quarta-feira, 30 de junho de 2010

NÃO VOU

Voltar me enfada.
Se vou,
É como se não fosse.

Viajar de fato,
A que conta,
É desaparecer;
Não deixar rastros
Nem narrativas.

As que supõem retorno,
Histórias e fotos
Não são viagens de fato.

Desfazem o que teria
Sido.
Assim, para que
Ter um quê?
Que se desmancha
Como vida que surge
Apenas como ensaio
De não-ser.

julho de 2010

2 comentários:

Tuca Zamagna disse...

Antonio,
Fiz outra colheita aqui no Dilemas, desta vez mais farta: peguei três textos - e os postei ilustrados por obras colhidas no blog de um amigo artista plástico.
Abraço

bia disse...

Também quero me perder e não me encontrar mais.