvide disto também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Se bem conservado, um negativo pode durar até 200 anos. E um arquivo de imagem digital quanto pode durar? Uma câmera analógica de 40 anos fotografa muito bem até hoje. O que será de sua câmara digital (e respectivos cartões de memória) daqui a 10 anos? Pense que os computadores pessoais (com os dias contados - &lt;em&gt;cloud-web&lt;/em&gt;)recentes já não trazem dispositivos para leitura dos antigos disquetes. O que será dos livros digitalizados se aqueles em papel não forem preservados? E aí, seu moço?!&lt;br /&gt;Por isso, como bom bovino, mantenha-se em frenética e inútil correria na busca do novo, ao som de &lt;strong&gt;Lady Gaga&lt;/strong&gt;, assistindo ao &lt;strong&gt;Titanic &lt;/strong&gt;em 3D e fazendo muita ginástica na academia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-2481649641896088492?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/2481649641896088492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=2481649641896088492&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2481649641896088492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2481649641896088492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/03/notas-ao-acaso-1.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6778242319072003839</id><published>2010-03-12T06:46:00.009-03:00</published><updated>2010-03-15T09:46:49.516-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;PERPLEXIDADES&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1. Algo esquisito anda me acontecendo. Sinto como se estivesse de mim perdendo a língua portuguesa. Ela que, antes, se acomodava a mim com apreciável conforto - como uma luva de seda, não posso esquecer - em algum momento, hoje, pareceu-me ser o pé direito dos sapatos no pé esquerdo de meus membros inferiores. Algo como acordar e, postado frente ao banheiro, não mais saber a serventia de um chuveiro, um vaso sanitário, uma pia, uma torneira e um espelho. Espelho? A que serve um espelho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;As frases mais banais, aquelas que enunciamos sem nos darmos conta, tal o automatismo, como girar a chave na fechadura, ao sairmos de casa; repentinamente parecem estranhíssimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Esta sensação lembra-me outra: às vezes, contemplo uma mulher belíssima e me vejo na condição de um alienígena: "Que bicho é esse, disforme e bizarro?" Assim é que "Maria comprou laranjas." me sabe a construção frasal incompreensível. Não é um súbito esquecimento do que se soube; não é &lt;em&gt;desaprendizado&lt;/em&gt;; é - sem razão alguma - ver pela primeira vez. &lt;/span&gt;Assim, o fácil se faz complexo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;O que se passa? Já perdi tanta coisa na vida, mas perder a própria e macia língua é das vivências a mais perversa e inefável, que nos atira ao mais impensável abandono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;2. Túmulo é algo que sempre me causou estranheza. Sua fixidez sugere uma fortaleza inamovível, intransponível; uma permanência incontornável a encobrir uma fugacidade também incontornável: a do corpo que se dissolve na terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;O costume de alguns povos que os faz enterrar seus próximos no próprio quintal ou jardim me intriga. Para que isto ocorra é preciso supor que aquele lugar foi e será sempre daqueles sobreviventes que o habitam. A permanência outra vez sobre a impermanência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Imagino algo esdrúxulo: numa situação até então impensável, a família se vê na contingência de vender a propriedade. Como faz? Deixa ou leva os túmulos? Cobra mais ou menos por isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;Mas os túmulos lá estão e lá devem ficar, como também a família. Algo tão diferente da dimensão comercial, presente nos outros pertences e terreno que, a qualquer tempo, podem ser trocados ou vendidos. Você ter seus &lt;em&gt;entes queridos&lt;/em&gt; enterrados em seu próprio quintal deve permitir uma forte sensação de estabilidade que se origina na permanência - pares irmãos. Bem distinta da experiência existencial moderna, que padece do instável e transitório cuja foz é a insignificância de nossa vida mediocrezinha. Não à toa, as metrópoles são o que são: passagens do ninguém ao nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa pra lá. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6778242319072003839?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6778242319072003839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6778242319072003839&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6778242319072003839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6778242319072003839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/03/perplexidades-1.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-2814670758651891213</id><published>2010-03-09T06:41:00.002-03:00</published><updated>2010-03-12T07:27:49.100-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;ENTÃO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;O difícil&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Desmanchamos;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;O fácil&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Vai no bolso.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;E seguimos o caminho,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;Que o dia é longo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;E a vida, breve.