quarta-feira, 18 de maio de 2011





POÇO

Fez de certa parte sua
Membro alongado.
O bastante para sair
E dar "bom-dia",
Dizer "com licença",
"Por favor e "muito obrigado".
O resto maior jaz no fundo oculto.
Ninguém viu, ninguém sabe.
Esse observa e fala,
Certo de que só sempre esteve
No calor escuro
Que o abraça.
Também balbucia
Sob o piso da terra,
Na companhia circular das paredes.
Distante da festa nervosa
E perigosa das manhãs.

4 comentários:

Jenny Paulla disse...

o grande resto maior sempre jaz no fundo oculto.poucas pessoas conseguem uma corda e um pouco de luz pra chegar até lá.

Márcia Luz disse...

Chego até aqui pelo http://maracasecangalhas.blogspot.com/ .
Gostei muito e vou passear com mais calma depois.
Um abraço!

Carla Diacov disse...

muito bão!

Antônio Rebouças Falcão disse...

Caras Jenny, Márcia e Clara:

Obrigado pelo aceno. Aguardo outras visitas. Aqui, a frequência das postagens se dá ao sabor das aparições da Dama Literatura. As postagens mais antigas trazem, além de crônicas, poemas e reflexões, desenhos e fotografias também de minha lavra. Compareçam!
Um abraço. Falcão