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#c0c0c0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#c0c0c0;"&gt;(mantra para pular da cama)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-2814670758651891213?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/2814670758651891213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=2814670758651891213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2814670758651891213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/2814670758651891213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/03/entao-o-dificil-desmanchamos-o-facil.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-3900438560012667676</id><published>2010-01-28T20:12:00.002-02:00</published><updated>2010-01-28T20:26:13.090-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;UM OUTRO RECORTE DE BELEZA&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;De Jorges Luis Borges, em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Outro, o Mesmo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, da Companhia das Letras, 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao Filho&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não sou eu quem te engendra. São os mortos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;São meu pai, o pai dele e os precedentes;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;são os que um longo dédalo de amores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;traçaram desde Adão e dos desertos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;de Caim e de Abel, em certa aurora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;tão antiga que já é mitologia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e chegam, sangue e âmago, a este dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;do futuro, em que te engendro agora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sinto sua multidão. Somos nós dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e os dois, reunidos, somos tu e os próximos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;filhos que engendrarás. Os derradeiros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e os do vermelho Adão. Sou esses outros,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;também. A eternidade está nas coisas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;do tempo, que são formas pressurosas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tradução de Heloisa Jahn&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-3900438560012667676?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/3900438560012667676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=3900438560012667676&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3900438560012667676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/3900438560012667676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/01/um-outro-recorte-de-beleza-de-jorges.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-6497705114717573841</id><published>2010-01-25T19:13:00.000-02:00</published><updated>2010-01-25T19:16:11.771-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;                                ENQUANTO ANOITECE LÁ FORA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lendo um artigo sobre Alain Resnais, tido como o cineasta do tempo e da memória, veio-me à lembrança algumas poucas cenas de O Ano Passado em Marienbad (1961) e Hiroshima, meu Amor (1959).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que esses filmes, bem mais, estão solidamente fixadas a sala quase sempre vazia do Cine Bijou em minhas tardes vadias, a antiga Praça Roosevelt em destruição nos anos 60/70 e a avidez com que devorava livros e filmes. Uma concupiscência por conhecer tudo o que se tinha como importante no “Mundo da Cultura”. Tinha meus 18/20 anos, cabelos compridos, AI-5 e a tralha toda daquele Brasil. Praticava porcamente teatro, desenhava, escrevia, editava uma revista marginal e vigiava o medo. A tal ponto a profusão de palavras e imagens passavam por meus olhos que acabavam misturadas numa sopa indigesta, confusa e indescritível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Cultura” vinha por soma, acréscimo e dissipação. Uma pilha na iminência de desabar. Hoje, com 60 anos, parece-me tão inútil como compreensível a maneira como o jovem vai integrando-se ao ambiente que deseja habitar. Em mim, algo como: “Ser jovem é uma perda de tempo, porque é tanta a ânsia por abarcar urgentemente tudo aquilo que lhe interessa que, em consequência, acaba ficando de mãos vazias”. Mas não tenho convicção disso.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O estereótipo diz que o jovem tem amplo apetite; come sem mastigar e digere mal o que lhe desaba pelo esôfago. O velho, diversamente, come pouco, mastiga muito e devagar (cuidado com a prótese!), digere com lerdeza. Aproxima-se dos ruminantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tem todo o tempo do mundo e age como se fosse morrer ontem; o outro vai morrer amanhã e age como se tivesse... Estranha simetria. A incontornável imagem no outro lado do espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que há emergência desmedida para qualquer tolice que se apresenta em figurino sedutor; em que os produtos (por que não também as pessoas?) “envelhecem” entre um lançamento e outro; em que tudo é permutável e descartável (destino: lixo); como fico, tentando abraçar, em conceitos, esse par – juventude e envelhecimento? Sem que disso resulte sabedoria alguma, o mais remoto alento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a imagem eloquente dessa modernidade em que nos afundamos: a do motorista estúpido que imprime velocidade ao veículo para logo parar diante do semáforo vermelho, que, implacável, já o aguardava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cine Bijou e aquela Praça Roosevelt desapareceram, como tantas outras coisas fazem nas metrópoles hodiernas, enquanto você me lê. Os filmes, ainda se pode vê-los em retrospectivas; os livros estão nos bons sebos. Minha juventude dissolveu-se na velhice que se avizinha ostensiva, outrora oculta. O “Mundo da Cultura” transbordou para além de todas as fronteiras então nem sequer imaginadas. Não é mais possível abarcá-lo (e foi em algum momento?), portanto a celeridade juvenil deve girar em falso, num lodaçal tecnológico sempre fresco, prontamente substituído às segundas-feiras. Palavras não consolam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elucubro: o que parecia um par distinto a princípio tem cada um de seus dois constituintes se sobrepondo alternadamente. Da distinção à unidade, à equivalência. Secas nuns lugares, enchentes em outros. Algumas árvores floridas e outras na espera. Sucessivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajeito o travesseiro, viro de lado o esqueleto e apago o abajur. Perda de tempo em compasso de cágado. Anoitece em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador, 25 de janeiro de 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-6497705114717573841?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/6497705114717573841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=6497705114717573841&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6497705114717573841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/6497705114717573841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/01/enquanto-anoitece-la-fora-lendo-um.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1054473501762052358</id><published>2010-01-23T18:48:00.001-02:00</published><updated>2010-01-23T18:51:10.297-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/S1thMJlgA7I/AAAAAAAAAGc/k17D0Kn4PzQ/s1600-h/fotoMedo+Rede.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/S1thMJlgA7I/AAAAAAAAAGc/k17D0Kn4PzQ/s320/fotoMedo+Rede.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430040637084795826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;O MEDO NA REDE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1054473501762052358?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1054473501762052358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1054473501762052358&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1054473501762052358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1054473501762052358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/01/o-medo-na-rede.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IVunqJVQago/S1thMJlgA7I/AAAAAAAAAGc/k17D0Kn4PzQ/s72-c/fotoMedo+Rede.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5345341037836979501</id><published>2010-01-22T20:02:00.000-02:00</published><updated>2010-01-22T20:05:52.061-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O LIVRE-ARBÍTRIO DAS SEGUNDAS-FEIRAS&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece não ser dado ao homem viver sem rumo, posto que tem pendor para a perdição. Vivendo a esmo, seu horizonte é a dissolução; desolado, busca recompor-se no que é mais rasteiro: a sobrevivência biológica contra o tédio de quem se desmancha no tempo, em inelutável esvaecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avesso dessa condição se vê na arquitetura de edificações gigantes: utopias, esperanças, religiões e ortodoxias em risco de se transfigurarem em fortalezas inexpugnáveis. O homem, por elas, se deixa ficar em prisões voluntárias, repelindo tudo e todos que lhe sabem estranhamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não satisfeito, desdobra-se numa intrincada tecelagem de normas, princípios, preceitos, preconceitos e códigos de conduta – autênticas chupetas salvadoras, ou, numa outra imagem: abelhas-rainha cercadas por colmeia devotada. A rígida sintaxe da qual não pode desvencilhar-se, sob pena de afundar-se em solidão, no deserto da dissipação – a interlocução com grãos de areia, a boca cheia de terra. Adão eterno. É quando se comunica para persuadir e, mais adiante, desentender-se; com um pé no plano destas ações quase simultâneas e o outro no contínuo daquela colmeia de adeptos que só se justifica ampliada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, sua história, às vezes, adquire a face de progressivas esgarçaduras, entremeadas por tramas bem urdidas, obstinadas. Se lhe é dado ver-se na fumarenta paisagem de sua humanidade. Difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, por fim, suas ações não passam de empreendimentos baldados, resta-lhe a resignação de quem, desde sempre, se sabe poeira; que vai acabar sob sete palmos de terra, mera carniça dada aos vermes. Cadáver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre viver e morrer, um travo de &lt;em&gt;tanto faz&lt;/em&gt;. Mas disso prefere não saber. Vira o rosto estuoso e escolhe o vício incorrigível de camuflada jactância. Neste caso, pensar engendra arapucas, à maneira dos encontros com incertas horas marcadas. Eis um mamífero com atualidade perfeita: autopresenteado com teclado e monitor. Mas guardemos nossos rojões, que ele é uma banal ninfose. Deixemo-nos tomados pela retórica desmedida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Salvador, 18 de janeiro de 2010&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5345341037836979501?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5345341037836979501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5345341037836979501&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5345341037836979501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5345341037836979501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/01/o-livre-arbitrio-das-segundas-feiras_22.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-731352775556833007</id><published>2010-01-12T18:45:00.003-02:00</published><updated>2010-01-12T19:04:09.437-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;VOU ATÉ ALI E NÃO VOLTO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Me escuta um pouquinho:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do nada, reparei que, por meses, não colocava um CD ou bolacha nos aparelhos acústicos. São três horas da manhã de 12.01, uma terça-feira, e eu, que tenho dormido tão bem (para meus padrões de sono) me vejo acordado e já irritado com um som (porque não é música) medonho que entra pela janela. Batuques estridentes e pobres, vozes espalhafatosas em coro numa quase fala insistente. Deste ponto, parto para uma &lt;em&gt;viagem&lt;/em&gt;, imaginando as pessoas que balançam freneticamente suas bundas, suadas, com suas roupas lamentáveis, seus bonés, seus penteados de chapinha, bexigas cheias de cerveja e a linguagem verbal dos ruminantes. Na Bahia, não há lei do silêncio. "A gente somos alegre, meu irmãozinho!"  Não dá,  isso vai acabar mal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Parece-me que essa obsessão por ouvir música sem parar; todos com seus "apareinhos nas oreia", em todo lugar, a todo momento, acabam por me provocar enjoos. Então, não ouço nada. Será? Parece-me frágil, essa explicação. Certo é que sinto o mesmo em relação a cinema, lugar onde não ponho os pés há muito. Só de imaginar as filas, as mandíbulas moendo pipocas e engolindo refrigerantes, conversas inconvenientes... É isso mesmo: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Avatar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; neles! Sentir-se-ão profundos, &lt;em&gt;levando&lt;/em&gt; &lt;em&gt;um lero-cabeça&lt;/em&gt;, depois jogam as embalagens do lanche pela rua e ajustam seus MP4.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando, surpreendentemente, sinto falta de assistir a um filme ou ouvir uma música, preparo um ambiente em que esteja inteiramente só (que, acompanhado, já me parece parcialmente só), sem qualquer possibilidade de interrupção, na minha casa. Nada de fones de ouvido ou telefone ativado, apenas a música enchendo o ambiente, num volume &lt;em&gt;civilizado&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Acompanho os artigos sobre músicos e lançamentos de CDs que me interessam por atavismo. Será? Um deles me chamou a atenção: considerado o melhor disco de música erudita do ano passado (sei lá por que critério), peças para piano de Gabriel Fauré, de quem gosto muito - "ah! esse vou comprar". Gastei meu pouco dinheiro com livros e me esqueci completamente daquele, como também me esqueci dos intérpretes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ouvir, de fato, música ou assistir a imagens em movimento quase ninguém mais faz. Exigiria uma concentração estranha a esse mundo que nos cerca e nos toma brutalmente. Quando comento ou narro essa prática, julgam-me bizarro. A meu juízo, são pessoas mergulhadas em dispersão. "Bem, mas muitos passam horas na frente da tela, praticando &lt;em&gt;games&lt;/em&gt; complexos, concentram-se, não?". Prefiro pensar de outro modo: os &lt;em&gt;games&lt;/em&gt; (e seus programadores) é que pré-determinam os lances possíveis e, portanto, previsíveis; os jogadores os perseguem. Ora, são conduzidos, na ilusão de que conduzem. As múltiplas leituras de um texto literário descortinam o infinito. É coisa muito diferente.&lt;br /&gt;Definitivamente, meu quintal não é deste mundo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A cama cuja porta se abre por impulso da melancolia habitual sempre me espera com penumbra, silêncio, travesseiros macios e afofados, lençóis e fronhas brancos, água fresca. Meu corpo, como contrapartida, lhe oferece a preguiça dos movimentos pausados e a ausência de pressa qualquer, deixada muito distante - lá fora, no solo sujo e povoado sobre que nunca deveria pisar com tanta indesejada frequência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Salvador, 12 de janeiro de 2010&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-731352775556833007?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/731352775556833007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=731352775556833007&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/731352775556833007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/731352775556833007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/01/vou-ate-ali-e-nao-volto-me-escuta-um.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-5829854708213685834</id><published>2010-01-04T18:03:00.004-02:00</published><updated>2010-01-08T17:45:35.962-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A FORÇA ARMADA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Natureza, essa coisa, o homem é uma insignificância. São sacos da mesma farinha estelar. Deveria nos bastar sabê-lo, ficar no ponto pelo tempo de uma existência e pegar o ônibus(esquife)errado. Mas convenhamos: poder devanear é uma bênção do Nada que a tudo e a nós antecede. Não resolve e também não atrapalha; ajuda a passar o tempo, essa outra coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para início de conversa, como é sobejamente sabido, no tempo de nossas vidas, uma hora a mais é, na verdade, uma hora a menos. A pessoa faz que não vê e vira-se para o outro lado; na verdade, incontáveis lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa pra lá: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;omnes feriunt, ultima necat &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(todas as horas ferem, a última mata – alguns relógios antigos traziam esta sábia frase no mostrador). Na mesma pessoa, uma se lembra, outra se esquece. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tempus fugit &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(a inexorabilidade do tempo que escapa, fora de controle – relógios antigos mais uma vez). A célebre expressão &lt;em&gt;&lt;strong&gt;carpe diem &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(o dia passa), tão cara ao Barroco, justifica, há séculos, os excessos que, eventual ou frequentemente, não evitamos. Bebamos, comamos, façamos amor, porque assim tão jovens nada disso faremos mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dito &lt;em&gt;&lt;strong&gt;homo sapiens&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, entre outras coisas, caracteriza-se pelo número de cisões. Para cada uma delas, um escudo peculiar. Da mesma forma que portas, muros, paredes e janelas nos escudam, afastando estranhos perigosos ou não-íntimos curiosos, as formalidades no trato social fazem as vezes desses; o próprio uso particular da linguagem desempenha, amiúde, papel análogo. O jargão do especialista, o siglês e o estilo alambicado ou enrugado são o espalhafato da força armada em gozo de poder. Mas há as formas discretas de ocultação. Não se deve, portanto, anexá-los a juízos morais dos quais não podem nunca escapar: &lt;em&gt;hipocrisia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;covardia&lt;/em&gt;(&lt;em&gt;insegurança&lt;/em&gt;)e &lt;em&gt;afetação&lt;/em&gt; são os mais usados; e têm lá sua pertinência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proliferação de escudos em nossas vidas chega a tal ponto que para tantas cisões, tantos escudos. Por isso, esse interessante mamífero é desde sempre um mistério. Observe como ele, em rigidez cadavérica, nos desampara e nos faz nus na insegurança dos néscios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O limite máximo nesse número indeterminado de escudos está naquele intangível que criamos para nos proteger ou nos esconder de nós mesmos. É quando um "nós" (eu) desaparece tão completamente nessa espécie de névoa-escudo que passamos a carregar uma sombra, um fantasma apenas nosso, como se já nascêssemos com ele; a impressão que permanece. Na maioria das vezes, invisível a seu portador, mas não a terceiros, a certos terceiros: amigos(as)íntimos(as), amantes de fato, boas esposas ou bons maridos e competentes profissionais, especializados em desmoronar proteções inconvenientes, aquelas que nos tornam cegos para caminhar em direção à vida plena e à morte serena -este par inatingível, desconhecido. Todos fingem saber. Não sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em rotina medíocre, cotidiana, a vida segue num presente faminto, num eterno meio-dia; o sol a pino, invisível para nossos olhos. Não fazemos sombra, não vemos fantasmas próprios, e a lucidez é mera ilusão no claro da luz que ofusca. Num quase paradoxo, a vida diária é pouco reluzente. Pobres animais no pasto onde, em vão, comemos, defecamos, dormimos e sonhamos. Até que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Salvador, &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;3 de janeiro de 2010, entre parentes.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-5829854708213685834?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/5829854708213685834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=5829854708213685834&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5829854708213685834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/5829854708213685834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2010/01/forca-armada-o-dito-homo-sapiens-entre.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7476209691870561606.post-1587047630539609287</id><published>2009-12-27T11:07:00.000-02:00</published><updated>2009-12-27T11:09:30.045-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;LETAL&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao colocar-se à venda,&lt;br /&gt;Trocar o esqueleto etílico&lt;br /&gt;Por esqueleto elástico,&lt;br /&gt;Adaptável a diversa circunstância.&lt;br /&gt;Em vez de copo-remorso,&lt;br /&gt;A noite vadia&lt;br /&gt;Do enfado sadio;&lt;br /&gt;O corpo lavado em suspeito batismo.&lt;br /&gt;Um homem novo,&lt;br /&gt;Preparado para o pior:&lt;br /&gt;A cama das chagas finais.&lt;br /&gt;dezembro de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7476209691870561606-1587047630539609287?l=dilemapaulistano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/feeds/1587047630539609287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7476209691870561606&amp;postID=1587047630539609287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1587047630539609287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7476209691870561606/posts/default/1587047630539609287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dilemapaulistano.blogspot.com/2009/12/letal-ao-colocar-se-venda-trocar-o.html' title=''/><author><name>Antônio Rebouças Falcão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08109880551137259319</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
